Bin Laden

BIN LADEN NÃO ERA O ÚNICO

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OS INIMIGOS DA AMÉRICA 

Por Theófilo Silva

 

Yamamoto, Che Guevara, Saddam Hussein e Bin Laden foram quatro dos cinco homens mais perseguidos do século XX. Esses quatro homens tiveram a ousadia de agredir os Estados Unidos da América. Como resultado, terminaram caçados e mortos por atacarem a nação mais poderosa do mundo.
Os EUA só foram agredidos em seu próprio território, apenas duas vezes. Uma no dia 7 dezembro de 1941, quando os japoneses atacaram Pearl Harbor, e em 11 de setembro de 2001, no atentado ao Pentágono e as torres gêmeas do World Trade Center.
Entre os inimigos dos EUA, o almirante Yamamoto era o mais preparado. Foi ele quem bolou e executou, cumprindo ordens de seu país, o ataque ao Havaí, matando 2.471 americanos. Che Guevara, era um revolucionário meio romântico, queria destruir o capitalismo simbolizado pelos EUA e por em seu lugar o modelo comunista soviético. Saddam Hussein, um ditador sanguinário e exibicionista, infernizou o oriente médio e montou um plano mirabolante para matar George Bush, pai. Já Osama Bin Laden, multimilionário, muçulmano e fanático cometeu o ato terrorista mais espetacular da história, matando 3.278 americanos e derrubando o prédio símbolo da América.
“Caçem Yamamoto”, era esse o grito de ordem dos chefes militares americanos durante a Segunda Grande Guerra, ao priorizarem matar o militar japonês que humilhara os EUA. Yamamoto foi perseguido durante dois anos como um abutre nos céus, sendo finalmente, cercado por dezesseis aviões americanos e morto em pleno voo. Che Guevara desafiou os EUA, alinhando seu país com a inimiga URSS e saiu pelo mundo exportando a revolução comunista. Acabou morto nas selvas da Bolívia, depois de caçado, mundo afora, implacavelmente, pela CIA. Saddan Hussein, depois de duas guerras com os EUA, derrotado, foi caçado como um rato, e finalmente achado dentro de um buraco, sendo enforcado por seu próprio povo, em um tribunal montado pelos EUA. A caçada mais longa e difícil deu-se com Osama Bin Laden. Durante quase dez anos, os EUA gastaram bilhões de dólares – ofereceram recompensa de 30 milhões – para achar o homem mais procurado de todos os tempos. Finalmente o pegaram e o mataram, numa ação cinematográfica assistida ao vivo pelo presidente Obama.
O quinto inimigo, não nominado ainda, e o maior de todos, está vivo, é Fidel Castro, ditador incontestável de Cuba, por 50 anos. Fidel permitiu que os russos instalassem mísseis em seu país para bombardear os EUA. Os americanos nunca o perdoaram por isso. Durante 30 anos, Fidel sofreu vários atentados por parte da CIA, mas sobreviveu a todos eles. Acabou se transformando no herói de todos que odeiam os EUA. Até hoje, a pequena Cuba, outrora um balneário, transformou-se numa espinha atravessada na garganta do colosso americano.
As opiniões se dividem quanto ao direito dos EUA de matarem o assassino de mais de três mil cidadãos americanos. A discussão é irrelevante, os EUA podiam tê-lo matado e ficarem calados, no entanto divulgaram a ação por um capricho; o de mostrar para o mundo que todos aqueles que levantarem a mão para ferir os EUA serão mortos, custe o que custar.
Os EUA agiram como um império, que são. Fizeram como Roma fez com seus inimigos, o cartaginês Aníbal, ou com o Gaulês, Vercingetorix, mataram-nos para provar seu poderio.
Todos esses inimigos dos EUA agiram movidos por motivos que julgavam nobres. Já Saddan e Bin Laden não. Ambos não passavam de perversos assassinos e mereceram o terrível fim que tiveram. Que Avran Noam Chomsky e seus adeptos gostem ou não!

 

Theófilo Silva é autor do livro A Paixão Segundo Shakespeare e colaborador do site www.washingtonbarbosa.com

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