Shakespeare

A Justiça Americana

Postado em

DSK E A JUSTÍÇA DA AMÉRICA

Pro Theófilo Silva

 

A reviravolta no caso Dominique Strauss-Kanh, chefão do FMI, é um tapa na cara do sistema judicial americano. O algema-prende-humilha provou-se um tratamento injusto demais para dar a um inocente suspeito de ter cometido um crime. A forma como o sistema americano moeu o poderoso cidadão francês, apelidado de DSK, é deplorável e depõe contra justiça da maior democracia do mundo.
Nem tudo foi esclarecido sobre o que realmente ocorreu com DSK durante sua permanência em Nova York. Se ele foi vítima de um complô para afastá-lo da candidatura à presidência da França ou se foi apenas vítima de uma golpista.
DSK foi algemado e levado pela polícia de dentro do avião que o levaria para Paris e conduzido à presença de um juiz, que não aceitou pagamento de fiança e o prendeu. Numa segunda audiência, foi-lhe arbitrado uma fiança de um milhão de dólares, mais cinco milhões de caução e prisão sob liberdade vigiada num hotel controlado por uma empresa de segurança, que lhe custava sessenta mil dólares mensais. Acusado formalmente de estupro de uma camareira, DSK poderia pegar 74 anos de prisão.
As manchetes ganharam o mundo; DSK perdeu a diretoria geral do Fundo Monetário Internacional-FMI, praticamente perdeu sua candidatura à presidência da França, que liderava com folga, e teve sua vida devassada. Uma guerra de opinião pública instalou-se entre França e os EUA, piorando a já péssima relação entre os dois países.
Passado o furor, sabe-se agora que DSK fez sexo com uma camareira que costumava prestar favores sexuais aos hóspedes do hotel. A camareira africana, imigrante da Guiné, simulou outro estupro em seu país: mora num prédio – doado pelo governo – para soropositivos; é envolvida com traficantes de drogas, gente do mundo do crime; o namorado é presidiário; recebeu também cem mil dólares em sua conta corrente. Ela mentiu diversas vezes em seu depoimento, e a promotoria não tem argumentos para seguir no caso.
DSK é licencioso, priápico, famoso por suas investidas amorosas. Sempre reconheceu que seu furor sexual poderia prejudicar sua carreira política, o que de fato ocorreu. Isso, no entanto, não impediu que sua mulher, uma jornalista respeitadíssima na França, multimilionária, ficasse o tempo todo ao lado dele e o defendesse implacavelmente.
DSK foi massacrado, as perdas que teve são irreparáveis. As autoridades americanas agora vão reconhecer o erro e indenizar DSK. Os americanos acreditam que todos os problemas do homem, tudo na vida, pode ser reparado com dinheiro. Os franceses não acreditam nisso, e nós também não.
A pergunta é: se DSK não fosse milionário e não pudesse pagar a estratosférica fiança, qual teria sido o desfecho dessa história? Sabe-se que quando na presença do juiz, dezenas de outros detidos iguais a ele não tiveram dinheiro para pagar fiança, cujos valores não chegavam a quatro mil dólares, acabaram presos. Se DSK fosse apenas rico, não seria esse o desfecho de seu caso. Iria mofar na cadeia a espera de um julgamento ou terminaria seus dias em um presídio.
A justiça americana é respeitada em todo mundo por sua rapidez e eficiência, mas a truculência do tratamento dado a alguém apenas suspeito é extremamente injusto e temerário. A belíssima Constituição Americana não vai mudar nada por causa do “affair” DSK. Mas o caso arranhou fortemente o “ideal de justiça da América”.

 

Theófilo Silva é autor do livro A Paixão Segundo Shakespeare e colaborador do site http://www.washingtonbarbosa.com

ESTE ARTIGO REFLETE A OPINIÃO DO AUTOR, E NÃO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DO SITE http://www.washingtonbarbosa.com. O SITE NÃO PODE SER RESPONSABILIZADO PELAS INFORMAÇÕES ACIMA OU POR QUALQUER PREJUÍZO DE QUALQUER NATUREZA EM DECORRÊNCIA DO USO DESSAS INFORMAÇÕES

Anúncios

O PODER DA IMAGINAÇÃO

Postado em Atualizado em

Os Homens Mofados

Por Theófilo Silva

Quando Hamlet encontra Fortimbrás, jovem príncipe norueguês, conduzindo um exército para um ataque a um pedaço da Polônia, íngreme e desprovido de riqueza, apenas em busca de glória, ele dispara mais um de seus solilóquios. Diz Hamlet: “De que valeria o homem, se o bem principal e o interesse de sua vida consistissem em comer e dormir? Não passaria de um animal”. E conclui: “Aquele que nos criou com uma tão vasta inteligência, que abrange o futuro e o passado, não queria que nos cobríssemos de mofo por falta de uso”. E elogia a inquietude de Fortimbrás, que abandona o conforto em que vive, para sair pelo mundo em busca de ação.
Talvez a maior riqueza do homem repouse na coragem e no trabalho árduo. No poder de dizer sim e não, quando necessário, na coragem de enfrentar a injustiça, a opressão, a calúnia, a inveja, enfim, as vicissitudes da vida. Quando a coragem se alia ao trabalho uma mola propulsora é acionada, e realizamos coisas que sequer imaginamos. A fé é outra grande arma, mas a fé desprovida de coragem não leva a coisa alguma.
Outra poderosa força humana é a imaginação. Que seria do ser humano se não fosse à imaginação! Que seria de nós sem a arte? Sem música, literatura, cinema, pintura. Do poder de ver as coisas sobre ângulos diferentes. Que capacidade não tem a leitura para nos transportar para universos e espaços que somente a imaginação pode alcançar?
Se você não nasceu num palácio, não tem um jato particular, não tem um iate, não mora no melhor lugar de Paris ou Londres, nem pode ir a um estádio no outro lado do mundo para assistir ao final da copa do mundo ou de uma olimpíada, o que então pode fazer para saciar seus impulsos e desejos? O que fazer para atender às necessidades de uma mente inteligente que está impedida de ter acesso a esses lugares interessantes, acessíveis somente a pouquíssimos endinheirados?
É aí que entra a imaginação! A imaginação pode suprir, e com sobra, essas carências. Uma mente imaginadora e criativa tem força ainda maior de satisfação do que o de uma mente tacanha e abastada. Diria que as possibilidades de uma mente imaginativa são ainda maiores. Se você não pode ir a Estocolmo ou Moscou, a Leitura pode lhe oferecer mais, que é transportá-lo para esses lugares em épocas passadas, por intermédio de um romance ou livro de história. Se você pode ter acesso às duas formas de viagem, ótimo, a diferença é que uma é gratuita e a outra demanda muito dinheiro.
A inquietação é uma grande promotora de satisfação e felicidade. A procura de segurança no serviço público, num casamento de conveniência, numa profissão infrutífera, enfim, numa vida acomodada e amolecida pode ser um grande logro, um desperdício e, mais cedo ou mais tarde, a sensação de fracasso virá. Já que a vida requer ação e, mesmo cheia de incógnitas e armadilhas, é preciso imaginar, criar, fazer, construir, realizar.
Oscar Wilde concordava com Hamlet sobre a importância de se realizar coisas, pois, para Wilde, “Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe”. Sim, o mundo está povoado de existências assim: sonâmbulas, esvaziadas, tumulares. Alguém já apontou o ócio como a cozinha do inferno. E é isso que é mesmo. Alguns apontam o serviço público como um cemitério de talentos. É assim que muitos aposentados se veem quando olham para trás, mesmo num país onde trabalhar no governo é um privilégio.
Tem uma frase já modificada atribuída a Theodore Roosevelt (presidente dos EUA, um vulcão de múltiplas capacidades), Luther King e John Kennedy que diz mais ou menos o seguinte: “O merecimento maior é do homem que se encontra na arena, com o corpo sujo de poeira, suor e sangue, cheio de entusiasmo e devoção, que mesmo tendo fracassado, não pode ser substituído por essas almas tímidas e frias que não conhecem vitórias nem derrotas”.
Os que nada fazem, não se iludam, não passam de um animal! Quem não é de ação nem usa a imaginação está coberto de mofo. É isso que Shakespeare diz para todos nós.

Theófilo Silva é autor do livro A Paixão Segundo Shakespeare e colaborador do site http://www.washingtonbarbosa.com

ESTE ARTIGO REFLETE A OPINIÃO DO AUTOR, E NÃO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DO SITE http://www.washingtonbarbosa.com. O SITE NÃO PODE SER RESPONSABILIZADO PELAS INFORMAÇÕES ACIMA OU POR QUALQUER PREJUÍZO DE QUALQUER NATUREZA EM DECORRÊNCIA DO USO DESSAS INFORMAÇÕES

UMA SOMBRA QUE PASSA

Postado em Atualizado em

O IMPÉRIO DA VERDADE!

Por Theófilo Silva

Fico me perguntando como seria o mundo se todos nós vivêssemos sob o império da verdade? Digo império, no sentido de signo. Para a maioria dos homens, a verdade é um grande estraga prazeres e, o mundo seria totalmente sem graça caso a verdade fosse o emblema de todos. Discordo! Sei que essa discussão é de Kant, Spinoza, Platão, para citar apenas os mais preocupados com a verdade. Mas não custa dar algum palpite.
Leitores e amigos me acham pessimista, alguém que escreve sobre coisas negativas, quando há tanto o que comemorar no mundo; que eu deveria me deter nas vitórias e conquistas da humanidade, em vez de ficar choramingando, criticando as pessoas, os homens públicos e as instituições. Pode ser. Acho que a vida deve ser celebrada todos os dias. O problema é que existem bilhões de pessoas que não têm motivos para comemorar. Então, por que não escrever sobre a injustiça do mundo e dos homens!?
Apenas 10% da população mundial vivem confortavelmente. Num total de seis bilhões de seres humanos que habitam o planeta Terra. Façamos as contas, e vamos perceber que a quantidade de pessoas que ficam de fora do bolo é aterradora.
E o mundo é muito desigual, fatores de toda ordem contribuem para que grupos de seres humanos espalhados pelo planeta tenham uma existência desgraçada. Desde problemas de ordem geográfica: clima, relevo, solo. Ou de ordem cultural, étnica, social, religiosa, institucional. Um único fator, ou a combinação de alguns deles, é o bastante para que agrupamentos humanos, ou mesmo nações, vivam sob o signo da miséria.
Muitas nações já conseguiram oferecer tudo aos seus cidadãos, pelo menos em termos materiais isso ocorreu. Já a maioria não consegue sequer alimentá-los.
Todos nós, a exceção de um número ínfimo de estudiosos, achamos que temos a resposta para esse cruel estado de coisas. Passando pela religião, antropologia, história, todos têm respostas. Ao longo dos últimos séculos, todas as respostas caíram. É verdade que o homem aprendeu a domar muitas das forças da natureza e debelou a maioria das doenças que dizimavam a humanidade. Mas, há tanto, tanto por fazer!
A vida do homem na terra ainda não deixou de ser a vida de um animal na selva, de luta brutal pela sobrevivência – Darwinista mesmo – em que os mais fortes destroem os mais fracos, e os mais aptos pegam os nacos disponíveis. Dá nojo participar desse jogo cruel!
Para alguns, Deus não passa de uma invenção. Para outros, ele é o criador de tudo e interfere diretamente nas nossas vidas e pune nossos erros. Os grandes líderes místicos, com o objetivo de tornar o mundo mais pacífico e melhor de se viver, criaram as religiões e ensinaram mensagens de paz, amor e bem-querença. Com o tempo tiveram seus ensinamentos desvirtuados e religiões tornaram-se tão corruptas como qualquer organização criminosa. A ciência nos deu muito, nos tirou algumas coisas e foi a maior responsável por nossa multiplicação.
O que quero dizer é o seguinte: afinal, o que é a vida sobre a Terra? Criar a família? Amar a Deus sobre todas as coisas? Ganhar a maior quantidade de dinheiro possível e controlar os outros homens? Onde está a Verdade? Não sei! Ninguém sabe!
Talvez a vida seja a visão do tirano Macbeth, personagem de Shakespeare, antes da morte em batalha: “A vida é uma sombra que passa, um pobre ator que se agita no palco por um instante, é uma história contada por um idiota, cheia de som e fúria, nada significando”.

Theófilo Silva é autor do livro A Paixão Segundo Shakespeare e colaborador do site http://www.washingtonbarbosa.com

ESTE ARTIGO REFLETE A OPINIÃO DO AUTOR, E NÃO NECESSARIAMENTE A POSIÇÃO DO SITE http://www.washingtonbarbosa.com. O SITE NÃO PODE SER RESPONSABILIZADO PELAS INFORMAÇÕES ACIMA OU POR QUALQUER PREJUÍZO DE QUALQUER NATUREZA EM DECORRÊNCIA DO USO DESSAS INFORMAÇÕES

A HOMOFOBIA E O STF

Postado em Atualizado em

Hamlet e o Brasil

 

por Theófilo Silva

 

Quando Hamlet disse que o mundo estava fora dos eixos e que era preciso endireitá-lo, sabia da força dessa reflexão, mas talvez o jovem príncipe não soubesse o quanto essa tarefa é difícil de ser realizada. Porque consertar o mundo é consertar os homens.
A Dinamarca natal de Hamlet parece ter corrigido muita coisa considerada errada por lá, já que, hoje, é a sociedade mais evoluída do planeta. A Inglaterra, a pátria de Shakespeare, o criador de Hamlet, deixou de ser uma ilha perdida no norte da Europa, para dar um salto evolutivo gigantesco, transformando o mundo com sua Revolução Industrial e dando uma contribuição à civilização difícil de ser igualada por outra nação.
Já no Brasil tudo continua torto, mesmo que pareça que achamos o caminho que nos permita dar dignidade a todos os nossos cidadãos. As coisas tortas têm no poder judiciário brasileiro um forte aliado para que essa situação permaneça.
Digo isso porque quem esperaria que o nosso Ministério da Educação adotasse, e a justiça permitisse, que um livro que ensina as crianças a escrever frases da mesma forma que falam fosse distribuído nas escolas brasileiras! Algo pode ser mais torto do que isso. Qual vai ser o critério para corrigir as redações dessas crianças? E no futuro, diante de um concurso público, como é que esses adultos vão escrever? Acredito que essa senhora que escreveu esse livro é fiel seguidora de Chomsky ou então deve ter lido “A Cor Púrpura” de Alice Walker, ou é fã de Steven Spielberg. Querer imitar o politicamente correto dos americanos 30 anos depois é um absurdo do qual deveríamos ser poupados.
Esse exemplo é apenas um, entre as muitas discussões travadas no Brasil. A impressão que se tem é que atitudes como essa são de conteúdo político e ideológico, mas não é. Esse debate medíocre em que parece que se está defendendo interesses dos menos favorecidos, de minorias vítimas de ataques da sociedade, não é verdadeiro. Ações como essa são, quase sempre, fruto de manipulação de políticos inescrupulosos, que agem assim com o objetivo de criar associações habilitadas a receber verbas públicas.
Que o cidadão menos informado não se iluda, muitas das bandeiras politicamente corretas levantadas por grupos que querem se identificar com algum tipo de minoria tem como único objetivo angariar recursos públicos. Se alguém for perscrutar o famoso programa de combate a AIDS do Brasil, ficará orgulhoso, pois dizem que ele é melhor do que o programa da rica Dinamarca, de Hamlet. Podem ter certeza de uma coisa, a roubalheira está instalada por lá. O programa custa caro demais.
Não há porque duvidar de Marx e Freud quando eles disseram que o dinheiro e o sexo estão por trás de toda a ação humana. Portanto, sempre que nos depararmos com debates inexplicáveis, inverossímeis, os quais não entendemos, como o que se trava a respeito de sexualidade, não nos assustemos, a pobreza e agressividade com que é feito tem a ver com pessoas inescrupulosas, com o objetivo de desviar dinheiro público.
O fato de o STF ter legalizado as relações homossexuais não vai por o mundo de cabeça para baixo. Vai apenas permitir que essas pessoas tenham cidadania plena. Não vai haver uma revolução ou uma guerra de costumes. Todo esse exagero sobre homofobia é provocado por gente que quer ganhar dinheiro por intermédio de associações que se dizem protetoras de minorias. O verdadeiro objetivo não é ajudar essas pessoas. É explorá-las.
Diante desse debate pobre, (como se dissessem que se descobriu a pólvora), leiam o Mercador de Veneza, de Shakespeare. Um livro bem escrito – sem “nós pesca o peixe” – onde se discute com brilhantismo questões de dinheiro, sexualidade e justiça.
Em o Mercador, Shakespeare já falava com propriedade e inteligência sobre um tema que muitos espertalhões querem tornar revolucionário.
Shakespeare nos mostra que a nossa sexualidade é importante demais para que as pessoas possam expô-la e discuti-la dessa maneira.

 

Theófilo Silva é autor do livro A Paixão Segundo Shakespeare e colaborador do site www.washingtonbarbosa.com

ESTE ARTIGO REFLETE A OPINIÃO DO AUTOR, E NÃO NECESSARIAMENTE  A POSIÇÃO DO SITE www.washingtonbarbosa.com. O SITE NÃO PODE SER RESPONSABILIZADO PELAS INFORMAÇÕES ACIMA OU POR QUALQUER PREJUÍZO DE QUALQUER NATUREZA EM DECORRÊNCIA DO USO DESSAS INFORMAÇÕES

BIN LADEN NÃO ERA O ÚNICO

Postado em

OS INIMIGOS DA AMÉRICA 

Por Theófilo Silva

 

Yamamoto, Che Guevara, Saddam Hussein e Bin Laden foram quatro dos cinco homens mais perseguidos do século XX. Esses quatro homens tiveram a ousadia de agredir os Estados Unidos da América. Como resultado, terminaram caçados e mortos por atacarem a nação mais poderosa do mundo.
Os EUA só foram agredidos em seu próprio território, apenas duas vezes. Uma no dia 7 dezembro de 1941, quando os japoneses atacaram Pearl Harbor, e em 11 de setembro de 2001, no atentado ao Pentágono e as torres gêmeas do World Trade Center.
Entre os inimigos dos EUA, o almirante Yamamoto era o mais preparado. Foi ele quem bolou e executou, cumprindo ordens de seu país, o ataque ao Havaí, matando 2.471 americanos. Che Guevara, era um revolucionário meio romântico, queria destruir o capitalismo simbolizado pelos EUA e por em seu lugar o modelo comunista soviético. Saddam Hussein, um ditador sanguinário e exibicionista, infernizou o oriente médio e montou um plano mirabolante para matar George Bush, pai. Já Osama Bin Laden, multimilionário, muçulmano e fanático cometeu o ato terrorista mais espetacular da história, matando 3.278 americanos e derrubando o prédio símbolo da América.
“Caçem Yamamoto”, era esse o grito de ordem dos chefes militares americanos durante a Segunda Grande Guerra, ao priorizarem matar o militar japonês que humilhara os EUA. Yamamoto foi perseguido durante dois anos como um abutre nos céus, sendo finalmente, cercado por dezesseis aviões americanos e morto em pleno voo. Che Guevara desafiou os EUA, alinhando seu país com a inimiga URSS e saiu pelo mundo exportando a revolução comunista. Acabou morto nas selvas da Bolívia, depois de caçado, mundo afora, implacavelmente, pela CIA. Saddan Hussein, depois de duas guerras com os EUA, derrotado, foi caçado como um rato, e finalmente achado dentro de um buraco, sendo enforcado por seu próprio povo, em um tribunal montado pelos EUA. A caçada mais longa e difícil deu-se com Osama Bin Laden. Durante quase dez anos, os EUA gastaram bilhões de dólares – ofereceram recompensa de 30 milhões – para achar o homem mais procurado de todos os tempos. Finalmente o pegaram e o mataram, numa ação cinematográfica assistida ao vivo pelo presidente Obama.
O quinto inimigo, não nominado ainda, e o maior de todos, está vivo, é Fidel Castro, ditador incontestável de Cuba, por 50 anos. Fidel permitiu que os russos instalassem mísseis em seu país para bombardear os EUA. Os americanos nunca o perdoaram por isso. Durante 30 anos, Fidel sofreu vários atentados por parte da CIA, mas sobreviveu a todos eles. Acabou se transformando no herói de todos que odeiam os EUA. Até hoje, a pequena Cuba, outrora um balneário, transformou-se numa espinha atravessada na garganta do colosso americano.
As opiniões se dividem quanto ao direito dos EUA de matarem o assassino de mais de três mil cidadãos americanos. A discussão é irrelevante, os EUA podiam tê-lo matado e ficarem calados, no entanto divulgaram a ação por um capricho; o de mostrar para o mundo que todos aqueles que levantarem a mão para ferir os EUA serão mortos, custe o que custar.
Os EUA agiram como um império, que são. Fizeram como Roma fez com seus inimigos, o cartaginês Aníbal, ou com o Gaulês, Vercingetorix, mataram-nos para provar seu poderio.
Todos esses inimigos dos EUA agiram movidos por motivos que julgavam nobres. Já Saddan e Bin Laden não. Ambos não passavam de perversos assassinos e mereceram o terrível fim que tiveram. Que Avran Noam Chomsky e seus adeptos gostem ou não!

 

Theófilo Silva é autor do livro A Paixão Segundo Shakespeare e colaborador do site www.washingtonbarbosa.com

ESTE ARTIGO REFLETE A OPINIÃO DO AUTOR, E NÃO NECESSARIAMENTE  A POSIÇÃO DO SITE www.washingtonbarbosa.com. O SITE NÃO PODE SER RESPONSABILIZADO PELAS INFORMAÇÕES ACIMA OU POR QUALQUER PREJUÍZO DE QUALQUER NATUREZA EM DECORRÊNCIA DO USO DESSAS INFORMAÇÕES

 

O JUDICIÁRIO E A MONARQUIA

Postado em Atualizado em

 QUEM REALMENTE DEFENDE A CONSTITUIÇÃO

Por Theófilo Silva

Identificada como forma arcaica de governo desde o século dezessete, e considerada hoje, por muitos, como algo folclórico, a monarquia entra na segunda década do século vinte e um, festejada e renovada. O motivo do êxito é o casamento de uma jovem “sem sangue real”, plebéia, com o príncipe herdeiro, do país, cuja democracia é a mais antiga e respeitada do mundo.
Depois de ser degolada, nos séculos dezessete e dezoito – Inglaterra e França cortaram a cabeça de seus reis – e quase destruída por dois déspotas sanguinários, Napoleão e Hitler, a monarquia parecia não mais caber no mundo moderno. Na verdade o povo estava cansado de ser governado por cabeças coroadas, homens, mulheres e crianças, muitas vezes insanos, com poder de vida e morte sob todos os cidadãos.
O auge da monarquia ocorreu na França, com Luís XIV, o Rei Sol, – o Estado sou eu – que governou a França por 70 anos. Os reis governaram durante muito tempo, amparados pela Teoria do Direito Divino dos Reis, cujo maior teórico foi o filósofo francês, Bossuet. Segundo ele, ninguém poderia destronar um rei ungido pelo senhor. Cromwell não concordou e, em 1649 mandou decapitar Charles I.
No final do século dezoito, treze colônias inglesas declararam sua independência, criaram uma Constituição e uma forma nova de governo com um rei eleito pelo povo, chamado de presidente. A febre se espalhou pelo resto da América, e exceto no Brasil, em menos de meio século, o continente era governado por presidentes.
O primeiro simulacro de Constituição ocorreu na Inglaterra em 1216, com a promulgação, forçada da Carta Magna, um documento que diminuía o poder do rei. Foi somente em 1689 que o rei perdeu realmente o seu poder. O Parlamento criado três séculos antes, e atuando até então de forma decorativa, o substituiu como governante.
Essa Constituição viria a ser o documento de sustentação da democracia (o poder do povo). Mesmo sendo uma invenção britânica, é a Constituição Americana que vai servir de modelo para todas as outras. Esse documento, fundamental, que “torna todos os cidadãos iguais” nos EUA, Europa, Oceania e Japão, nas outras nações é mera fachada para manter o “satus quo”. Sobre o pretexto de “salvaguardar a constituição” o judiciário e o parlamento cometem todo tipo de arbitrariedades.
A constituição brasileira – a oitava desde 1824 – é, provavelmente, a mais bela e justa entre as constituições do mundo, mas foi feita “para inglês ver”. Somente seu texto e suas intenções são boas. Nada do que está lá é praticado. É interpretada pelo STF, onze homens e mulheres, que não estão preocupados com a sociedade. As “interpretações” são manipuladas pelos políticos para defender os privilégios de uma minoria estabelecida há séculos.
É curioso que a Inglaterra, a nação que inventou a democracia, a primeira a cortar a cabeça de seu rei, ainda permaneça uma monarquia. Sua Rainha detém um único privilégio, a de ser a guardiã de uma Constituição de oito séculos. Ou seja, é a rainha, uma “monarca arcaica, que assegura aos seus súditos o direito à justiça.
No Brasil, uma “moderníssima nação” com uma constituição atualizada de apenas vinte anos, Justiça não passa de uma palavra pisoteada e vilipendiada.
Shakespeare escreveu muito sobre reis ingleses. Exaltou Henrique V, destruiu Ricardo III, elogiou Elizabeth, bateu em João Sem Terra, desnudou suas vidas. Na verdade, ele acreditava que somente uma sociedade que distribui justiça de forma igualitária entre seus cidadãos, funciona corretamente. E isso a Grã-Bretanha faz.

Theófilo Silva é autor do livro A Paixão Segundo Shakespeare e colaborador do site www.washingtonbarbosa.com

ESTE ARTIGO REFLETE A OPINIÃO DO AUTOR, E NÃO NECESSARIAMENTE  A POSIÇÃO DO SITE www.washingtonbarbosa.com. O SITE NÃO PODE SER RESPONSABILIZADO PELAS INFORMAÇÕES ACIMA OU POR QUALQUER PREJUÍZO DE QUALQUER NATUREZA EM DECORRÊNCIA DO USO DESSAS INFORMAÇÕES

Realengo…

Postado em Atualizado em

O MONSTRO DE REALENGO

Por Theófilo Silva

 

Ricardo III, Edmundo, Iago e Lady Macbeth são as figuras mais frias e perversas criadas por Shakespeare. Esses quatro personagens já tiveram seus comportamentos vasculhados à exaustão pelos estudiosos, principalmente psicólogos, com o objetivo entender suas mentes criminosas.

Todos os quatro apresentam motivações, de certa maneira, diferentes, para cometerem seus crimes. A ambição parece ser o motivador maior em todos os casos. Até Iago, o mais maquiavélico e inteligente de todos, é movido por vingança. Iago faz o infeliz Othelo matar a própria esposa, porque este adiou sua promoção a tenente. Mas, ele sabe que a morte de Othelo o fará subir na hierarquia de Veneza.

Edmundo é frio como uma lâmina, não tem nenhum sentimento. Filho ilegítimo do duque de Gloucester, ele acha que será sempre tratado como bastardo e que, por isso não será o herdeiro do pai. Mesmo que agraciado com poder e riqueza, Edmundo quer mais. Para isso, leva seu pai à morte, permite que as irmãs – igualmente perversas – Goneril e Rejane, matem-se por ele, duela com o meio-irmão, Edgar, e manda matar o Rei Lear e sua filha Cordélia.

Ricardo III é um assassino sarcástico, ele mesmo diz que, quando nasceu, as enfermeiras disseram “esse já veio com dentes; nasceu para morder o mundo”. E é isso que Ricardo faz mesmo. Revoltado, se acha “inacabado pela pérfida natureza” – Ricardo era curvado e tinha um braço paralisado – leva o rei Eduardo IV, seu irmão, a morrer de desgosto. Assassina o irmão Clarence, herdeiro do trono. E por último, manda matar dois jovens príncipes, seus sobrinhos, para atingir seu objetivo, tornar-se o rei da Inglaterra.

Mas é possível que nenhum desses perversos consiga superar Lady Macbeth em maldade. Ante uma visão de seu marido, Macbeth, de que seria rei da Escócia, Lady Macbeth leva adiante o plano de matar o gentil rei Duncan. Antes de cometer o regicídio, Lady Macbeth faz sua “oração”: “Acorrei espíritos que velais sobre os pensamentos mortais! Trocai-me de sexo dos pés a cabeça, enchei-me até que transborde da mais implacável crueldade! Fechai em mim todo acesso, todo o caminho a piedade…” E jura que se tivesse prometido a si mesma que mataria o rei, ela seria capaz de despedaçar o crânio de seu filho recém-nascido contra a parede.

O criador da psicanálise, Sigmund Freud estudou em profundidade a mente dessa dama sombria, segundo ele mesmo “até às raias da loucura”, ele não entendia o porquê de Lady Macbeth, uma mulher de vontade inquebrantável, ter sucumbido diante do sucesso de seu crime, tornando-se sonâmbula e cometido suicídio.

Shakespeare enxergou a inadequação e a ambição como duas portentosas escadas para levar um indivíduo pro lado escuro. A Rejeição continua sendo um fator desencadeador de desequilíbrios mentais, mas, daí a encontrar uma explicação lógica para o que aconteceu em Realengo, como quer parte da imprensa, é tarefa difícil, já que é impossível entrar numa mente perturbada.

As inadequações do Monstro de Realengo já foram detectadas. Os motivos pelos quais ele matou tantas crianças não serão desvendados, porque eles não existem. O acesso fácil a armas de fogo tornou possível realizar seus delírios macabros.

O monstro de Realengo, era semelhante a Ricardo III, nasceu para morder o mundo!

Theófilo Silva é autor do livro A Paixão Segundo Shakespeare e colaborador do site www.washingtonbarbosa.com

ESTE ARTIGO REFLETE A OPINIÃO DO AUTOR, E NÃO NECESSARIAMENTE  A POSIÇÃO DO SITE www.washingtonbarbosa.com. O SITE NÃO PODE SER RESPONSABILIZADO PELAS INFORMAÇÕES ACIMA OU POR QUALQUER PREJUÍZO DE QUALQUER NATUREZA EM DECORRÊNCIA DO USO DESSAS INFORMAÇÕES