Planejamento Estratégico

CNMP APRESENTA PLANEJAMENTO PARA 2010/2015

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Planejamento estratégico define 22 objetivos

 para o CNMP e convida para planejamento nacional

 

 

 

Conselheira Cláudia Chagas apresenta o planejamento estratégico durante solenidade de aniversário do CNMP

 

O planejamento estratégico do Conselho Nacional do Ministério Público foi apresentado na solenidade de aniversário do órgão, nessa segunda feira, dia 21 de junho, por Claudia Chagas, conselheira e presidente da Comissão de Planejamento Estratégico e Acompanhamento Legislativo. O documento irá orientar as ações do CNMP até 2015 e fixa 22 objetivos e 29 projetos estratégicos, além de 46 indicadores que irão mediar a consecução das metas traçadas.

 Elaborado com base na metodologia Balanced Scorecard (BSC), a planejamento é resultado de quatro meses de trabalho, que incluiu a realização de 32 entrevistas com representantes de órgãos como Supremo Tribunal Federal, Conselho Nacional de Justiça, Advocacia Geral da União e Ministério da Justiça, entre outros. A equipe também ouviu membros do MP, ex-conselheiros e representantes das associações e entidades de classe. As informações colhidas nas entrevistas serviram de base para o planejamento, feito pelos conselheiros, por servidores e pela consultoria contratada e aprovado em dois workshops. Foram fixadas missão, visão e valores do CNMP, além dos 22 objetivos estratégicos e dos 46 indicadores.

 Também foram definidos 29 projetos estratégicos. Um deles é o programa de Ações Temáticas para o MP brasileiro, que tem o objetivo de articular o Ministério Público para atuação coordenada em áreas relevantes para a sociedade. Entre os temas estabelecidos, estão o controle externo da atividade policial, o combate ao trabalho escravo e infantil, a defesa dos direitos políticos e da lisura do processo eleitoral, o combate à corrupção e à improbidade, entre outros. Outro projeto diz respeito ao incremento de parcerias e ao desenvolvimento de ações conjuntas com outros órgãos, a exemplo do que já acontece com a participação do CNMP na Estratégia Nacional de Combate à Lavagem de Dinheiro (Enccla) e Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp).

 Outros projetos são a criação de cadastro nacional de membros do MP e a implantação do planejamento estratégico para todo o Ministério Público brasileiro. “Respeitando a autonomia de cada unidade, pretendemos construir metas comuns e colaborar para que o MP prestigie a unidade e a atuação responsável e socialmente efetiva”, disse Claudia Chagas. Segundo Roberto Gurgel, o CNMP será apenas indutor do planejamento e da melhoria das práticas de gestão no Ministério Público. “Pautado pela unidade e pela integração nacional, as diversas ações que CNMP empreenderá no futuro têm por finalidade o fortalecimento institucional de todo o MP”.

 Ainda estão previstos projetos com o objetivo de manter, de forma permanente, políticas nacionais nas áreas de comunicação social e de tecnologia da informação, além da divulgação melhores práticas de gestão. “O futuro nos espera e devemos estar preparados para ele”, disse Roberto Gurgel, presidente do CNMP e procurador-geral da República, na solenidade de ontem.

Fonte: CNMP

PLANEJAMENTO é realidade para o Judiciário

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TJDFT inicia plano de gestão

para o biênio 2010-2012

 

A Administração Superior do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) iniciou a formulação do Plano de Gestão do Biênio –  2010/12. O planejamento está de acordo com a Resolução 70/09 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e alinhado ao Mapa Estratégico do Poder Judiciário, que traçou metas para até 2016. A formulação de um  plano  estratégico representa o desenvolvimento de um novo comportamento e de uma cultura que propicie uma melhoria contínua nos serviços prestados pelo TJDFT.

FONTE: CNJ

DOCUMENTÁRIO SOBRE O JUDICIÁRIO BRASILEIRO

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O documentário “APESAR DE VOCÊ – Os caminhos da justiça” retrata a luta jurídica no Brasil contra a impunidade dos torturadores do regime militar de 1964 – 1985. Mostra uma história de mais de 30 anos por verdade e justiça, que está longe de se encerrar e discute os fatos recentes ocorridos no país, na busca pela responsabilização dos torturadores, através de matérias jornalísticas e declarações dos principais atores.

 O documentário realizado por Marcelo Zelic, que nos últimos anos tem registrado e coletado imagens de vários eventos desse processo político, é assinado pelas entidades Ordem dos Advogados do Brasil, Associação Juízes para a Democracia, Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, Grupo Tortura Nunca Mais-SP, Comissão de Familiares de Mortos e Desaparecidos Políticos, Associação dos Magistrados do Brasil, União Nacional dos Estudantes e pelo projeto Memórias Reveladas do Arquivo Nacional.

Produção – www.armazemmemoria.com.br Distribuição Cidadã – Copie e Distribua (clique aqui para assistir) Contatos: marcelozelic@gmail.com (via xad camomila)

Colaboração: Gerivaldo Neiva

Juízes se Rebelam contra nova Meta 2 do CNJ

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JUÍZES (NÃO) SÃO CAVALOS DE SCHILDA

Por Gerivaldo Alves Neiva *

 O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e os Tribunais de Justiça, sob pressão do primeiro, vão terminar exaurindo todas as forças e a saúde dos magistrados brasileiros, sob o argumento do cumprimento de metas e da eficiência do Judiciário.

O problema é que a estrutura é a mesma, o número de juízes e servidores é o mesmo, mas as metas são mais e mais a cada ano. Este quadro de verdadeira tortura psicológica me fez lembrar a anedota contada por Freud, em uma de suas conferências, sobre o cavalo de Schilda.

Não sei se da parte dos senhores considerarão como presunção minha a admoestação com que concluo. Atrevo-me apenas a representar indiretamente a convicção que tenho, narrando-lhes uma anedota já antiga, cuja moralidade os senhores mesmo apreciarão. A literatura alemã conhece um vilarejo chamado Schilda, de cujos habitantes se contam todas as espertezas possíveis. Dizem que possuíam eles um cavalo com cuja força e trabalho estavam satisfeitíssimos. Uma só coisa lamentavam: consumia aveia demais e esta era cara. Resolveram tirá-lo pouco a pouco desse mau costume, diminuindo a ração de alguns grãos diarimente, até acostumá-lo à abstinência completa. Durante certo tempo tudo correu magnificamente; o cavalo já estava comendo apenas um grãozinho e no dia seguinte devia finalmente trabalhar sem alimento algum. No outro dia amanheceu morto o pérfido animal; e os cidadãos de Schilda não sabiam explicar por que. Nós nos inclinaremos a crer que o cavalo morreu de fome e que sem certa ração de aveia não podemos esperar em geral trabalho de animal algum. Pelo convite e pela atenção com que me honraram, os meus agradecimentos. (O texto da Conferência “Cinco lições de psicanálise” está disponível na internet em http://www.cefetsp.br/edu/eso/filosofia/cincolicoespsicanalise.html)

 Pois bem, com a mesma estrutura e com o mesmo pessoal, primeiro o CNJ estabeleceu o cumprimento da Meta 2: julgamento de todos os processos ajuizados até dezembro de 2005. (Clique aqui para ler o Relatório Final da Meta 2). Agora, no 3º Encontro Nacional do Judiciário, os representantes dos Tribunais de todo o país aprovaram as metas para 2010. Direta ou indiretamente, todas as metas aprovadas estão relacionadas ao trabalho dos juízes de primeiro grau.

Leia mais no blog de Gerivaldo Neiva

STJ anula compra ilegal de imóvel envolvendo mãe e filha

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A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro que anulou a venda de um terreno adquirido ilicitamente pela própria filha da proprietária do imóvel. A operação foi realizada mediante a utilização de contrato de cessão de transferência de posse com o intuito de burlar expressa proibição de venda de ascendente para descendente sem o consentimento dos demais herdeiros.   No caso em questão, a proprietária do imóvel, uma senhora de 92 anos de idade, ajuizou ação de anulação e reintegração de posse contra sua filha e o suposto comprador do terreno situado no bairro de Nova Aliança, em Rio das Ostras. Os outros três filhos também ingressaram na ação como assistentes da mãe, alegando que a operação de compra e venda foi uma fraude arquitetada pela irmã, com o objetivo de burlar a proibição de venda de ascendente a descendente, detalhada no artigo 1.132 do Código Civil de 19916 (CC/16).   Na ação, a mãe sustentou que, embora nunca tenha realizado ou autorizado a transferência do terreno ou das casas, sua filha, que é dona do terreno vizinho, adquiriu parte do mencionado imóvel por instrumento público de cessão de posse outorgado por terceiro que figurou somente de forma simulada como comprador. Tanto é que, quatro meses depois, a filha adquiriu o imóvel do suposto comprador e construiu um muro divisório entre as duas casas instaladas no terreno.   O Juízo de Direito da Vara Única da comarca de Rio das Ostras entendeu que não houve dolo na operação, já que não se tratou de venda de ascendente a descendente, mas a sentença foi reformada pela 14ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O TJ entendeu que a filha utilizou artifício ardiloso para induzir a mãe a praticar tal ato; anulou a operação de compra e venda e determinou que muro divisório construído entre as duas casas fosse demolido.   O suposto comprador recorreu ao STJ. Acompanhando o voto do relator, ministro Luis Felipe Salomão, a Turma concluiu que o acórdão do Tribunal de Justiça valeu-se de informação trazida pelos assistentes, filhos da autora, no sentido de inexistir autorização destes para a realização da venda.   Para o ministro, o dolo alegado na inicial foi o fundamento central do acórdão recorrido, sendo a venda de ascendente a descendente um reforço à tese de que ocorrera mesmo uma falsa representação da realidade, causada pela conduta ardilosa dos réus.

Fonte: STJ/CONSULEX

Planejamento Estratégico – 100 novos Projetos para Judiciário

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Novo Banco de Boas Práticas de Gestão do CNJ

 reúne mais de 100 projetos inovadores

 

Mais de 100 experiências bem sucedidas na área de gestão de diferentes órgãos de Justiça estão reunidas na nova versão do Banco de Boas Práticas de Gestão, desenvolvida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e disponível no Canal da Estratégia do Judiciário Brasileiro (http://www.cnj.jus.br/estrategia/). Os projetos são considerados inovadores por apresentarem resultados positivos comprovados em relação à eficiência em procedimentos, satisfação do usuário e racionalização e economia de recursos.

Fonte: CNJ

CNJ – A Meta 2 É um Sucesso?!

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O CNJ e a Meta 2

O que marcou especialmente a Justiça brasileira no ano de 2009 foi a busca da denominada Meta 2 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), aprovada no II Encontro Nacional do Judiciário, realizado em Belo Horizonte (MG) em fevereiro deste ano, reunindo os presidentes de todos os tribunais brasileiros e erigida, em seguida, quase como a principal meta do Poder Judiciário nacional no ano que finda.

No que consistia e qual o seu significado? O objetivo era o de identificar e julgar até o fim do ano, em todas as instâncias, todos os processos distribuídos até o final de 2005, ou seja, estabeleceu-se como duração razoável do processo, prevista no art. 5º, LXXVIII, da Constituição, o limite de quatro anos. Seria algo factível? Por que se priorizou e se decantou essa meta mais do que as outras nove, ligadas ao planejamento estratégico dos tribunais (Meta 1), à informatização em seus vários aspectos (metas 3, 4, 5, 7, 8 e 10), à capacitação gerencial de magistrados (Meta 6) e à generalização do controle interno dos tribunais (Meta 9)?

A resposta a essas indagações parece estar na ênfase dada à celeridade processual pelo próprio constituinte derivado (Emenda Constitucional 45/04), erigindo-a como garantia constitucional, a par de ser a Meta 2 a mais fácil de quantificar e mensurar.

Se, por um lado, a fixação e perseguição cronometrada da meta foi de importância capital para dar maior credibilidade ao Poder Judiciário, ressuscitando verdadeiros cadáveres processuais que jaziam mortos pelo tempo, sem perspectivas de solução à vista, o que encheu de alento a tantos e tantos que tinham suas demandas paradas há anos em todas as instâncias, por outro, não deixou de gerar alguns efeitos colaterais perversos, comprometedores da confiabilidade na Justiça, tais como a priorização da quantidade em detrimento da qualidade das decisões, com adoção, por vezes, de procedimentos menos ortodoxos para a redução das pilhas de processos que enfeitavam varas e gabinetes.

A Meta 2, em 2009, foi o tormento de magistrados e servidores, empenhados em mutirões insanos para desovar processos antigos, bem como de advogados e jurisdicionados, quando apostavam na morosidade da Justiça para livrar-se de condenações certas ou previsíveis. No geral, entretanto, representou uma chacoalhada no impassível edifício do Judiciário, necessária para mostrar que Justiça tardia é injustiça.

A Justiça do Trabalho, notoriamente, foi a que mais se empenhou no cumprimento da Meta 2, tendo a maior parte de seus tribunais regionais conseguido, graças ao empenho e boa administração de recursos humanos e materiais, zerar os processos anteriores a 2006. O que se olvidou, no entanto, em termos de fixação da metodologia de aferição do cumprimento da meta, é que o empenho deveria ser o de se julgar, em cada instância, os processos que chegaram a ela até 31/12/05. Zerar, em todo o Judiciário, esse resíduo em apenas um ano, seria missão impossível. Daí que o cumprimento da Meta 2 pelas instâncias inferiores representou o seu descumprimento pelas instâncias superiores, com o recebimento, à undécima hora, de processos contabilizados como sendo relativos à meta.

É paradigmático o caso do TST, que, tendo, no ano de 2009, julgado cerca de 63 mil processos relativos à Meta 2, ainda assim terminou o ano com cerca de 7 mil processos anteriores a 2006. Adotada outra metodologia, mais realista e condizente com o esforço exigido de todo o Judiciário, o número cairia para menos de 4 mil processos.

Esperamos que 2010 permita terminar com o resíduo da Meta 2 e dirigir o empenho de magistrados e servidores às demais metas, que apontam para a racionalização judicial, simplificação recursal, otimização gerencial e tecnológica, de modo a que o Poder Judiciário cumpra sua missão existencial de harmonização das relações sociais, fim último da Justiça.

Ministro Ives Gandra Martins Filho

(publicado originalmente no Correio Braziliense – 28/12/2009)

 

Leia mais sobre o assunto em

Aparente Fracasso da Meta 2 Não Pode Desestimular o CNJ

APARENTE FRACASSSO DA META 2, NÃO PODE DESISTIMULAR O CNJ

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Judiciário cumpre só 54% de meta do CNJ

 

 

Objetivo do programa lançado pelo conselho era julgar todos os processos anteriores a 2006 para desafogar tribunais

O próprio STF não cumpriu o programa: restaram 3.000 processos dos quase 10 mil; meta é uma das marcas da gestão Mendes no conselho

FILIPE COUTINHO
FELIPE SELIGMAN
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O principal programa lançado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), presidido por Gilmar Mendes, para desafogar a Justiça brasileira ficou no meio do caminho. O compromisso de julgar todos os processos distribuídos antes de 2006, a chamada Meta 2, atingiu 54% das ações previstas, segundo levantamento do CNJ feito no dia 18 de dezembro, quando o Judiciário entrou em recesso.

 

O desempenho dos 92 tribunais espalhados pelo país revela um Judiciário em descompasso. Mais de um terço passou dos 90% da meta e 18 zeraram a pilha de processos.

 

Por outro lado, seis tribunais somam mais de 1,2 milhão de casos pendentes -65% dos processos que não foram analisados. O próprio STF (Supremo Tribunal Federal), também presidido por Mendes, não conseguiu cumprir o programa do CNJ: restaram 3.000 processos dos quase 10 mil.

 

Quando a meta foi estabelecida, em fevereiro de 2009, o Judiciário nem sequer sabia quantos processos distribuídos antes de 2006 ainda tramitavam. Depois de diversas correções, o CNJ calculou que a Meta 2 abrangia 4,3 milhões de processos. Foram julgados pouco mais de 2 milhões.

 

Apesar de não haver punições para quem descumprir a meta, já que os tribunais não eram obrigados a segui-la, o programa é considerado uma das principais marcas da gestão de Mendes na presidência do CNJ, que se encerra em abril. Durante todo o ano, o ministro teve de ouvir críticas pontuais de juízes, que reclamaram da falta de infraestrutura para conseguir cumprir a meta.

Otimismo

 

O saldo, contudo, é positivo, de acordo com o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, Mozart Valadares. Para o juiz, a pressão feita deu resultado. “Apesar de não termos alcançado a meta, a produtividade de 2009 vai ser muito superior à de 2008. Com esse tipo de meta, obrigatoriamente os tribunais vão ter que aplicar melhor seus orçamentos”, avalia Valadares.

 

No CNJ, apesar de a meta não ter sido alcançada, a avaliação é que o projeto cumpriu seu objetivo. “O principal mérito da meta foi fazer o Judiciário olhar para si e criar a consciência de eficiência e planejamento”, explica o secretário-geral do CNJ, Rubens Curado.

 

De acordo com dados do CNJ, o tribunal mais afogado em processos é o da Bahia, com 462,5 mil ações pendentes. O TJ-BA (Tribunal de Justiça da Bahia) também é o tribunal estadual que teve o pior desempenho: cumpriu 25% da meta.

 

O TJ-SP, maior tribunal do país, é outro que não conseguiu vencer a quantidade de processos acumulados. Em 2009, ele deixou de julgar 283,4 mil dos mais de 500 mil processos da Meta 2 , cumprindo 47% do total estipulado. Apesar de ficar na metade do caminho, o TJ-SP foi o segundo que mais julgou: 228.811 ações em 2009.

 

Já o Tribunal de Justiça do Rio Janeiro é o campeão em processos da Meta 2 julgados. Foram mais de 700 mil decisões, de quase 1 milhão de casos. Mesmo assim, ainda restaram 207 mil ações -atrás apenas do TJ-BA e do TJ-SP.

 

Proporcionalmente, o pior desempenho é o do TRE-MT (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso). Em janeiro de 2009, eram 283 processos. Foram julgados apenas 49 (17%).

 

O balanço final da Meta 2 será divulgado em fevereiro. Os tribunais terão até o fim de janeiro para contabilizar os números restantes e consolidar as estatísticas.

 


outro lado

Tribunais não fornecem explicações

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

No TJ-BA (Tribunal de Justiça da Bahia), tribunal que mais tem processos acumulados, a assessoria não respondeu o pedido de esclarecimento feito pela Folha. A assessoria do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso também não ligou de volta. O tribunal teve, proporcionalmente, o pior desempenho da Meta 2.

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo), o maior do país, pediu que as perguntas fossem feitas por e-mail, mas não respondeu à Folha até a conclusão desta edição.

O TJ do Rio, segundo a assessoria, vai apresentar novos números até fevereiro. O tribunal fluminense foi o que mais julgou processos da meta.

Segundo a assessoria do CNJ, o órgão não é responsável pelo cumprimento da meta. O programa foi criado em fevereiro de 2009, em congresso com representantes dos tribunais. Como a participação no programa não é obrigatória, o cumprimento da Meta 2 é uma iniciativa de cada tribunal.

 

LEIA MAIS SOBRE O TEMA:

CNJ – META 2 SUCESSO?!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: FOLHA DE S. PAULO

ESTRATÉGIA E GESTÃO

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Já está no ar o Canal da

Estratégia do CNJ

 

O Canal da Estratégia está disponível no portal do Conselho Nacional de Justiça ( www.cnj.jus.br ). Mantido pelo Departamento de Gestão Estratégica do CNJ, o Canal tem como objetivo  dispor na internet um espaço para que os assessores de gestão estratégica de todos os tribunais do país possam trocar conhecimentos, publicar artigos, comentários, divulgar eventos e acessar textos e notícias sobre gestão do poder Judiciário. Para a diretora do departamento de gestão estratégica do CNJ, Ana Chaer, é  importante a troca de experiências entre gestores de diferentes tribunais. “É fundamental que os tribunais tenham um espaço para compartilhar informações e boas práticas de gestão do poder Judiciário. Às vezes um tribunal já encontrou uma solução para aquilo que é o atual problema de outro”, comentou. O Canal pode ser acessado pelo endereço www.cnj.jus.br/estrategia .

Fonte: CNJ

Onde Mais Significa Menos

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TRIBUNAL SUPERIOR ATUA EM

 3 MILHÕES DE PROCESSOS

 

O sítio do Superior Tribunal de Justiça noticiou que deverá alcançar o número de 3 milhões de processos julgados desde a sua criação, em 1989,  até o final do ano de 2009. Até hoje foram 2.974.826 processos, divididos entre os 31 ministros e desembargadores convocados.

 

Certamente trata-se de um número invejável, somente para se ter noção do que isto pode significar, considere:

 

a)    96.774 processos por ministro;

b)    Mais do que a população do Distrito Federal, calculada em 2,45 milhões no senso de 2007;

c)     Representa praticamente a população do estado do Amazonas, ou do Piauí, ou do Rio Grande do Norte, ou da Paraíba, ou do Alagoas, ou do Espírito Santo, somente para citar algumas unidades da Federação.

 

O éxito e produtividade do STJ são elogiáveis e merecem destaque. Não obstante, o que eu pretendo aqui não é analisar o quanto os nossos impostos investidos no corpo funcional e estrutura daquela Corte estão gerando de resultado, mas sim relembrar a natureza constitucional dos tribunais superiores.

 

Nos dias atuais, levados por uma noção equivocada de acesso à justiça e, ainda, sob o argumento de garantia do duplo grau de jurisdição, as Cortes Superiores tem se transformado em terceira instância de julgamento; deixando de lado a real finalidade de uniformizadores da jurisprudência, para se tornarem tribunais revisionais comuns.

  

A reflexão que pretendo fazer diz respeito ao tão falado acúmulo de recursos e instâncias julgadores. Mais do que isto, ao contrário de comemorar a cifra de 3 milhões de processos julgados, devemos lamentar por eles terem de chegar à Cortes Superiores.

 

Quando um processo é alçado para análise de uma corte superior de justiça, significa que ele já tramitou por todas as instâncias primárias e revisionais, não obstante, sob a pexa de permanecerem não decididas questões de natureza infraconstitucional, ele deveria passar por um controle de um Tribunal Superior.

 

Do ponto de vista do ordenamento jurídico, perfeito, garante-se a uniformidade das decisões e a convergente interpretação das normas infraconstitucionais. De outro lado, distancia-se da celeridade processual e afasta-se definitivamente da busca por eficiência na prestação jurisdicional.

 

Para um processo chegar em Brasília e ser despachado por um Tribunal Superior passaram-se pelo menos 5 anos desde o ajuizamento da petição inicial. Isto considerando o esforço que vem sendo empreendido nos últimos anos e, principalmente a meta do Conselho Nacional de Justiça de decidir todos os processos que foram distribuídos até dezembro de 2005.

 

 

As cortes superiores tem de abandonar o papel de mais uma instância revisora para se estabelecerem como uniformizadoras de jurisprudência. Não há sentido em, cada vez mais, reforçar as estruturas de apoio aos Tribunais, contratando mais e mais servidores, constuindo maiores e mais caros prédios; trabalha-se no efeito e não nas verdadeiras causas disto tudo.

  

Gostaria de, em gestões de futuros presidentes destes Tribunais, vir aqui comunicar a redução drástica do número de processos julgados. Parecer-nos-á um contrasenso, ou mesmo representaria um ineficiência administrativa. Pelo contrário, significará que se estaria alcançando a eficiência na prestação jurisdicional. Significaria que o ordenamento jurídico estaria alinhado da sua base até seu topo, centrado em dicussões de real impacto para a sociedade.

 

Vamos chegar lá bem antes do que se imagina, o CNJ e o Planejamento Estratégico Integrado do Poder Judiciário estão aí para provar e calar a boca de tantos. Vamos ficar de olho e aguardar o andar da carruagem.


 

Washington Luís Batista Barbosa

www.twitter.com/wbbarbosa

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