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domingo

Havia uma fazenda onde os trabalhadores viviam tristes e isolados uns dos outros. Eles estendiam suas roupas surradas no varal e alimentavam seus magros cães com o pouco que sobrava das refeições. Todos que viviam ali trabalhavam na roça do senhor João, dono de muitas terras, que exigia trabalho duro, pagando muito pouco por isso.

Um dia, chegou ali um novo empregado, cujo apelido era Zé alegria. Era um jovem agricultor em busca de trabalho. Foi admitido e recebeu, como todos, uma velha casa onde iria morar enquanto trabalhasse ali.

O jovem, vendo aquela casa suja e abandonada, resolveu dar-lhe vida nova. Cuidou da limpeza e, em suas horas vagas, lixou e pintou as paredes com cores alegres e brilhantes, além de plantar flores no jardim e nos vasos.

Aquela casa limpa e arrumada destacava-se das demais e chamava a atenção de todos que por ali passavam. Ele sempre trabalhava alegre e feliz na fazenda, por isso tinha o apelido de Zé alegria.

Os outros trabalhadores lhe perguntavam: como você consegue trabalhar feliz e sempre cantando com o pouco dinheiro que ganhamos?

O jovem olhou para os amigos e disse: bem, este trabalho hoje é tudo que eu tenho. Ao invés de blasfemar e reclamar, prefiro agradecer por ele. Quando aceitei trabalhar aqui, sabia das condições. Não é justo que agora que estou aqui, fique reclamando. Farei com capricho e amor aquilo que aceitei fazer.

Os outros, que acreditavam ser vítimas das circunstâncias, abandonados pelo destino, o olhavam admirados e comentavam entre si: “como ele pode pensar assim?”

O entusiasmo do rapaz, em pouco tempo, chamou a atenção do fazendeiro, que passou a observá-lo à distância.

Um dia o sr. João pensou: “alguém que cuida com tanto carinho da casa que emprestei, cuidará com o mesmo capricho da minha fazenda.”

“Ele é o único aqui que pensa como eu. Estou velho e preciso de alguém que me ajude na administração da fazenda.” Num final de tarde, foi até a casa do rapaz e, após tomar um café bem fresquinho, ofereceu ao jovem o cargo de administrador da fazenda.

O rapaz aceitou prontamente.

Seus amigos agricultores novamente foram lhe perguntar:

“O que faz algumas pessoas serem bem sucedidas e outras não?”

A resposta do jovem veio logo: “em minhas andanças, meus amigos, eu aprendi muito e o principal é que: não somos vítimas do destino. Existe em nós a capacidade de realizar e dar vida nova a tudo que nos cerca. E isso depende de cada um.”

Toda pessoa é capaz de efetuar mudanças significativas no mundo que a cerca. Mas, o que geralmente ocorre é que, ao invés de agir, jogamos a responsabilidade da nossa desdita sobre os ombros alheios. Sempre encontramos alguém a quem culpar pela nossa infelicidade, esquecidos de que ela só depende de nós mesmos.

Para encobrir sua indolência, muitos jogam a culpa no governo, nos empresários, nos políticos, na sociedade como um todo, esquecidos de que quem elege os governantes são as pessoas; que quem gera empregos são os empresários, e que a sociedade é composta pelos cidadãos.

Assim sendo, cada um tem a sua parcela de responsabilidade na formação da situação que nos rodeia.

(Autor Desconhecido)

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Washington Barbosa

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Domingo

Sonhei que fui ao céu e um anjo me mostrava as diversas áreas lá existentes. Andamos até que entramos numa sala de trabalho cheia de anjos. Meu anjo-guia parou frente do primeiro departamento e disse:

– Esta é a seção de recepção. Aqui, são recebidas as orações com petições a Deus.

Olhei em volta da área e vi que ela estava tremendamente ocupada com um montão de anjos, pondo em ordem pedidos escritos em volumosas folhas de papel e em bilhetes escritos por pessoas de todo o mundo.

Seguimos então adiante, por um longo corredor, até que chegamos à segunda seção. O anjo disse:

– Esta é a área de embalagem e entrega. Aqui, as graças e bênçãos solicitadas são processadas e entregues às pessoas vivas que as pediram.

Notei outra vez como estavam todos ocupados ali. Havia muitos anjos trabalhando intensamente nessa área, já que tantas bênçãos têm sido solicitadas. Elas estavam sendo empacotadas para entrega na Terra.

Finalmente, lá no fim do longo corredor, paramos na porta de uma área muito pequena. Para minha grande surpresa, só um anjo estava sentado ali, desocupado, não fazendo nada.

– Esta é a seção de reconhecimento – disse-me calmamente meu amigo – que pareceu embaraçado.

– Como é isso? Não há nenhum trabalho acontecendo por aqui, perguntei.

– É tão triste. O anjo suspirou.

– Depois que as pessoas recebem as bênçãos que pediram, poucos enviam confirmação de reconhecimento.

– E como se confirma que recebemos as bênçãos de Deus? – Perguntei.

– Simples. – O anjo respondeu. Basta dizer, grato, Senhor.

– E quais bênçãos devem ser reconhecidas? – Perguntei.

E ele respondeu-me:

1. Se tiver alimento em sua geladeira, roupas nas suas costas, um teto sobre sua cabeça e um lugar para dormir… Você é mais rico que 75% dos moradores deste mundo;

2. Se você tem dinheiro no banco, em sua carteira ou algumas moedas sobrando em casa, você está entre os 8% mais bem sucedidos do mundo!

3. E se você tem seu próprio computador, você é parte do 1% do mundo que tem essa oportunidade;

4. Mas também… Se você acordou hoje de manhã com mais saúde que doença… Você é mais abençoado que os muitos que nem sequer sobreviverão a este dia;

5. Se você nunca experimentou o temor da batalha, a solidão da prisão, a agonia da tortura, nem as dores de sofrimento da fome… Você está à frente de 700 milhões de pessoas no mundo;

6. Se puder ir a uma igreja, mesquita ou sinagoga, sem o temor de apanhar, ser preso, torturado ou sem medo da morte… Você é abençoado e invejado por mais de três bilhões de pessoas, que não pode reunir-se com outros de sua fé;

7. Se seus pais ainda estão vivos e casados, você é uma raridade;

8. Se você pode manter sua cabeça erguida e pode sorrir, você não é a norma, você é um raro exemplo a tantos que estão em dúvida e em desespero;

E, finalmente, se você conseguiu ler esta mensagem, você é mais abençoado que dois bilhões de pessoas no mundo que absolutamente não sabem ler.

(Autor Desconhecido)

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domingo

Era uma vez um riacho de águas cristalinas, muito bonito, que serpenteava entre as montanhas.

Em certo ponto de seu percurso, notou que à sua frente havia um pântano imundo, por onde deveria passar.

Olhou, então, para Deus e protestou:
“Senhor, que castigo! Eu sou um riacho tão límpido, tão formoso, e você me obriga a atravessar um pântano sujo como esse! Como faço agora?”

Deus respondeu:
“Isso depende da sua maneira de encarar o pântano. Se ficar com medo, você vai diminuir o ritmo de seu curso, dará voltas e, inevitavelmente, acabará misturando suas águas com as do pântano, o que o tornará igual a ele. Mas, se você o enfrentar com velocidade, com força, com decisão, suas águas se espalharão sobre ele, a umidade as transformará em gotas que formarão nuvens, e o vento levará essas nuvens em direção ao oceano. Aí você se transformará em mar”.

Assim é a vida.

As pessoas engatinham nas mudanças. Quando ficam assustadas, paralisadas, pesadas, tornam-se tensas e perdem a fluidez e a força.

É preciso entrar pra valer nos PROJETOS DA VIDA, ATÉ QUE O RIO SE TRANSFORME EM MAR.

Se uma pessoa passar a vida toda evitando sofrimento, também acabará evitando o prazer que a vida oferece. Há milhares de tesouros guardados em lugares onde precisamos ir para descobri-los. Há tesouros guardados numa praia deserta, numa noite estrelada, numa viagem inesperada, num salto de asa-delta…

O importante é ir ao encontro deles, ainda que isso exija uma boa dose de coragem e desprendimento.

Não procure o sofrimento. Mas, se ele fizer parte da conquista, enfrente-o e supere-o.

Arrisque, ouse, avance na vida.

Ela é uma aventura gratificante para quem tem coragem de arriscar.

(Fonte: Maria Gabriela)

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Doming1

Um homem morava numa cidade grande e trabalhava numa fábrica. Todos os dias ele pegava o ônibus das 6:15h e viajava cinqüenta minutos até o trabalho. À tardinha fazia a mesma coisa voltando para a casa.

No ponto seguinte ao que o homem subia, entrava uma velhinha, que procurava sempre sentar na janela. Abria a bolsa tirava um pacotinho e passava a viagem toda jogando alguma coisa para fora do ônibus.

Um dia, o homem reparou na cena. Ficou curioso. No dia seguinte, a mesma coisa.

Certa vez o homem sentou-se ao lado da velhinha e não resistiu:

– Bom dia, desculpe a curiosidade, mas o que a senhora está jogando pela janela?

– Bom dia, respondeu a velhinha. – Jogo sementes.

– Sementes? Sementes de que?

– De flor. É que eu viajo neste ônibus todos os dias. Olho para fora e a estrada é tão vazia.

E gostaria de poder viajar vendo flores coloridas por todo o caminho. Imagine como seria bom.

– Mas a senhora não vê que as sementes caem no asfalto, são esmagadas pelos pneus dos carros, devoradas pelos passarinhos. A senhora acha que essas flores vão nascer aí, na beira da estrada?

– Acho, meu filho. Mesmo que muitas sejam perdidas, algumas certamente acabam caindo na terra e com o tempo vão brotar.

– Mesmo assim, demoram para crescer, precisam de água.

– Ah, eu faço minha parte. Sempre há dias de chuva. Além disso, apesar da demora, se eu não jogar as sementes, as flores nunca vão nascer.

Dizendo isso, a velhinha virou-se para a janela aberta e recomeçou seu “trabalho”. O homem desceu logo adiante, achando que a velhinha já estava meio “caduca”.

O tempo passou…

Um dia, no mesmo ônibus, sentado à janela, o homem levou um susto, olhou para fora e viu margaridas na beira da estrada, hortênsias azuis, rosas, cravos, dálias. A paisagem estava colorida, perfumada e linda.

O homem lembrou-se da velhinha, procurou-a no ônibus e acabou perguntando para o cobrador, que conhecia todo mundo.

– A velhinha das sementes? Pois é, morreu de pneumonia no mês passado.

O homem voltou para o seu lugar e continuou olhando a paisagem florida pela janela. “Quem diria, as flores brotaram mesmo”, pensou. “Mas de que adiantou o trabalho da velhinha? A coitada morreu e não pode ver esta beleza toda”.

Nesse instante, o homem escutou uma risada de criança. No banco da frente, um garotinho apontava pela janela entusiasmado: Olha mãe, que lindo, quanta flor pela estrada. Como se chamam aquelas azuis?

Então, o homem entendeu o que a velhinha tinha feito. Mesmo não estando ali para contemplar as flores que tinha plantado, a velhinha devia estar feliz. Afinal, ela tinha dado um presente maravilhoso para as pessoas. No dia seguinte, o homem entrou no ônibus, sentou-se numa janela e tirou um pacotinho de sementes do bolso.

“Se não houver frutos, valeu a beleza das flores. Se não houver flores, valeu a sombra das folhas. Se não houver folhas, valeu a intenção da semente.”

(Autor Desconhecido)

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Domingo

As palavras podem tanto nos ajudar como também nos atrapalhar. Tudo depende do modo como nós a recebemos e lidamos com elas…

Entre a bicharada da floresta, também havia olimpíada. E claro, no meio das competições, havia a prova de salto a distância…

Os sapinhos, competindo entre si, foram desafiados por todos os outros bichos a pular uma distância considerada por todos impossível de ser batida para um deles quebrar o recorde da prova.

Os torcedores, que acompanhavam o esforço dos mesmos, diziam: “Não vão conseguir! É demais para vocês, a distancia é muito grande…”.

E realmente, um a um, os sapinhos iam tentando, sem exito, tentar bater o recorde da prova, e a platéia gritando: “Não faz mal… é impossível mesmo… ninguém consegue mesmo, podem desistir!”

Até que, de repente, quando chegou a vez de um determinado sapinho pular, surpreendendo a todos, ele saltou uma distância ainda maior do que a desafiada…

Com suas bocas abertas, os outros sapinhos se aproximaram do grande campeão e então descobriram o segredo do seu sucesso na prova:

– O sapinho, o grande campeão, era surdo!!!

Pense nisso quando as pessoas a sua volta desencorajarem você a correr atrás de algum objetivo seu. Tirando algumas situações que estão fora de nosso controle, só você mesmo pode impor limites e barreiras ao seus desejos.

(Autor Desconhecido)

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reflexc3a3o

Páscoa!
Época de refletirmos sobre o Amor…
Renovação… Libertação…
Vasculhar nosso interior, tendo como única e constante companhia de reflexão, a honestidade de nossos sentimentos.

Momentos de abandonar máscaras que, por nos acompanharem a cada instante, estanca-nos a sensibilidade, afastando-nos de nossa maior meta, o cumprimento de nossa Missão: a nossa Evolução! A qual, só conseguiremos quando vivenciarmos o Bem, o Amor, a Caridade…

Rasguemos a fantasia de “Homem-Velho”, varrendo de nosso coração e de nossas vidas, preconceitos, desigualdades, injustiças, rancores, tristezas, medos, rejeições, mágoas… Lutemos, ferrenhamente, combatendo os monstros devastadores do orgulho e egoísmo…

Criemos espaços viçosos, alegres e promissores, onde possamos plantar, não apenas em nosso interior, mas em nosso dia a dia, sentimentos como generosidade, bondade, empatia, carinho, boa-vontade, humildade, perdão e amor…

Procuremos vivenciar os ensinamentos d’Aquele que, há mais de dois mil anos, veio nos ensinar, exemplificando-nos, com Seu digníssimo proceder, a Sua total doação de Vida e Amor  ao Seu irmão…

Espantemos do íntimo de nosso ser, pensamentos de tristeza e solidão, buscando renovar atitudes mentais, cultivando esperança, alegria, acreditando em um novo amanhã…

Libertemos nossos sonhos e transforme-mo-los em realidade, num despertar risonho e feliz onde haja união e paz…
Certamente, na vivência desses valores, estaremos somando esforços, e assim, tentando construir um futuro promissor e mais feliz…
Com esperanças renovadas e amor em nosso interior, poderemos dar-nos as mãos, e unir-mo-nos sem distinções de espécie alguma, sentindo, em nossos corações que somos todos irmãos…

Agindo assim, estaremos fazendo nossa parte de agentes co-criadores no processo da evolução da Humanidade…
Vivenciando então o grande significado da Páscoa! Passagem… Vida Nova…
Renovação… Com muita Paz no coração!

(Lúcia-Lms)

FELIZ PÁSCOA A TODOS!

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domingo1

Um velho carpinteiro estava para se aposentar. Contou a seu chefe os planos de largar o serviço de carpintaria e de construção de casas para viver uma vida mais calma com sua família. Claro que sentiria falta do pagamento mensal, mas necessitava da aposentadoria. O dono da empresa sentiu em saber que perderia um dos seus melhores empregados e pediu a ele que construísse uma casa como um favor especial. O carpinteiro consentiu, mas com o tempo, era fácil ver que seus pensamentos e coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e utilizou mão de obra e matéria prima de qualidade  inferior.

Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira.

Quando o carpinteiro terminou o trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro e disse: – Esta é a sua casa, é meu presente para você!

Que choque! Que vergonha!

Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente, não teria sido tão relaxado. Agora iria morar numa casa feita de qualquer maneira. Assim acontece conosco.

Construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais que agindo, desejando colocar menos do que o melhor. Nos assuntos importantes não empenhamos nosso melhor esforço.

Então, em choque, olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos. Se soubéssemos disso, teríamos feito diferente. Pense em você como um carpinteiro. Pense sobre sua casa. Cada dia você martela um prego novo, coloca uma armação ou levanta uma parede. Construa sabiamente! Mesmo que tenha somente mais um dia de vida, esse dia merece ser vivido graciosamente e com dignidade.Sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado. Sua vida de amanhã será o resultado das atitudes e escolhas que você fizer hoje.

(Autor Desconhecido)

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Domingo

Seis homens ficaram bloqueados numa cabana por uma avalanche de neve. Teriam que esperar até o amanhecer, para poderem receber socorro. Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Se o fogo apagasse, todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.

O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então ele raciocinou consigo mesmo: Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro. E guardou-as protegendo-as dos olhares dos demais.

O segundo homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um círculo em torno do fogo bruxuleante, um homem da montanha, que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas do valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou: Eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso.

O terceiro homem era o negro. Seus olhos faiscavam de ira e ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade moral que o sofrimento ensinava. Seu pensamento era muito prático: é bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem. E guardou suas lenhas com cuidado.

O quarto homem era o pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve. Ele pensou: Esta nevasca pode durar vários dias. Vou guardar minha lenha.

O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um alienado. Olhando fixamente para as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava. Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil.

O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosa das mãos, os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido. Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos meus gravetos.

Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e finalmente apagou. Ao alvorecer do dia, quando os homens do socorro chegaram à cabana encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de socorro disse: o frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro.

(Autor Desconhecido)

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Domingo

A escola e a flor. A flor e a escola…   

Tudo ia muito bem quando o inspetor de alunos entrou na minha sala. Pediu licença e foi falar com Dona Cecília, minha professora.

Ele apontou para mim e para a flor no copo. Depois saiu.

A professora olhou para mim com tristeza.

Quando terminou a aula, me chamou.

– Quero falar uma coisa com você, Zezé. Espere um pouco.

Ficou arrumando a bolsa que não acabava mais.

– Nosso inspetor de alunos me contou uma coisa feia de você, Zezé. É verdade?

Balancei a cabeça afirmando:

– Da flor? É sim, senhora.

– Levanto mais cedo e passo na casa do Serginho. Quando o portão está só encostado, eu entro depressa e roubo uma flor. Mas lá tem tanta que nem faz falta.

– Sim, mas isso não é direito. Você não deve fazer mais isso. Isso não é um roubo, mas já é um “pequeno furto”.

– Não é não, Dona Cecília. O mundo não é de Deus? Tudo que tem no mundo não é de Deus? Então as flores são de Deus também…

Ela ficou espantada com a minha lógica.

– Só assim que eu podia, professora. Lá em casa não tem jardim. Flor custa dinheiro e eu não queria que a mesa da senhora ficasse sempre de copo vazio.

Ela engoliu em seco.

– De vez em quando a senhora não me dá dinheiro pra comprar um sonho recheado?

– Poderia lhe dar todos os dias, mas você some.

– Eu não poderia aceitar todos os dias.

– Por quê?

– Porque tem outros meninos pobres que também não trazem merenda.

Ela tirou o lenço da bolsa e passou disfarçadamente nos olhos.

– A Senhora não vê a Corujinha?

– Quem é a Corujinha?

– Aquela moreninha do meu tamanho, que a mãe enrola o cabelo dela em coquinhos e amarra com cordão.

– Sei, a Dorotéia.

– É sim, Senhora. As outras meninas não gostam de brincar com ela porque é moreninha e pobre demais. Então ela fica no canto, sempre sozinha. Eu divido o sonho que a senhora me dá com ela.

Dessa vez ela ficou com o lenço no nariz muito tempo.

– A Senhora, de vez em quando, em vez de dar pra mim, podia dar pra ela. A mãe dela lava roupa para fora e tem 11 filhos, todos pequenos. Minha avó, todo sábado, dá um pouco de feijão e de arroz para ajudar eles, e eu, divido meu sonho com ela, porque mamãe ensinou que “a gente deve dividir a pobreza da gente com quem é ainda mais pobre”.

As lágrimas estavam descendo.

– Eu não queria fazer a senhora chorar. Eu prometo que não roubo mais flores e que vou ser cada vez mais aplicado.

– Não é isso, Zezé. Venha cá.

Ela pegou as minhas mãos entre as dela.

– Você vai prometer uma coisa, porque você tem um coração maravilhoso, Zezé.

– Eu prometo, mas não quero enganar a senhora. Eu não tenho um coração maravilhoso. A senhora diz isso porque não me conhece em casa.

 – Não tem importância. Para mim você tem.

– De agora em diante não quero que você me traga mais flores. Só se você ganhar alguma. Promete?

– Prometo, sim senhora. E o copo? Vai ficar sempre vazio?

– Nunca esse copo vai ficar vazio. Quando eu olhar para ele vou sempre enxergar a flor mais linda do mundo. E vou pensar:

– Quem me deu essa flor foi o meu melhor aluno. Está bem?

Agora ela ria.

Soltou minhas mãos e falou com doçura:

– Agora pode ir “coração de ouro”.

(Autor Desconhecido)

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Domingo

Conta-se que, no tempo da guerra entre a Rússia e o Japão, certa tarde, após cessarem os bombardeios, junto à linha de fogo surgiu uma criança, com o olhar curioso e indagador, como quem procura descobrir um semblante amistoso naquele triste campo de batalhas.

Ao ver a pequena, um bravo soldado japonês, que podia dominar a língua eslavo-oriental, tomando em suas mãos calosas as acetinadas mãozinhas da criança, indagou com ternura:

– O que deseja, minha pequena? Está procurando algo no meio da tropa? Quem é você? De onde vem? Qual é o seu nome?

– Meu nome é Lina. Estou procurando o papai, que há muito tempo não vejo. Sinto tanta saudade. Desejava vê-lo agora.

– Que pena… O seu papai já não está mais aqui. Ele seguiu em frente. Posso lhe dar algum recado? Fale-me como ele é e vou procurá-lo e dar suas notícias. Está bem?

– É fácil distingui-lo… Meu pai é alto, forte, tem olhos azuis como os meus e um bonito rosto barbado. Os cabelos também são loiros.

E a criança, esperançosa, tirou do bolsinho do avental uma foto do pai, dizendo sorridente:

– Dou-lhe esta foto para que o reconheça. Ele se chama Ivan.

O soldado, comovido, colocou o retrato no bolso da sua túnica e indagou com enorme carinho:

– Bem, agora qual é o recado que vai deixar comigo para o seu papai?

– Não é nenhum recado que eu quero que lhe dê…

– Então o que é? Pode falar que eu prometo fazer o que pede.

– Sim, eu quero que chegue juntinho dele e entregue esse meu beijo.

Assim dizendo, a pequena pulou ao colo do soldado e beijou-lhe o rosto umedecido pelas lágrimas e voltou correndo por onde havia chegado.

Durante toda aquela noite foi intenso o bombardeio e num assalto a tropa japonesa conquistou o inimigo. Os feridos começaram a serem recolhidos indistintamente. Nisto, aquele soldado japonês viu passar, carregado, um soldado cujas feições se assemelhavam muito às da criança. Tirou a foto do bolso e conferiu. Não havia dúvidas. Era ele. O soldado o chama:

– Ivan?

– O que deseja? – respondeu o russo ferido.

– Trago comigo um carinhoso beijo que Lina, sua filhinha lhe enviou.

Dizendo isto, beijou a fronte do inimigo ferido e o abraçou ternamente.

Não havia ali lugar para o ódio. Foi o que o soldado aprendeu com Lina.

Você carrega ódios desnecessários? Livre-se deles!

(Autor Desconhecido)

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