Direito e Processo do Trabalho

Postado em Atualizado em

Por Kelly Amorim

Trabalho

Hoje vamos falar um pouco do aviso prévio, que sofreu uma mudança em 2011 e ainda causa muita discussão.

Então, vamos lá…

O aviso prévio é a comunicação que uma parte do contrato de trabalho faz à outra de que pretende rescindir o referido pacto sem justa causa. Em geral, o aviso tem cabimento nos contratos por prazo indeterminado, pois os contratos por prazo estipulado, não há necessidade da comunicação, tendo em vista já ser definida. Claro que há a possibilidade quando no contrato houver explicitamente a cláusula assecuratória do direito recíproco de rescisão do contrato de trabalho, contida no artigo 481 da CLT, quando mesmo nos casos de contrato por prazo determinado a ruptura contratual seguirá as regras do prazo indeterminado.

O objetivo da comunicação prévia é para que o empregador possa conseguir novo empregado ou o funcionário um novo emprego. Para tanto, se o aviso prévio for trabalhado, o empregador deverá reduzir a carga horária para que a finalidade possa ser alcançada.

A priori, o aviso prévio era fixado em 30 dias, conforme a previsão do artigo 7º, XXI da CF e 487, II da CLT. A posteriori, a Lei 12.506/11 trouxe uma inovação estipulando uma forma de proporcionalidade por tempo de serviço.

Vejamos o que diz a lei:

Art. 1o  O aviso prévio, de que trata o Capítulo VI do Título IV da Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, a será concedido na proporção de 30 (trinta) dias aos empregados que contem até 1 (um) ano de serviço na mesma empresa.

Parágrafo único.  Ao aviso prévio previsto neste artigo serão acrescidos 3 (três) dias por ano de serviço prestado na mesma empresa, até o máximo de 60 (sessenta) dias, perfazendo um total de até 90 (noventa) dias.

Sendo assim, temos que a proporcionalidade será observada somente após o primeiro ano de contrato do empregado, antes disso aplica-se o mínimo de 30 dias. A proporcionalidade será feita com acréscimo de 3 dias de aviso prévio por ano de serviço prestado, no limite de 60 dias, resultando no total de até 90 dias.

Ocorre que, a lei não esclarece se para contar a proporcionalidade do ano em questão este deve está completo ou não, o que causa bastante discussão e divergência, o que a doutrina e a jurisprudência tem entendido é que o ano não precisa ser integral, ou seja, a proporcionalidade já ocasionaria o direito aos três dias a mais.

Porém, cumpre ressaltar que independente do período obtido integrará o tempo de serviço para todos os efeitos legais, inclusive na data da baixa da CTPS, de acordo com a Orientação Jurisprudencial 82 da SDI-1.

Até a próxima, Pessoal!

Veja mais sobre Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho em:

Reconhecimento do Vículo Empregatício de Policial Militar com Empresa Privada

saiba mais

O Prazo Processual no CPC e a OJ 310 da SBDI-1

Procedimento Sumaríssimo

A Estabilidade da Gestante e a Nova Redação da Súmula 244 do TST

 

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Kelly Amorim. Formada pela Faculdade de Alagoas – FAL. Pós Graduada e Docência do Ensino Superior – Universidade Cruzeiro do Sul. Pós Graduada em Processo Civil, pelo ICAT/UDF e Processo do Trabalho – Processus. Mestranda em Políticas Públicas pelo Centro Universitário de Brasília – UNICEUB. Advogada militante nas áreas: Trabalhista – Direito Individual e Coletivo e em Processos Administrativos Disciplinares. Professora do Centro Universitário UDF.  Procuradora Institucional do Centro Universitário UDF. Professora da Equipe do Gran Juris, Carreiras Jurídicas, coordenação do Professor Washington Barbosa.

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