Coaching para Concursos

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Deixar o emprego para estudar é uma boa ideia?

Por Juliana Gebrim

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Muitas pessoas abrem mão das mais diversas coisas para investir em concursos públicos. É comum nos depararmos com estudantes vendendo bens para custear cursinhos preparatórios, deixando de comprar algo e dando prioridade à aquisição de materiais e, em casos mais drásticos e radicais, deixando o emprego na iniciativa privada para ter mais tempo disponível para os estudos.

Segundo a psicóloga formada pela Universidade de Brasília, Juliana Gebrim, tomar uma decisão tão importante quanto abdicar do emprego deve ser uma atitude bem pensada. “Em toda decisão tomada em qualquer esfera da nossa vida devemos levar em consideração a contrapartida. Você tem a capacidade de arcar com as consequências daquele ato? Se a resposta for sim, vá em frente. Se a resposta for não, a decisão deve ser repensada. Você conseguiria largar tudo e lidar com a consequência de não passar? Em matéria de concurso público tudo pode acontecer, inclusive nada”, ressalta.

É importante que o candidato possua a capacidade de se estabelecer e manter o equilíbrio, tanto emocional, quanto financeiro. “Não podemos criar outros problemas além das frustrações naturais dessa empreitada, como depressão, problemas financeiros e problemas familiares. Acho que esse processo de parar a vida pode ser insalubre e provocar arrependimentos e frustrações. É como colocar os ovos em uma só cesta. Se ela cair, todos quebram”, elucida Juliana.

Sobre deixar a iniciativa privada para se dedicar exclusivamente aos estudos, a psicóloga alerta que o foco é essencial. “O candidato deve levar em consideração que não adianta ter 24 horas de tempo e não estudar o suficiente, ser disperso, ser desorganizado. Em contrapartida, a pessoa pode trabalhar e estudar por volta de quatro horas por dia e passar para Procurador da República. Tudo é uma questão de estabilidade emocional, garra e organização de uma forma geral”, diz. Ela faz ainda um alerta acerca dos contras: “O grande contra dessa decisão é a pressão aumentar de forma considerável quando tudo é jogado para o alto para estudar. A minha experiência diz que de uma forma geral, passa mais em concursos quem trabalha e estuda”.

Lidar com a pressão e cobrança dos familiares, amigos e da sociedade em geral pode ser muito difícil para os concursandos que seguem por esse caminho. As consequências psicológicas podem ser bastante negativas. A dica de Juliana é que os estudantes mirem em seus objetivos e tentem neutralizar as influências externas. “Coloco para os concursandos o conceito da ‘bolha’. Como se estivéssemos envolvidos por uma membrana em que só aquilo que nos interessa naquele momento deve importar. Vamos esquecer coisas que não merecem a nossa atenção”, explica.

É necessário dar atenção também para a própria saúde psicológica e emocional. “Vejo muitas doenças que não são diagnosticadas como ansiedade, depressão, TDAH. As pessoas se cobram e no fundo existem tais transtornos silenciosos aterrorizando o concursando. Aí não tem reza, coaching, ou promessa que faça efeito. Só tratamento mesmo”, esclarece a profissional.

E caso os esforços não gerem os resultados esperados e a opção de deixar o emprego não tenha sido eficiente, como o candidato de proceder com a frustração? Juliana defende o planejamento e a mudança naquilo que vinha sido feito até então: “Aconselho o estudante a voltar a trabalhar e verificar aquilo que atrapalhou. É fato que em questão de concursos públicos o importante é qualidade das horas de estudo e não a quantidade. Outro fator preponderante é o equilíbrio emocional. Sem esse você até pode estudar 24 horas com qualidade, mas morre na praia”.

Refletir bem e analisar sua situação antes de tomar qualquer decisão são elementos cruciais. O impulso pode ser prejudicial e a chance de causar frustrações e arrependimentos é grande. Construa uma boa rotina de estudos, otimize seu tempo e assim se prepare com qualidade e equilíbrio.

Por Raul Nunes – Site SocialCon.

Bons estudos e uma ótima semana!

JulianaJuliana Gebrim – CRP 01/7645. Psicóloga formada pela Universidade de Brasília (UnB) em 1999. Abordagem Humanista. Experiência com portadores de necessidades especiais e dependentes químicos. Atendimento em Neuropsicologia. Utilização da Clínica técnica EMDR em psicoterapia. Atendimento de crianças, adolescentes e adultos, individual ou em grupo.

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