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JULIANA GONTIJO

Sem novo emprego, tendência é antecipar a aposentadoria

Site mostra, em gráficos, quanto alguém precisa poupar agora para ter renda extra no futuro

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A crise está antecipando a aposentadoria. Quem faz essa análise é a presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Jane Berwanger. “Vem crescendo o número de pessoas que está pretendendo aposentar mais cedo por falta de opção no mercado de trabalho. Elas estão desempregadas e não conseguem se recolocar. É uma forma de ter alguma renda”, diz.

E não é para menos, já que o mercado de trabalho no Brasil perdeu 3 milhões de postos de trabalho com carteira assinada no período de um ano, conforme Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgada nesta semana pelo IBGE. Além disso, o tempo para se conseguir uma vaga aumentou de 6,8 meses para voltar a trabalhar no fim de 2014 para oito meses hoje.

Diante do cenário ruim, mais do que nunca, especialistas recomendam planejamento da aposentadoria. “O quanto antes uma pessoa puder ter um plano de previdência privada, melhor”, ressalta o coordenador dos cursos jurídicos do Ibmec de Brasília, Washington Barbosa.

Ferramentas para ajudar a planejar a última parte da vida financeira não faltam. O site Pensione 21 (www.pensione21.org), criado por um dos mais renomados especialistas em previdência no país, Fabio Giambiagi, e o programador Sergio Barbosa Villas-Boas, tem a vantagem de não estar vinculado a nenhuma seguradora. A página mostra, com gráficos, quanto uma pessoa precisa poupar por mês, a partir de uma idade determinada, para ter a renda complementar desejada quando não trabalhar mais.

Os cálculos são feitos com taxas de juros que podem variar de 0% a 6% ao ano. “Nosso objetivo com o Pensione 21 é aumentar a educação financeira de muita gente, para que cada indivíduo tome melhores decisões”, diz Villas-Boas.

Para ele, a sociedade deverá enfrentar em breve uma dessas realidades: ou grande aumento dos impostos para manter as aposentadorias, ou a reforma da Previdência – que cortará benefícios. “Um sistema mais justo me parece que seria o de haver um teto não muito grande de aposentadoria pública, para todos os cidadãos. Acima desse valor, o indivíduo teria que buscar um fundo privado”, analisa.

O problema, aponta Villas-Boas, é que implantar isso no Brasil, de imediato, vai subtrair direitos adquiridos. Se for feito gradualmente, valendo só para os novos empregados, criará duas categorias bem diferentes de trabalhadores. “Ao mesmo tempo, tornará a solução do problema somente para daqui a muitos anos, sendo que o problema já está muito grave”.

Renda complementar. Jane Berwanger e Washington Barbosa recomendam que, além da aposentadoria convencional, se a renda permitir, é importante ter um plano de aposentadoria privada. “Há um ditado popular que diz que não se pode colocar todos os ovos em apenas uma cesta. O ideal é diversificar”, frisa a presidente do IBDP.

Ela ressalta que o benefício oferecido pelo INSS pode não ser suficiente para manter o padrão de vida. “Vale lembrar que existe um valor máximo, que hoje é de R$ 5.189,82. Há pessoas que atualmente ganham mais que isso”, diz.

Desaposentação está parada

O INSS pediu a suspensão de todos os processos que discutem a troca da aposentadoria, mais conhecida como desaposentação, na Justiça, segundo a presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Jane Berwanger. Mas o Supremo Tribunal Federal (STF) negou.

Para ela, a decisão significa que há perspectiva de continuidade do julgamento, parado desde novembro de 2014. Ela avalia que o impacto para os cofres da Previdência chegaria a R$ 6 bilhões ao ano. “Representa 1,53% do que a Previdência gasta anualmente com benefícios”, diz.

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 Washington Luís Batista Barbosa

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Brasília 50 nos de Vergonha

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Um Toque Trágico

 

Theófilo Silva

 

Os governos costumam flertar com a insensatez de tempos em tempos. A insensatez ocorre como ondas, e algumas delas não são perceptíveis pela maioria dos observadores ou mesmo por uma ínfima parte deles. Somente alguns privilegiados, com um finíssimo poder de observação, conseguem detectar ameaças invisíveis.

Poderíamos citar três exemplos entre homens de estado com essa capacidade. Um deles foi Winston Churchill, que, no ostracismo em que se encontrava nos anos trinta, foi capaz de enxergar o perigo que Hitler representava para o mundo e não parou de bradar isso para os ouvidos moucos de seus contemporâneos. Quando lhe deram crédito, já era tarde, o mal já estava feito e a humanidade viveu o momento mais doloroso de toda a sua história. Ainda que esse mal tenha sido destruído depois.

Outro foi John Maynard Keynes, o economista de dois metros de altura. Entre as muitas sacadas de Lord Keynes, a mais objetiva talvez tenha sido o seu completo repúdio ao Tratado de Versalhes, que punia violentamente a cruel Alemanha derrotada em sua arrogância na Primeira Grande Guerra. O então jovem, Keynes pediu demissão de seu cargo no governo inglês afirmando, que “o Tratado irá gerar mais ódio e guerra, pois quebra a cadeia econômica europeia”. Poucos o apoiaram. O resultado é conhecido. Vinte anos depois tivemos uma guerra ainda mais violenta.

O terceiro personagem é George Kennan, um diplomata americano sediado em Moscou que por meio de um longo telegrama em 1946 advertia os EUA e o mundo sobre o perigo do expansionismo soviético, denunciando o que seria a Guerra Fria.

Na peça Júlio César, de Shakespeare, Casca, um dos assassinos do ditador romano, cunha uma frase que é usada por todos nós, mas que poucos sabem que é do Bardo. Quando Brutus lhe pergunta sobre o que Cícero disse de César, ele responde: “falou, mas o que ele disse, é grego para mim”.

Parece que o ocidente está falando grego para o governo brasileiro no que diz respeito às relações com o Irã e ao apoio ao seu programa nuclear. Lula está na contramão dos visionários que tudo enxergavam, já que nessa questão em que todos veem o perigo, ele não enxerga nada. Sem falarmos da ameaça do coronel Chávez, o novo palhaço latino americano. Lula está brincando com ditadores, quem brinca com ditadores flerta com a tragédia. O grande César foi assassinado por tornar-se ditador. Mesmo que seja um jogo de barganha com os americanos, é uma diplomacia condenável apoiar ditaduras.

Brincar demais com o perigo leva ao que ocorre com a casa Legislativa de Brasília, conhecida internacionalmente como Casa do Espanto, tal o nível de imoralidade que esse poder chegou. Ameaçados de uma intervenção federal, ainda insistem em conchavos mentindo para o judiciário e a sociedade. Agora, correm o riso de fechar.

O Brasil escolheu “a marcha da insensatez”, de que falava a historiadora Bárbara Tuchman. Ainda bem que nossa importância em questões mundiais é pouco acima de zero. Shakespeare apontava a existência do toque trágico para desencadear uma calamidade. A questão iraniana é trágica para a humanidade. Temos que impedi-la!

Theófilo Silva é autor do livro, a paixão Segundo Shakespeare e colaborador do site www.washingtonbarbosa.com

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