Repescagem

REAPROVEITAMENTO DO EXAME DE ORDEM

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REPESCAGEM NO

EXAME DE ORDEM

A primeira vez a gente nunca esquece.

pesca

O Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, teste obrigatório para todos os bacharéis em Direito que tenham interesse em advogar, passará a permitir que o aprovado na primeira fase (prova objetiva) possa realizar a segunda fase (prova discursiva e peça processual) uma segunda vez, sem a necessidade de fazer novamente a primeira fase.

Até a decisão do Conselho Federal da OAB, de 01/10/13, e a publicação do Provimento 156/2013, que alterou o Provimento 144/2011, somente obteria a aprovação, com a consequente habilitação para o exercício da advocacia, aquele que conseguisse o perfil mínimo nas duas fases de um mesmo certame. Dessa forma, mesmo aprovado na primeira fase, no próximo Exame ele deveria repeti-la até que conseguisse o perfil para as duas provas simultaneamente.

Antiga reinvindicação dos bacharéis de Direito, a decisão do Conselho Federal será testada pela primeira vez agora em maio de 2014. Veja a síntese das orientações do Provimento e do primeiro Edital Complementar – Reaproveitamento da 1ª Fase do XII Exame de Ordem Unificado:

  • somente poderão reaproveitar o resultado da prova objetiva do Exame imediatamente anterior, no caso específico, do XII Exame de Ordem;
  • as matrículas ocorrerão somente pela internet no sítio http://oab.fgv.br, http://www.oab.org.br ou nos endereços das Seccionais da OAB;
  • prazo de inscrição: de 15 a 22/04/14;
  • haverá a possibilidade de alterar o local de realização da prova, em endereço distinto daquele que o examinando prestou a 1ª Fase do certame;
  • não poderá solicitar o reaproveitamento quem se inscrever no XIII Exame de Ordem Unificado; e
  • data provável da divulgação dos horários da prova será dia 26/05/14, e a sua realização será dia 01/06/14.

atençã6O primeiro ponto que merece destaque é o cuidado que o examinando deve ter de não se inscrever no XIII Exame de Ordem Unificado, o Edital do Reaproveitamento foi bastante incisivo na proibição. Aqui vale a regra, mais vale um pássaro na mão do que dois voando. Não adianta querer atirar para todos os lados para tentar garantir a sua aprovação. Sua prioridade tem de ser se preparar para a segunda fase, estudo com toda a força a disciplina que você escolheu.

Ainda, o edital não permitiu a alteração da área de conhecimento para realização do Reaproveitamento. Assim, se você se inscreveu para Penal ou para Empresarial, ou para Trabalhista e assim por diante, você irá prestar prova para a mesma disciplina, não adianta tentar mudar agora. Os dados estão lançados.

Finalmente, não esqueça que você somente terá uma possibilidade de aproveitamento. Sendo assim, caso você não consiga a nota mínima, 6 pontos, tenho certeza de que isso não irá acontecer, você terá de começar tudo de novo. Ou seja, obter aprovação novamente na primeira e na segunda fases do Exame de Ordem.

Não esqueça, o seu estudo tem de atender ao seguinte trinômio: CADEIRA/CURSO/CANETA.

O momento cadeira é o seu momento sozinho, com a legislação e doutrina selecionados para estudo. O momento curso é o tempo dedicado aos cursos preparatórios, onde você atualizará seus conhecimentos e entenderá melhor “o que” e “como” está sendo cobrado. Por fim, o momento caneta é a hora de testar os seus conhecimentos e desenvolver técnicas de resolução de prova. A hora dos exercícios.

Bons estudos e até a cerimônia de entrega da tão almejada e acessível carteira da Ordem!!!

wb2014* WASHINGTON LUÍS BATISTA BARBOSA é especialista em Direito Público e em Direito do Trabalho, MBA Marketing e MBA Formação para Altos Executivos; Desempenhou várias funções na carreira pública e privada, dentre as quais: Assessoria Jurídica da Diretoria Geral e Assessoria Técnica da Secretaria Geral da Presidência do Tribunal Superior do Trabalho, Diretor Fiscal da Procuradoria Geral do Governo do Distrito Federal, Cargos de Alta Administração no Conglomerado Banco do Brasil. Coordenador dos Cursos Jurídicos preparatórios para concursos públicos e de pós-graduação.

Editor do blog www.washingtonbarbosa.com, www.twitter.com/wbbarbosa e www.facebook.com/professorwashingtonbarbosa

Autor de vários artigos publicados em revistas especializadas. 

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OAB E O ENSINO JURÍDICO

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EXAME DE ORDEM

TERÁ REPESCAGEM

Perde a Sociedade,

ganham as “Uniesquinas”

WASHINGTON LUÍS BATISTA BARBOSA

 EDUCAÇÃO

O Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, teste obrigatório para todos os bacharéis em Direito que tenham interesse em advogar, passará a permitir que o aprovado na primeira fase (prova objetiva) possa realizar a segunda fase (prova discursiva e peça processual) uma segunda vez, sem a necessidade de fazer novamente a primeira fase.

Até a decisão do Conselho Federal da OAB, de 01/10/13, somente obteria a aprovação, com a consequente habilitação para o exercício da advocacia, aquele que conseguisse o perfil mínimo nas duas fases de um mesmo certame. Dessa forma, mesmo aprovado na primeira fase, no próximo Exame ele deveria repeti-la até que conseguisse o perfil para as duas provas simultaneamente.

Antiga reinvindicação dos bacharéis de Direito, a decisão do Conselho Federal vem de encontro aos anseios da sociedade de melhor qualificar o quadro de advogados. Ninguém tem dúvida dos problemas crônicos pelos quais passa o ensino superior no Brasil, principalmente no que diz respeito aos cursos de Direito. Não é por menos que os índices de reprovação no Exame de Ordem são cada vez maiores.

O provimento oficial que esclarecerá as reais condições da alteração ainda não foi publicado, mas as discussões e o resultado unanime proclamado na última sessão do Conselho Federal da OAB teve esse teor.

Sei que deixarei muitos leitores descontentes, mas não é facilitando o certame que resolveremos o problema.

O que temos todos de fazer é lutar pela melhoria do nível de ensino dos cursos de Direito.

É inadmissível que se passe 5 anos em uma faculdade, muitas vezes pagando mensalidades caríssimas, e não se tenha a capacidade de passar em uma prova do Exame de Ordem. Algo tem de mudar e não será simplificando o processo que se conseguirá a alteração da situação atual.

Qual o projeto pedagógico dessas faculdades? Qual a titulação dos professores? Qual o sistema de avaliação utilizado? Qual o comprometimento dos alunos para com os seus estudos? O que o MEC e a OAB têm feito para acompanhar o desempenho e a qualidade dos cursos de Direito?

Essas e outras tantas perguntas tem de ser respondidas de maneira urgente por todos os envolvidos nesse processo. Não há mais lugar para o chamado “Pacto da Mediocridade”, onde uns fingem que ensinam e outros fingem que aprendem.

Claro que não se pode colocar todas as faculdades no mesmo patamar. Existem instituições sérias e dedicadas que prestam um serviço educacional de qualidade. Eu conheço várias, tanto públicas quanto privadas, tanto nos grandes centros, quanto pelos rincões de nosso imenso Brasil.

Entretanto, agora é tarde! A decisão já foi tomada, mais do que isso, teve a aprovação unanime do Conselho Federal.

Só quem ganha com essa decisão são as “uniesquinas” da vida que não se preocupam com a qualidade de seus professores, muito menos se o aluno está aprendendo o que é necessário ao bom desempenho de sua atividade profissional. Eles estão preocupados mesmo é se o estudante paga a mensalidade em dia.

Muitos neste momento estão comemorando a flexibilização do Exame de Ordem. Sei que uma prova, por si só, não mede conhecimento, mas é o único meio disponível hoje para se perquirir a proficiência profissional dos bacharéis em Direito. Sei também que o Certame tem suas falhas e pode ser melhorado.

Não obstante, nem tudo está perdido, podemos aproveitar a situação para conclamar o MEC – Ministério da Educação, a OAB – Ordem dos Advogados do Brasil, os Bacharéis e todos os estudantes do curso de Direito para levantarmos juntos a bandeira da MELHORIA DO ENSINO SUPERIOR. Isso sim traria mudanças para a nossa sociedade e para o estado democrático de direito.

Que se promova uma análise ainda mais rigorosa para autorização de novos cursos de Direito. Que seja realizada uma avaliação de todos os cursos de Direito hoje autorizados, sendo cassada a permissão daqueles que não tem condições de funcionar. Ainda, que seja dada publicidade e transparência a esse processo. Os pais, os estudantes, a sociedade têm o direito de ter condições adequadas para receber um ensino de qualidade.

ENSINO SUPERIOR

Nesse sentido a OAB realizará audiência pública no próximo dia 23 de outubro sobre o ensino jurídico. O encontro dividir-se-á em oito temáticas, quais sejam:

  1. Diretrizes Curriculares, propostas de aprimoramento, possível inclusão de novas matérias;
  2. Avaliação e instrumento de avaliação do curso de Direito. Necessidade de instrumentos diversificados ou manutenção de um único para o processo regulatório dos cursos jurídicos. Necessidade de novos parâmetros a serem considerados na avaliação (Exame de Ordem, etc.);
  3. Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (ENADE): resultados dos últimos exames; contribuição que o exame trouxe ao ensino jurídico; redução do intervalo entre as aplicações do exame; o exame como parâmetro de qualidade do ensino;
  4. Vaga para a OAB no Conselho Nacional de Educação, que  representa aproximadamente 800 mil advogados e participa do processo regulatório dos cursos jurídicos, com seus pareceres;
  5. Propostas para aprimoramento do Núcleo de Prática Jurídica e do estágio curricular;
  6. Estímulo ao aprimoramento docente nas Instituições de Ensino Superior  públicas e privadas;
  7. Concepção pedagógica dos cursos jurídicos;
  8. Aprimoramento do E-MEC (sistema que tramitam processos)

Participem, vamos melhorar a qualidade do ensino jurídico no Brasil e mostrar o valor do trabalho do Advogado, essencial para a promoção da justiça em um estado de direito.

* WASHINGTON LUÍS BATISTA BARBOSA é especialista em Direito Público e em Direito do Trabalho, MBA Marketing e MBA Formação para Altos Executivos;

Desempenhou várias funções na carreira pública e privada, dentre as quais: Assessoria Jurídica da Diretoria Geral e Assessoria Técnica da Secretaria Geral da Presidência do Tribunal Superior do Trabalho, Diretor Fiscal da Procuradoria Geral do Governo do Distrito Federal, Cargos de Alta Administração no Conglomerado Banco do Brasil.

Coordenador dos Cursos Jurídicos de Pós-Graduação e preparatórios para Concursos Públicos.

Editor dos blogs www.washingtonbarbosa.com, www.facebook.com/professorwashingtonbarbosa   e www.twitter.com/wbbarbosa.

Autor de vários artigos publicados em revistas especializadas.

EXAME DE ORDEM – ALTERAÇÕES NO MODELO DA PROVA

Postado em

Conselho Pleno aprova

alterações no Exame da Ordem

 

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Brasília – O Pleno do Conselho Federal da OAB aprovou por unanimidade nesta terça-feira (01) a alteração no provimento do Exame da Ordem para que seja permitido que em caso de reprovação na 2ª. fase (prático-profissional) que o examinando possa fazer o aproveitamento da aprovação da 1ª fase. O candidato terá direito a fazer novamente a prova prático-profissional, uma única vez, no Exame seguinte.

Outra modificação diz respeito a publicação dos nomes daqueles que supervisionam as questões que podem cair no Exame de Ordem. “Essa modificação dará ainda mais transparência ao exame e é uma antiga reivindicação dos examinandos”, explicou coordenar de Nacional do Exame de Ordem, Leonardo Avelino Duarte.

Além disso, foi deliberada a alteração do dispositivo que permite aos estudantes do nono e décimo semestre prestarem o exame. “Hoje algumas faculdades estão com cursos de seis anos. Existe um problema de adequação à realidade”, disse a relatora da proposição, conselheira Fernanda Marinela.

Dessa forma, ficou substituído que os estudantes que cursam o último ano podem realizar o Exame. “A proposta é adequação da norma a uma realidade que já existe”, disse a relatora.

As mudanças entrarão em vigor na data da publicação do provimento e terá validade para os Exames seguintes.

fonte:OAB FEDERAL