Jurídico

Concurso DPE/PA – 2015

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Por Washington Barbosa

SEg

Para continuar a semana com muita animação, mais uma boa notícia para vocês: Houve a definição da banca examinadora que irá organizar o novo concurso público para a Defensoria Pública do Pará (DPE/PA). O certame será realizado pela Fundação Escola Superior do Ministério Público do Rio Grande do Sul (FMP). Falta apenas a assinatura do contrato para que o processo seja concluído e a organizadora possa concluir o cronograma para a seleção e publicar o edital de lançamento de mais esse aguardado concurso.

A previsão é de que sejam oferecidas 18 vagas imediatas e que haja a formação de cadastro reserva. Aos candidatos é exigido possuir bacharelado em direito, com pelo menos três anos de prática forense comprovada. A remuneração inicial da categoria é de R$ 15.663,55. Vale que ressaltar que os aprovados fazem também jus a auxílio-alimentação e adicional por tempo de serviço.

De acordo com o edital de  licitação quatro fases irão compor este concurso: prova objetiva, avaliação prático-discursiva, exame oral e análise de títulos. Com o prazo de validade de um ano, podendo ser prorrogado uma vez, pelo mesmo período.

A seleção anterior, organizada pela Fundação Carlos Chagas em 2009, contemplou 29 vagas e também houve a formação de cadastro reserva. A prova objetiva contou com 100 questões, versando sobre direito constitucional, administrativo, penal, processual penal, direito civil, processual civil, direito agrário, ambiental, empresarial, direito do consumidor, direitos humanos, previdenciário, tributário e legislação estadual e federal referente à defensoria pública. A segunda prova contou com uma peça jurídica e quatro questões dissertativas. Já os títulos contaram com limite de 0,70 ponto na classificação final.

(Informações do JC Concurso)

ATÉ A SUA CERIMÔNIA DE POSSE!

Veja também:

Edital do TJDF sairá até março

Ministério da Justiça

Concurso MPU 2015

Traduzindo o Edital CNMP

O CNMP na Constituição

A Análise do Edital DPU (Parte I)

 

wasWASHINGTON LUÍS BATISTA BARBOSA é especialista em Direito Público e em Direito do Trabalho, MBA Marketing e MBA Formação para Altos Executivos;

Desempenhou várias funções na carreira pública e privada, dentre as quais: Assessoria Jurídica da Diretoria Geral e Assessoria Técnica da Secretaria Geral da Presidência do Tribunal Superior do Trabalho, Diretor Fiscal da Procuradoria Geral do Governo do Distrito Federal, Cargos de Alta Administração no Conglomerado Banco do Brasil.

Coordenador de Cursos Jurídicos de pós-graduação e preparatórios para concursos públicos

Editor dos blogs www.washingtonbarbosa.comwww.twitter.com/wbbarbosa, e https://www.facebook.com/washingtonbarbosa.professor

Autor de vários artigos publicados em revistas especializadas.

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OAB 2015

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OABter

Datas importantes:

XVI EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura: 23 de janeiro de 2015
Período de Inscrição: 23 de janeiro a 5 de fevereiro de 2015
Prova Objetiva – 1ª fase: 15 de março de 2015
Prova prático-profissional – 2ª fase: 17/05/2015

XVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura: 1º de junho de 2015
Período de Inscrição: 1º a 14 de junho de 2015
Prova Objetiva – 1ª fase: 19 de julho de 2015
Prova prático-profissional – 2ª fase: 13 de setembro de 2015

XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO
Publicação do Edital de Abertura: 28 de setembro de 2015
Período de Inscrição: 28 de setembro a 8 de outubro de 2015
Prova Objetiva – 1ª fase: 22 de novembro de 2015
Prova prático-profissional – 2ª fase: 10 de janeiro de 2016

Bons estudos!

Veja também:

Direito Empresarial

Direito Constitucional

Direito Administrativo

was

WASHINGTON LUÍS BATISTA BARBOSA é especialista em Direito Público e em Direito do Trabalho, MBA Marketing e MBA Formação para Altos Executivos;

Desempenhou várias funções na carreira pública e privada, dentre as quais: Assessoria Jurídica da Diretoria Geral e Assessoria Técnica da Secretaria Geral da Presidência do Tribunal Superior do Trabalho, Diretor Fiscal da Procuradoria Geral do Governo do Distrito Federal, Cargos de Alta Administração no Conglomerado Banco do Brasil.

Coordenador de Cursos Jurídicos de pós-graduação e preparatórios para concursos públicos

Editor dos blogs www.washingtonbarbosa.comwww.twitter.com/wbbarbosa, e https://www.facebook.com/washingtonbarbosa.professor

Autor de vários artigos publicados em revistas especializadas.

A Eleição passou, e aí?

Postado em Atualizado em

Por Washington Barbosa

seg

Que venham as oportunidades!

O Brasil parou nos últimos meses por conta das eleições. Principalmente no que diz respeito ao “mercado” de concursos públicos.Depois de afirmações, boatos e promessas de parte a parte, a presidente Dilma Rousseff foi reeleita para mais quatro anos.

Para muitos, a manutenção da Presidente Dilma no Palácio do Planalto significa a ampliação das vagas na Administração Pública Federal.

O que esperar para 2015 e 2016?

Na minha experiência como professor e coordenador de cursos jurídicos, preparatórios para concursos públicos e pós-graduação,tenho, inicialmente, de destacar quais são as áreas/concursos mais desejados pelos concursandos e quais aquelas que têm a maior demanda nas diversas esferas de governo.

No âmbito Federal, a oferta de vagas nos concursos públicos para o Executivo está diretamente ligada ao TAC – Termo de Ajustamento de Conduta – firmado com o Ministério Público para substituir os contratos de terceirização de mão-de-obra por cargos efetivos. Existe no Governo Federal uma proliferação de contratos temporários que se eternizam ao longo do tempo, assim como um grande número de convênios com organismos internacionais – leia-se PNUD –  que fornecem mão-de-obra para o Governo. Além dessas vagas, tem-se a reestruturação das Agências Reguladores e a sempre constante renovação dos quadros das áreas de fiscalização e arrecadação federais. Para o Poder Judiciário, a concentração de vagas está na ampliação dos quadros dos Tribunais Regionais do Trabalho e Tribunais Regionais Eleitorais, como aumento do número de cargos de analistas e de técnicos judiciários. Ainda, no que diz respeito ao Legislativo, concursos para a Câmara, Senado e TCU – Tribunal de Contas da União, sempre são muito esperados.

Destaquem-se, na esfera Estadual, as vagas para a estruturação das defensorias públicas e procuradorias estaduais. Vários estados aprovaram recentemente a autonomia dessas instituições, assim como a legislação de sua organização, cargos e carreira. Ainda, as carreiras fiscais têm sempre ótimas oportunidades e salários elevados.

Finalmente, em âmbito Municipal, a concentração das vagas está nos cargos vinculados à educação e aos serviços de saúde.

Assim, o primeiro grande motivo para a busca de certames públicos está diretamente ligado à oferta de vagas que esse mercado tem oferecido. Some-se a isso o fato de que a projeção para os anos de 2015 e de 2016 é que essa oferta seja mantida, senão elevada, provocando um fluxo constante de concursos e nomeações.

O segundo aspecto que merece destaque refere-se às questões já muito batidas em todas as análises sobre esse tema, e dizem respeito à remuneração e aos benefícios de um cargo ou emprego público. É inegável que a Administração Pública oferece uma boa retribuição e que a tão famosa estabilidade é o “canto da sereia” acalentado por muitos.

Nesse prisma, eu gostaria de salientar o que talvez seja um dos grandes problemas para os concursandos de hoje: o fato de se escolher o cargo apenas pelo salário e número de vagas oferecidos. A escolha de um emprego, de uma profissão, é uma decisão muito importante e que trará impactos em toda a vida pessoal.

Quando se trata de uma decisão tão importante, não se pode deixar levar somente pelas questões financeiras, tem de se considerar os objetivos de vida, as habilidades, os conhecimentos e as competências.

Aqui faço uma sugestão: antes de escolher que cargo público você almeja conquistar, é imprescindível conhecer a legislação que estrutura aquela carreira, quais são as funções e as responsabilidades que lhe são imputadas, qual o tipo de trabalho desenvolvido pelos servidores que nela estão. Para os meus queridos alunos, eu sempre sugiro que visitem o Órgão, conversem com os futuros colegas, entendam o que eles irão fazer. Chego até a sugerir que eles escolham a mesa e mentalizem-se sentados nela.

Finalmente, o serviço público tem características muito diferentes da iniciativa privada. O modelo de administração, as possibilidades de crescimento profissional, a remuneração e o tipo de atividade desenvolvida são totalmente diversos.

Não se pode definir qual das carreiras é a melhor, privada ou pública, mas é indubitável que há uma diferença abissal entre elas.

Nesse sentido, maior reflexão deve recair sobre a chamada geração “y”, da qual muitos integrantes frequentam as salas de aula dos cursos preparatórios. Jovens imediatistas, altamente qualificados e cheios de ambição. Esta geração tende a ficar bastante frustrada com o processo decisório da Administração Pública, com a estrutura hierarquizada e com a ascensão profissional limitada.

Ai reside uma das maiores frustações que tive contato. Esses jovens não conseguem se adaptar à Administração.

Calma, não estou dizendo que eles não devam prestar concurso, mas sim que devem buscar formas paralelas de realização e satisfação pessoal que, provavelmente, não terão, pelo menos em um primeiro momento, na carreira pública.

Tem sido bastante comum ver alunos retornando às salas de aula em busca de outro cargo. Tive caso de um aluno aprovado para Advocacia Pública, AGU, que pediu exoneração para assumir um cargo de analista. Vivenciei o drama de uma aluna que, aprovada para o cargo de analista do TCU, não queria largar a advocacia privada, mas a família a pressionava para que assumisse o cargo público tão almejado por muitos.

O que oriento aos meus estimados alunos é inserir o concurso público como parte de uma estratégia maior de vida. Ele não pode ser um fim em si mesmo, mas um meio para se alcançar seus projetos pessoais.

 Às vezes, um determinado cargo, de remuneração e de importância menores, pode ser o trampolim para a vida de sucesso de um empresário. Um cargo de destaque na advocacia pública pode ser o acúmulo de experiências e de reconhecimento suficientes para o ingresso estruturado no mercado da advocacia privada. Mais ainda, o compartilhamento de tempo entre a prestação de serviços para a Administração e o desenvolvimento de outros projetos pessoais, pode minimizar os desejos imediatistas da geração “y” e proporcionar o tempo necessário para se galgar a posição desejada no serviço público, que somente virá com o tempo. Pode ser um ótimo lugar para quem já vivenciou por vários anos a iniciativa privada e quer, agora, compartilhar suas experiências e aprimorar a Administração Pública.

Poderão ocorrer decepções, mas a clareza de seus objetivos torná-las-á mais assimiláveis. Elas não serão uma surpresa, tampouco o levarão à depressão ou ao sentimento de fracasso. Elas serão consideradas como uma oportunidade de rever seu planejamento e suas metas pessoais.

A profissionalização dos servidores públicos é clara aos olhos de todos, fruto da obrigatoriedade do ingresso por meio de concurso público, colocado como norma de ouro da Administração pela Constituição Federal de 1988.

Hoje, vários conceitos da administração privada têm sido implementados na Administração Pública.

Além dos conhecimentos e habilidades que são exigidos no processo de seleção dos servidores públicos, é importante que eles desenvolvam a competência para a gestão estratégica, da mudança e do conhecimento.

Sem sombra de dúvida, uma das principais qualidades do servidor é saber lidar com o processo de mudança que a Administração tem passado nos últimos anos; mais do que isso, ele tem de se transformar em um agente de mudança.

Saber lidar com o conflito de gerações: a) os servidores antigos da administração; b) os novos servidores geração “y”, imediatistas e ambiciosos; c) aqueles que saíram da iniciativa privada, que têm larga experiência, inclusive em cargos de gestão, e se encontram na base da pirâmide estatal.

O momento é rico para troca de experiências e desenvolvimento organizacional, no entanto a erupção de conflitos exigirá dos servidores grande habilidade para conseguir extrair deles oportunidades de crescimento.

Finalmente, é inadmissível que a juventude brasileira tenha como sonho de realização profissional somente uma vaga na Administração Pública, não se pode abandonar o empreendedorismo da iniciativa privada. Esta sim, é quem movimenta realmente a economia, mas isso é assunto para um outro artigo.

Veja também:

 

Análise do Edital CNMP 2014

A Análise do Edital DPU (Parte I)

A Análise do Edital para Delegado PC/DF (Parte I)

A Análise do Edital para Delegado PC/DF (Parte II)

A Análise do Edital para Delegado PC/DF (Parte III)

A Análise do Edital para Delegado PC/DF (Parte IV)

A Análise do Edital para Delegado PC/DF (Parte V)

 

wasWASHINGTON LUÍS BATISTA BARBOSA é especialista em Direito Público e em Direito do Trabalho, MBA Marketing e MBA Formação para Altos Executivos;

Desempenhou várias funções na carreira pública e privada, dentre as quais: Assessoria Jurídica da Diretoria Geral e Assessoria Técnica da Secretaria Geral da Presidência do Tribunal Superior do Trabalho, Diretor Fiscal da Procuradoria Geral do Governo do Distrito Federal, Cargos de Alta Administração no Conglomerado Banco do Brasil.

Coordenador de Cursos Jurídicos, pós-graduação e preparatórios para concursos públicos

Direito Penal

Postado em Atualizado em

Por Anderson Costa

Sab. 2

Existem, na sociedade atual, alguns temas delicados. Com a expansão dos meios de comunicação e, consequente, aumento de acesso a informação, alguns temas estão sendo mais discutidos, no que tange esse ramo do Direito pode-se  cita: os crimes contra a honra e agressões que possuem reflexos intensos na vítima. Mas, qual é o momento consumativo de cada crime? E qual é o objeto jurídico e material de tais crimes?

 

Veja Também:

Prescrição no Direito Penal

Extinção de Punibilidade

Dosimetria da Pena no Direito Penal

Atualização na Jurisprudência do STJ

 

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 Washington Luís Batista Barbosa

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Direito do Trabalho e Processo do Trabalho

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Jus Postulandi da Parte

Por Kelly Amorim

 

 

Olá, Pessoal!

Vamos falar sobre o Jus Postulandi da parte?

O jus postulandi da parte previsto no artigo 791 da CLT é a capacidade postulatória extraordinária que a parte – empregado e empregador – tem para acompanhar as suas reclamações até o final.
Esse entendimento é o que consta no artigo encimado, no entanto, em 2010 o TST editou a súmula 425 com o seguinte teor:

Súmula nº 425 do TST
O jus postulandi das partes, estabelecido no art. 791 da CLT, limita-se às Varas do Trabalho e aos Tribunais Regionais do Trabalho, não alcançando a ação rescisória, a ação cautelar, o mandado de segurança e os recursos de competência do Tribunal Superior do Trabalho.

A partir do posicionamento do TST entendeu-se que há um limite de instancia – e não de valores como alguns pensam – no jus postulando da parte. Em linhas gerais esse “final” contido no artigo 791 da CLT não é bem o final do processo.

Com efeito, o TST determina que tanto o empregador quanto o empregado podem utilizar o jus postulandi, contudo, se existir recursos para o TST haverá a necessidade de contratação de um advogado.

Sendo assim, imaginem o ajuizamento de uma Reclamação Trabalhista pleiteando horas extraordinárias, o empregado poderá ajuizar sem advogado e até mesmo interpor recurso ordinário, nesse caso com a competência ad quem do TRT, bem assim será o Reclamado, que poderá contestar e até mesmo interpor o mesmo recurso para o TRT.

No entanto, se houver a necessidade de interpor recurso para o TST , as partes precisam de advogado, sob pena de não conhecimento do recurso por falta de representatividade, pressuposto extrínseco recursal.

O mesmo acontece com a ação rescisória, ação cautelar e mandado de segurança, independentemente da instância que comecem, não poderá a parte apresentar tais medidas sem a representação de um advogado.

Bons estudos e até mais!

Veja mais sobre Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho em:

Aviso Prévio

Reconhecimento do Vículo Empregatício de Policial Militar com Empresa Privada

Contrato de Trabalho

saiba mais

O Prazo Processual no CPC e a OJ 310 da SBDI-1

Procedimento Sumaríssimo

A Estabilidade da Gestante e a Nova Redação da Súmula 244 do TST

A Estabilidade do Dirigente Sindical

Jus Postulandi no Direito Processual do Trabalho

Honorários na Justiça do Trabalho

 

1472091_10151805505927473_770248009_nKelly Amorim. Formada pela Faculdade de Alagoas – FAL. Pós Graduada e Docência do Ensino Superior – Universidade Cruzeiro do Sul. Pós Graduada em Processo Civil, pelo ICAT/UDF e Processo do Trabalho – Processus. Mestranda em Políticas Públicas pelo Centro Universitário de Brasília – UNICEUB. Advogada militante nas áreas: Trabalhista – Direito Individual e Coletivo e em Processos Administrativos Disciplinares. Professora do Centro Universitário UDF.  Procuradora Institucional do Centro Universitário UDF. Professora da Equipe do Gran Juris, Carreiras Jurídicas, coordenação do Professor Washington Barbosa.

Edital para Delegado Civil do DF 2014

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Análise do Regulamento do Concurso

Parte IV

Por Washington Barbosa

PC 2014

Dando continuidade à análise sobre o Regulamento dos Concursos Públicos para o provimento de cargo de Delegado de Polícia da Carreira de Delegado de Polícia do Distrito Federal, falarei hoje sobre a primeira fase do certame – prova de capacidade física.

Como falei no primeiro, no segundo e no terceiro artigos, a etapa inicial do concurso abrangerá as seguintes fases, sendo todas realizadas no Distrito Federal:

  • prova objetiva de conhecimentos gerais e específicos, de caráter eliminatório e classificatório;
  • prova discursiva de conhecimentos jurídicos, de caráter eliminatório e classificatório;
  • prova oral, de caráter eliminatório e classificatório;
  • prova de capacidade física, de caráter eliminatório;
  • exames biométricos e avaliação médica, de caráter eliminatório;
  • avaliação psicológica, de caráter eliminatório; e
  • sindicância de vida pregressa e investigação social, de caráter eliminatório.

No que diz respeito à prova de capacidade física temos de lembrar que esta etapa tem somente o caráter eliminatório, não interferindo na classificação dos candidatos, e consistirá em:

I – teste de barra fixa;

II – teste de flexão abdominal;

III – teste de meio-sugado;

IV – teste de natação, a critério da Administração;

V – corrida de ir e vir (Shuttle Run); e

VI – teste de corrida de 12 (doze) minutos.

Alguns pontos merecem destaque. O regulamento prevê que os índices mínimos para cada sexo, masculino e feminino, serão estabelecidos pelo edital do concurso. Ainda, que haverá filmagem de todas as provas e que os candidatos serão acompanhados por dispositivos, chips, para aferir o seu desempenho.

Outro aspecto importante é o fato de todos os candidatos terem de se submeter a um exame toxicológico, anti-dopping, logo após a realização das provas.

No meu dia-a-dia enquanto coordenador de cursos preparatórios para as carreiras jurídicas, infelizmente, tenho me deparado com situações dramáticas de alunos que acabam por menosprezar a importância dos testes de aptidão física. Não é raro ver um candidato bastante preparado intelectualmente e sem nenhum condicionamento físico.

O candidato deve dedicar atenção especial a esta etapa do concurso, principalmente porque condicionamento físico não é uma coisa que se adquire de uma hora para outra. Mais ainda porque quando nos dedicamos a preparação para um concurso, geralmente acabamos por descuidar um pouco da saúde, da mente e até mesmo da interação social com amigos e família.

Você escolheu a carreira de Delegado de Polícia e não pode correr o risco de ver o seu projeto cair por terra por conta de alguns minutos diários de treinamento físico.

Por isso eu peço bastante para o velho ditado: “Mente sã, corpo são”.

Dedique um período da sua semana, pelo menos 30 a 40 minutos, em três dias alternados, para cuidar do teu condicionamento. Além de estar se preparado para esta etapa do concurso, você estará apoiando o seu processo de aprendizagem. São inúmeros os estudos científicos que comprovam a influência positiva da atividade física regular para a ampliação da capacidade cognitiva e neurológica.

Então lembre-se, além de boas horas de cadeira (nas bibliotecas, salas de estudo, cursos preparatórios e em casa), dedique outras tantas horas de rua (academias, parques, praia e com o seu personal trainner).

Esta foi a quarta parte da apresentação do Regulamento dos Concursos Públicos para o provimento de cargo de Delegado de Polícia da Carreira de Delegado de Polícia do Distrito Federal, você já tem um bom material para iniciar o seu plano de estudos.

Nos próximos artigos falarei sobre mais detalhes do concurso. Até lá.

was* WASHINGTON LUÍS BATISTA BARBOSA é especialista em Direito Público e em Direito do Trabalho, MBA Marketing e MBA Formação para Altos Executivos;

Desempenhou várias funções na carreira pública e privada, dentre as quais: Assessoria Jurídica da Diretoria Geral e Assessoria Técnica da Secretaria Geral da Presidência do Tribunal Superior do Trabalho, Diretor Fiscal da Procuradoria Geral do Governo do Distrito Federal, Cargos de Alta Administração no Conglomerado Banco do Brasil.

Coordenador dos Cursos Jurídicos preparatórios para concursos públicos e de pós-graduação.

Editor dos blogs www.washingtonbarbosa.com, www.twitter.com/wbbarbosa e www.facebook.com/washingtonbarbosa.professor

Autor de vários artigos publicados em revistas especializadas.

Dia do Advogado

Postado em Atualizado em

11 de Agosto

Orgulho ou Vergonha?

Por Washington Barbosa

 11 de agosto

Em 11 de agosto de 1827, a Faculdade de Direito de São Paulo foi criada por lei Imperial. Ela é a mais antiga faculdade de direito do Brasil, instituída juntamente com a Faculdade de Direito de Olinda, e mais conhecida como a Faculdade de Direito do Largo do São Francisco.

O dia da criação dos cursos jurídicos no Brasil, acabou por se transformar no dia do Advogado, comemorado com pompa e circunstância por todos os lados do nosso país.

A advocacia foi a profissão que escolhi desde a minha mais tenra idade, ofício que me orgulho e me dedico intensamente. Hoje, impedido do exercício direto da advocacia, dedico-me diuturnamente a contribuir para a formação e atualização de advogados.

Não poderia deixar de lembrar e de me manifestar neste dia dedicado à advocacia. Não obstante, menos do que fatos de destaque e satisfação, tenho de falar em motivos de vergonha e tristeza.

Às vésperas do dia dedicado a nossa querida profissão, fomos todos surpreendidos com a aprovação em caráter conclusivo, pela Câmara Federal, da chamada atividade paralegal, ou assessores de advogados, ou mesmo, como circulou nas redes sociais na última semana, de advogados tabajaras.

Não vou aqui falar sobre os eventuais problemas e desacertos do Exame de Ordem, tampouco do sucateamento do ensino jurídico nacional, muito menos sobre os movimentos dos bacharéis em direito para liberar o exercício da advocacia após a colação de grau no curso de direito.

Particularmente tenho muitas críticas ao Exame Nacional como ele está concebido atualmente. Não concordo com a indústria de cursos preparatórios que se preocupam somente em adestrar os estudantes de direito a marcar, corretamente, o “x” no gabarito. Mas este é assunto para outro artigo.

A minha intenção é chamar a atenção para a criação de uma subclasse de advogados, de estagiários de luxo, que, mesmo graduados, submeter-se-ão a atividades complementares, operacionais e de pouca relevância. Mais do que isto, e principalmente, certamente terão a remuneração pelos seus serviços aviltada.

Não temos de criar soluções paliativas para quem não conseguem aprovação no Exame de Ordem, muito menos criar distinções em nossa tão prestigiosa carreira. Temos sim de lutar contra as uniesquinas da vida, que se preocupam somente em receber as mensalidades e têm o maior descaso com a qualidade dos cursos oferecidos.

Hoje é o dia do Advogado, dia que lembra a criação do ensino jurídico no Brasil. Hoje quero voltar aos tempos gloriosos da Faculdade do Largo do São Francisco, da Faculdade de Olinda, da minha querida e amada Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará. Hoje quero voltar ao tempo que tínhamos a oportunidade de compartilhar conhecimento com os grandes doutrinadores do direito nacional, quando preocupava-se mais com a formação de um raciocínio crítico jurídico do que com o valor das mensalidades.

No dia que nos é dedicado deveríamos rechaçar esse Projeto de Lei que absurdamente cria os advogados tabajaras, deveríamos refletir sobre a qualidade dos cursos jurídicos no Brasil, deveríamos apoiar o Exame de Ordem como forma de controle social e atestado de conhecimento e proficiência.

Dia 11 de agosto, motivo de orgulho ou vergonha?

wasWASHINGTON LUÍS BATISTA BARBOSA é especialista em Direito Público e em Direito do Trabalho, MBA Marketing e MBA Formação para Altos Executivos; Desempenhou várias funções na carreira pública e privada, dentre as quais: Assessoria Jurídica da Diretoria Geral e Assessoria Técnica da Secretaria Geral da Presidência do Tribunal Superior do Trabalho, Diretor Fiscal da Procuradoria Geral do Governo do Distrito Federal, Cargos de Alta Administração no Conglomerado Banco do Brasil. Coordenador de Cursos Jurídicos, pós-graduação e preparatórios para concursos públicos.

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