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	<title>Washington Barbosa - Para Entender o Direito &#187; STF</title>
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		<title>Washington Barbosa - Para Entender o Direito &#187; STF</title>
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		<title>TERCEIRIZAÇÃO E RESPONSABILIDADE DA UNIÃO</title>
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		<pubDate>Fri, 26 Nov 2010 14:02:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[JURISPRUDÊNCIA]]></category>
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		<category><![CDATA[Terceirização]]></category>

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		<description><![CDATA[STF DECIDE ADC 16   Por votação majoritária, o Plenário do Supremo Tribunal Federal declarou, na quarta-feira (24), a constitucionalidade do artigo 71, parágrafo 1º, da Lei 8.666, de 1993, a chamada lei de licitações. O dispositivo prevê que a inadimplência de contratado pelo Poder Público em relação a encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4325&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<table border="0" width="95%" align="center">
<tbody>
<tr>
<th><span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;color:#000000;font-size:xx-small;"></p>
<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#ff6600;"><strong>STF DECIDE ADC 16</strong></span></h1>
<p></span></th>
</tr>
<tr>
<td style="text-align:justify;">
<p style="text-align:center;"><span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"><a href="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2010/11/trabalho.jpg"><img class="size-full wp-image-4326 aligncenter" title="trabalho" src="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2010/11/trabalho.jpg?w=468" alt=""   /></a></span></p>
<p><span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;"> </span></p>
<p><span style="font-family:Arial, Helvetica, sans-serif;">Por votação majoritária, o Plenário do Supremo Tribunal Federal declarou, na quarta-feira (24), a constitucionalidade do artigo 71, parágrafo 1º, da Lei 8.666, de 1993, a chamada lei de licitações. O dispositivo prevê que a inadimplência de contratado pelo Poder Público em relação a encargos trabalhistas, fiscais e comerciais não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento, nem pode onerar o objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações, inclusive perante o Registro de Imóveis.</p>
<p>A decisão foi tomada no julgamento da Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 16, ajuizada pelo governador do Distrito Federal em face do Enunciado (súmula) 331 do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que, contrariando o disposto no parágrafo 1º do mencionado artigo 71, responsabiliza subsidiariamente tanto a Administração Direta quanto a indireta, em relação aos débitos trabalhistas, quando atuar como contratante de qualquer serviço de terceiro especializado.</p>
<p>Reclamações</p>
<p>Em vista do entendimento fixado na ADC 16, o Plenário deu provimento a uma série de Reclamações (RCLs) ajuizadas na Suprema Corte contra decisões do TST e de Tribunais Regionais do Trabalho fundamentadas na Súmula 331/TST. Entre elas estão as RCLs 7517 e 8150. Ambas estavam na pauta de hoje e tiveram suspenso seu julgamento no último dia 11, na expectativa de julgamento da ADC 16. Juntamente com elas, foram julgadas procedentes todas as Reclamações com a mesma causa de pedir.</p>
<p>Por interessar a todos os órgãos públicos, não só federais como também estaduais e municipais, os governos da maioria dos estados e de muitos municípios, sobretudo de grandes capitais, assim como a União, pediram para aderir como amici curiae (amigos da corte) nesta ADC.</p>
<p>Alegações</p>
<p>Na ação, o governo do DF alegou que o dispositivo legal em questão &#8220;tem sofrido ampla retaliação por parte de órgãos do Poder Judiciário, em especial o Tribunal Superior do Trabalho (TST), que diuturnamente nega vigência ao comando normativo expresso no artigo 71, parágrafo 1º da Lei Federal nº 8.666/1993”. Observou, nesse sentido, que a Súmula 331 do TST prevê justamente o oposto da norma do artigo 71 e seu parágrafo 1º.</p>
<p>A ADC foi ajuizada em março de 2007 e, em maio daquele ano, o relator, ministro Cezar Peluso, negou pedido de liminar, por entender que a matéria era complexa demais para ser decidida individualmente. Posta em julgamento em setembro de 2008, o ministro Menezes Direito (falecido) pediu vista dos autos, quando o relator não havia conhecido da ação, e o ministro Marco Aurélio dela havia conhecido, para que fosse julgada no mérito.</p>
<p>Hoje, a matéria foi trazida de volta a Plenário pela ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, uma vez que o sucessor do ministro Direito, o ministro Dias Toffoli, estava impedido de participar de seu julgamento, pois atuou neste processo quando ainda era advogado geral da União.</p>
<p>Na retomada do julgamento, nesta quarta-feira, o presidente do STF e relator da matéria, ministro Cezar Peluso, justificou o seu voto pelo arquivamento da matéria. Segundo ele, não havia controvérsia a ser julgada, uma vez que o TST, ao editar o Enunciado 331, não declarou a inconstitucionalidade do artigo 71, parágrafo 1º, da Lei 8.666.</p>
<p>Ainda segundo o ministro, o presidente do TST, solicitado a prestar informações sobre o caso, relatou que aquela Corte reconhece a responsabilidade da administração com base em fatos, isto é, no descumprimento das obrigações trabalhistas, não com base na inconstitucionalidade da norma discutida na ADC. “Como ele não tem dúvida sobre a constitucionalidade, não há controvérsia”, concluiu o ministro presidente.</p>
<p>Mas, segundo o presidente do STF, isso “não impedirá o TST de reconhecer a responsabilidade, com base nos fatos de cada causa”. “O STF não pode impedir o TST de, à base de outras normas, dependendo das causas, reconhecer a responsabilidade do poder público”, observou ele, em outra intervenção. Ainda conforme o ministro, o que o TST tem reconhecido é que a omissão culposa da administração em relação à fiscalização de seus contratados gera responsabilidade.</p>
<p>Em seu voto, a ministra Cármen Lúcia divergiu do ministro Cezar Peluso quanto à controvérsia. Sob o ponto de vista dela, esta existia, sim, porquanto o enunciado do TST ensejou uma série de decisões nos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) e, diante delas e de decisões do próprio TST, uma série de ações, sobretudo Reclamações (RCLs), junto ao Supremo. Assim, ela se pronunciou pelo conhecimento e pelo pronunciamento da Suprema Corte no mérito.</p>
<p>O ministro Marco Aurélio observou que o TST sedimentou seu entendimento com base no artigo 2º da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), que define o que é empregador, e no artigo 37, parágrafo 6º da Constituição Federal (CF), que responsabiliza as pessoas de direito público por danos causados por seus agentes a terceiros.</p>
<p>Decisão</p>
<p>Ao decidir, a maioria dos ministros se pronunciou pela constitucionalidade do artigo 71 e seu parágrafo único, e houve consenso no sentido de que o TST não poderá generalizar os casos e terá de investigar com mais rigor se a inadimplência tem como causa principal a falha ou falta de fiscalização pelo órgão público contratante.</p>
<p>O ministro Ayres Britto endossou parcialmente a decisão do Plenário. Ele lembrou que só há três formas constitucionais de contratar pessoal: por concurso, por nomeação para cargo em comissão e por contratação por tempo determinado, para suprir necessidade temporária.</p>
<p>Assim, segundo ele, a terceirização, embora amplamente praticada, não tem previsão constitucional. Por isso, no entender dele, nessa modalidade, havendo inadimplência de obrigações trabalhistas do contratado, o poder público tem de responsabilizar-se por elas.</p>
<p>Fonte: STF</p>
<p></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
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		<item>
		<title>STF E A REPERCUSSÃO GERAL</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Sep 2010 09:00:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[JURISPRUDÊNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[Bem de Família]]></category>
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		<category><![CDATA[Repercussão Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[  ISS E BEM DE FAMÍLIA   REPERCUSSÃO GERAL EM AI N. 790.283-DF RELATOR: MIN. GILMAR MENDES ISS. Competência para tributação. Local da prestação do serviço ou do estabelecimento do prestador do serviço. Matéria Infraconstitucional. Repercussão geral rejeitada. REPERCUSSÃO GERAL EM N. 612.360-SP RELATORA: MIN. ELLEN GRACIE CONSTITUCIONALIDADE DA PENHORA DO BEM DE FAMÍLIA DO [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4145&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:center;"><span style="color:#339966;"> </span></h1>
<h1 style="text-align:center;"><span style="color:#339966;">ISS E BEM DE FAMÍLIA</span></h1>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><span>REPERCUSSÃO GERAL EM AI N. 790.283-DF</span><br />
<span><strong>RELATOR: MIN. GILMAR MENDES</strong></span><br />
<span>ISS. Competência para tributação. Local da prestação do serviço ou do estabelecimento do prestador do serviço. Matéria Infraconstitucional. Repercussão geral rejeitada.</span></p>
<p><span>REPERCUSSÃO GERAL EM N. 612.360-SP</span><br />
<span><strong>RELATORA: MIN. ELLEN GRACIE</strong></span><br />
<span>CONSTITUCIONALIDADE DA PENHORA DO BEM DE FAMÍLIA DO FIADOR. RATIFICAÇÃO DA JURISPRUDÊNCIA FIRMADA POR ESTA SUPREMA CORTE. EXISTÊNCIA DE REPERCUSSÃO GERAL.</span></p>
<p>FONTE: STF</p>
<br />Filed under: <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/jurisprudencia/'>JURISPRUDÊNCIA</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/jurisprudencia/stf-jurisprudencia/'>STF</a> Tagged: <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/bem-de-familia/'>Bem de Família</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/iss/'>ISS</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/repercussao-geral/'>Repercussão Geral</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/stf/'>STF</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4145/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4145/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4145/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4145&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>RORIZ E AS ARTIMANHAS PARA MANTER-SE CANDIDATO</title>
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		<pubDate>Wed, 08 Sep 2010 12:21:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Eleições 2010]]></category>
		<category><![CDATA[JURISPRUDÊNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[Roriz]]></category>

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		<description><![CDATA[Roriz propõe reclamação no STF contra Lei da Ficha Limpa     Joaquim Roriz, candidato a governador do Distrito Federal pela coligação Esperança Renovada, propôs Reclamação (Rcl 10604), no Supremo Tribunal Federal (STF), para questionar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Recurso Ordinário (RO) 161660, que manteve o indeferimento de sua candidatura com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4129&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#333300;">Roriz propõe reclamação no STF </span></h1>
<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#333300;">contra Lei da Ficha Limpa</span></h1>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2010/09/joaquimroriz.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4130" title="JoaquimRoriz" src="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2010/09/joaquimroriz.jpg?w=468" alt=""   /></a>Joaquim Roriz, candidato a governador do Distrito Federal pela coligação Esperança Renovada, propôs Reclamação (Rcl 10604), no Supremo Tribunal Federal (STF), para questionar a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no Recurso Ordinário (RO) 161660, que manteve o indeferimento de sua candidatura com fundamento na Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar (LC) nº 135/10). Ele pretende obter o deferimento de seu registro de candidatura ou, alternativamente, a determinação de novo julgamento do recurso pelo TSE sem a aplicação da ficha limpa. Não há pedido de liminar.</p>
<p style="text-align:justify;"> Seus advogados afirmam que a decisão, no ponto em que admitiu a aplicação imediata da LC 135, além de não observar o artigo 16 da Constituição Federal, afronta as decisões proferidas nas Ações Direta de Inconstitucionalidade (ADIs) 354, 3685, 3741, 4307 e 3345, &#8220;cuja eficácia <em>erga omnes</em> [para todos] e efeito vinculante devem ser observados por todos os órgãos da Justiça Eleitoral&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"> Para Roriz, o Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) e o TSE, ao rejeitarem o pedido de registro de candidatura, decidiram &#8220;de forma diametralmente oposta&#8221; à jurisprudência do Supremo, que &#8220;assentou que o artigo 16 da CF encerra o princípio do &#8216;devido processo legal eleitoral&#8217;, ao qual devem ser submetidas as leis que alterem o &#8216;processo eleitoral&#8217;”.</p>
<p style="text-align:justify;"> A defesa de Joaquim Roriz sustenta que, de acordo com o entendimento do STF, o “processo eleitoral” previsto no artigo 16 da CF alcança tanto as normas de “direito material” eleitoral, como as normas de “direito processual” eleitoral. Sendo assim, para os advogados de Roriz, os órgãos da Justiça Eleitoral não poderiam aplicar a Lei da Ficha Limpa, &#8220;sob o fundamento de que a referida lei complementar, por veicular apenas normas de ´direito material` &#8211; o que é equivocado porque ela contém normas de direito material e de direito processual &#8211; não teria de se submeter ao princípio contido no referido artigo 16 da CF&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"> &#8221;Ora, o princípio da anualidade da lei eleitoral foi inserido na Constituição, como dito pelo ministro Nelson Jobim ao votar na ADI 3685, exatamente para impedir que fossem criadas novas hipóteses de inelegibilidade no período que antecedesse às eleições em um ano&#8221;, afirma a defesa do político.</p>
<p style="text-align:justify;"> Os advogados  ressaltam a decisão contida no julgamento da ADI 354, em 1990, quando o Partido dos Trabalhadores impugnou o artigo 2º da Lei 8.037/90, no ponto em que determinava sua imediata eficácia para as eleições que ocorreriam no mesmo ano. Nessa ação, de acordo com a defesa, o Supremo reconheceu que o princípio do artigo 16 da CF impede a aplicação imediata tanto da norma de “direito processual” como de “direito material” em matéria eleitoral.</p>
<p style="text-align:justify;"> Já no julgamento da ADI 3685, a defesa sustenta que foi firmado o conceito de “devido processo legal eleitoral”, afastando inclusive a aplicação de norma eleitoral veiculada em emenda constitucional até o ano seguinte a sua promulgação. Os advogados de Roriz afirmam, ainda, que esse entendimento foi reforçado no julgamento da ADI 3741, quando ficou assentado que &#8220;o princípio contido no artigo 16 da CF deve ser observado, seja em face de normas de &#8216;direito material&#8217;, seja em face de &#8216;normas de direito processual&#8217;.</p>
<p style="text-align:justify;"> Por fim, Roriz sustenta que na liminar da ADI 4307 o STF reconheceu que o princípio da anualidade da lei eleitoral &#8220;visa a impedir a aplicação imediata até de norma de ´direito material` veiculada em emenda&#8221;. Desse modo, para a defesa de Joaquim Roriz &#8220;resta evidenciado que a decisão ora reclamada do TSE está desafiando a autoridade da decisão do STF&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;"> FONTE: STF</p>
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	</item>
		<item>
		<title>REPERCUSSÃO GERAL NO STF</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 10:56:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[JURISPRUDÊNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[Jurisprudência]]></category>
		<category><![CDATA[Repercussão Geral]]></category>

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		<description><![CDATA[Plenário Virtual: confira os últimos  temas que tiveram a repercussão  geral reconhecida   Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceram a existência de repercussão geral em recursos envolvendo diversos temas, entre eles o bloqueio de contas públicas para assegurar o fornecimento de medicamentos aos usuários do SUS (RE 607582) e o pagamento, pelos bancos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4112&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#003300;">Plenário Virtual: confira os últimos</span></h1>
<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#003300;"> temas que tiveram a repercussão</span></h1>
<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#003300;"> geral reconhecida</span></h1>
<p> </p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2010/08/predio-stf-reflexos.jpg"></a><a href="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2010/08/predio-stf-reflexos1.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4114" title="predio stf reflexos" src="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2010/08/predio-stf-reflexos1.jpg?w=468" alt=""   /></a>Os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) reconheceram a existência de repercussão geral em recursos envolvendo diversos temas, entre eles o bloqueio de contas públicas para assegurar o fornecimento de medicamentos aos usuários do SUS (<strong>RE 607582</strong>) e o pagamento, pelos bancos, da correção monetária de depósitos em cadernetas de poupança em razão dos Planos Collor I (abril de 1990) e Collor II (março de 1991).</p>
<p style="text-align:justify;"> O Agravo de Instrumento (<strong>AI 751521</strong>), apresentado pelo Banco Santander S/A, trata da correção monetária de depósitos de caderneta de poupança com relação ao Plano Collor I e abrange os valores bloqueados pelo Banco Central. O banco foi condenado a pagar a variação do índice do IPC de abril de 1990 (44,80%) mais juros contratuais capitalizados mensalmente de 0,5%, devidos desde a data em que deveria ocorrer o crédito.</p>
<p style="text-align:justify;"> No Agravo de Instrumento (<strong>AI 754745</strong>), a contestação parte do Banco Nossa Caixa S/A em relação à correção monetária de depósitos em cadernetas de poupança com relação ao Plano Collor II e abrange os valores não bloqueados pelo Banco Central.</p>
<p style="text-align:justify;"> O STF já reconheceu a repercussão geral de recurso envolvendo expurgos inflacionários decorrentes de diversos planos econômicos. Isso significa que a matéria será analisada pelo Plenário da Corte, no âmbito de um processo, que servirá de paradigma, e esta decisão orientará as inúmeras demandas idênticas.</p>
<p style="text-align:justify;"> Quando a repercussão de um recurso é reconhecida, os processos envolvendo o tema ficam suspensos (ou sobrestados) na instância de origem, aguardando o desfecho do processo-paradigma.</p>
<p style="text-align:justify;"> O relator dos agravos dos dois bancos, ministro Gilmar Mendes, lembrou que a controvérsia sobre o direito às diferenças de correção monetária nas cadernetas de poupança, em razão dos expurgos inflacionários decorrentes dos planos econômicos Cruzado, Bresser, Verão e Collor I e II é objeto da Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 165), que está pendente de julgamento pela Corte.</p>
<p style="text-align:justify;"> “Há grande relevância econômica na questão, já que a solução da controvérsia atingirá diretamente grande parte das instituições públicas e privadas integrantes do Sistema Financeiro Nacional. Portanto, a resolução da controvérsia transcende interesses meramente individuais, o que é evidenciado pela existência de ação no controle concentrado [ADPF]”, afirmou Mendes.</p>
<p style="text-align:justify;"> Também foi reconhecida a repercussão geral em Recurso Extraordinário (RE 607582) no qual o governo do Rio Grande do Sul contesta decisão que determinou o bloqueio de verbas públicas para assegurar o direito à saúde e à vida, consistente na obrigação de entrega de medicamentos.</p>
<p style="text-align:justify;"> A relatora do recurso, ministra Ellen Gracie, lembrou que há diversos precedentes do STF no sentido da possibilidade do bloqueio, por isso sugeriu o reconhecimento da repercussão geral ao tema para que os tribunais de origem e as turmas recursais possam aplicar esta jurisprudência e para que os ministros relatores, em casos idênticos, possam aplicar o entendimento por meio de decisões monocráticas.</p>
<p style="text-align:justify;"> Outro tema que teve repercussão geral reconhecida (<strong>RE 612358</strong>) foi a discussão a respeito do direito adquirido à contagem especial do tempo de serviço prestado em condições insalubres, enquanto celetistas, pelos servidores que posteriormente passaram ao regime estatutário. No recurso, a União sustenta não ser possível a contagem diferenciada do tempo de serviço exercido sob o regime da CLT, tendo em vista não ser possível conjugar direitos decorrentes da aplicação desse regime com o estatutário.</p>
<p style="text-align:justify;"> A ministra Ellen Gracie, relatora do RE, sustentou que a matéria já se encontra pacificada no STF, no sentido do direito adquirido à contagem especial, e sugeriu a mesma solução do processo anterior, com base no artigo 325 do Regimento Interno do STF.</p>
<p style="text-align:justify;"> Confira outros processos que tiveram a repercussão geral reconhecida:</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>RE 612360</strong> – Questiona acórdão que julgou válida a penhora do bem de família do fiador de obrigação locatícia. Seus autores sustentam a inconstitucionalidade dessa penhora, por ofensa à eficácia negativa do direito social à moradia.</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>RE 615580</strong> – Contesta o caráter taxativo da lista de serviços de que trata o artigo 146, inciso III, da Constituição Federal, que outorga competência aos municípios para instituir Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS), não compreendidos no artigo 155, inciso II, da CF, definidos em lei complementar. A instituição financeira autora do recurso alega que a cobrança do ISS viola os artigos 150, inciso I, e 156, inciso III, da CF.</p>
<p style="text-align:justify;"> <strong>RE 612359</strong> – Insurge-se contra decisão monocrática que julgou incabível o agravo interno no âmbito dos juizados especiais. Ao negar seguimento ao agravo, o juiz singular observou que permitir o agravo interno nos juizados especiais cíveis representaria corroer os princípios que regem o referido microssistema (artigo 2º da Lei 9.0909/95), particularmente a celeridade processual. </p>
<p style="text-align:justify;"> Fonte: STF</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Expurgo de Planos Econômicos na Pauta do STF</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Aug 2010 10:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[JURISPRUDÊNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[BANCOS]]></category>
		<category><![CDATA[Planos Econômicos]]></category>

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		<description><![CDATA[  Ministro Dias Toffoli acolhe parecer da PGR e suspende os processos de planos econômicos       O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolhendo parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), determinou a suspensão (ou sobrestamento) de todos os processos judiciais em tramitação no país, em grau de recurso, que discutem o pagamento [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4106&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#008000;"> </span></h1>
<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#008000;">Ministro Dias Toffoli acolhe parecer </span></h1>
<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#008000;">da PGR e suspende os processos de </span></h1>
<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#008000;">planos econômicos </span></h1>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2010/08/toffoli.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4107" title="toffoli" src="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2010/08/toffoli.jpg?w=468" alt=""   /></a>O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolhendo parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), determinou a suspensão (ou sobrestamento) de todos os processos judiciais em tramitação no país, em grau de recurso, que discutem o pagamento de correção monetária dos depósitos em cadernetas de poupança afetados pelos Planos Econômicos Collor I (valores não bloqueados), Bresser e Verão.</p>
<p style="text-align:justify;"> O tema teve a repercussão geral reconhecida e, depois disso, os Bancos do Brasil e Itaú &#8211; partes nos Recursos Extraordinários 626307 e 591797 dos quais Dias Toffoli é relator &#8211; apresentaram petições requerendo a suspensão, em todos os graus de jurisdição, das demais ações que tratam da cobrança dos expurgos inflacionários. A decisão do STF nestes dois casos deverá ser aplicada a todos os casos semelhantes.</p>
<p style="text-align:justify;"> A ordem de sobrestamento, entretanto, não alcança as ações que estejam em fase de execução (após o trânsito em julgado da sentença) nem aquelas que se encontram em fase de instrução.  A decisão do ministro do STF não impede a propositura de novas ações, a distribuição ou a realização de atos da fase instrutória. </p>
<p style="text-align:justify;"> Em razão da abrangência da questão, o ministro Dias Toffoli decidiu admitir, na qualidade de <em>amici curiae </em>(ou amigos da Corte), a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif), a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec). </p>
<p style="text-align:justify;"> Para o ministro Dias Toffoli, Consif, CEF e Idec “possuem, ao menos em tese, reflexão suficiente para contribuir com o bom deslinde da controvérsia”, como salientou a vice-procuradora-geral da República Deborah Duprat, cujo parecer foi adotado, na íntegra, pelo ministro relator como fundamento de sua decisão. As três instituições terão oportunidade de manifestar-se sobre o mérito da questão. A União foi admitida na qualidade de terceiro interessado. O mérito dos recursos ainda será apreciado pelo Plenário do Supremo.</p>
<p style="text-align:justify;"> Leia a íntegra das decisões:<br />
- <a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/RE591797.pdf">RE 591797</a><br />
- <a href="http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/RE626307.pdf">RE 626307</a></p>
<p style="text-align:justify;"> FONTE: STF</p>
<p style="text-align:justify;">VP/CG</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<table style="text-align:justify;">
<tbody>
<tr>
<td style="text-align:justify;"><strong>Processos relacionados</strong><br />
<a href="http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=591797&amp;classe=RE&amp;origem=AP&amp;recurso=0&amp;tipoJulgamento=M">RE 591797</a><br />
<a href="http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=626307&amp;classe=RE&amp;origem=AP&amp;recurso=0&amp;tipoJulgamento=M">RE 626307</a></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<br />Filed under: <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/jurisprudencia/'>JURISPRUDÊNCIA</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/jurisprudencia/stf-jurisprudencia/'>STF</a> Tagged: <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/bancos/'>BANCOS</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/planos-economicos/'>Planos Econômicos</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/stf/'>STF</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4106/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4106/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4106/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4106&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>DIREITO EMPRESARIAL – JURISPRUDÊNCIA ATUALIZADA – SOCIEDADES</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 11:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Empresarial]]></category>
		<category><![CDATA[JURISPRUDÊNCIA]]></category>
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		<category><![CDATA[OAB]]></category>

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		<description><![CDATA[ÚLTIMAS DECISÕES DOS TRIBUNAIS SUPERIORES SOBRE DIREITO SOCIETÁRIO GARANTIA HIPOTECÁRIA. SÓCIO-GERENTE. Trata-se de REsp em que, entre outras alegações, a questão de fundo versa sobre garantias hipotecárias prestadas por sócio-gerente que não dispunha de poderes contratuais para representar a sociedade, no caso caracterizada como de responsabilidade limitada. A Turma entendeu que, in casu, o acórdão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=3943&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:right;">ÚLTIMAS DECISÕES DOS TRIBUNAIS SUPERIORES</h1>
<h1 style="text-align:right;">SOBRE DIREITO SOCIETÁRIO</h1>
<p style="text-align:justify;"><strong>GARANTIA HIPOTECÁRIA. SÓCIO-GERENTE. </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Trata-se de REsp em que, entre outras alegações, a questão de fundo versa sobre garantias hipotecárias prestadas por sócio-gerente que não dispunha de poderes contratuais para representar a sociedade, no caso caracterizada como de responsabilidade limitada. A Turma entendeu que, in casu, o acórdão recorrido emprestou corretamente relevância à boa-fé do banco credor, bem como à aparência de quem se apresentava como sócio contratualmente habilitado à prática do negócio jurídico. Assim, não se pode invocar a restrição do contrato social quando as garantias prestadas pelo sócio, muito embora extravasando os limites de gestão previstos contratualmente, retornaram, direta ou indiretamente, em proveito dos demais sócios da sociedade fiadora, não podendo eles, em absoluta afronta à boa-fé, reivindicar a ineficácia dos atos outrora praticados pelo gerente. Observou-se que, na hipótese, consoante sinalizado pelo aresto impugnado, indiretamente e em alguma medida, os autores, ora recorrentes, são, a um só tempo, garantes e garantidos do contrato, circunstância capaz de, por si só, afastar a pretensão deduzida na inicial. Diante disso, negou-se provimento ao recurso. Precedentes citados: REsp 733.742-MG, DJ 12/12/2005; REsp 1.695-MS, DJ 2/4/1990; REsp 4.095-SP, DJ 9/10/1990, e REsp 180.301-SP, DJ 13/9/1999. REsp 704.546-DF, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 1º/6/2010.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>SÚMULA N. 451-STJ. </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>É legítima a penhora da sede do estabelecimento comercial. Rel. Min. Luiz Fux, em 2/6/2010.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Representantes de Empregados: Participação em Conselhos e Diretorias &#8211; 3</strong></p>
<p style="text-align:justify;">
O Tribunal retomou julgamento de medida cautelar em ação direta de inconstitucionalidade proposta pelo Governador do Estado de Santa Catarina contra o inciso II do art. 14 da Constituição estadual que determina, como instrumento de gestão democrática, a participação, no conselho de administração e na diretoria das empresas públicas, sociedades de economia mista e suas subsidiárias, de um representante dos empregados, por eles indicados mediante processo eletivo, regulamentado pela Lei estadual 1.178/94, também impugnada — v. Informativo 476. O Min. Eros Grau, em voto-vista, indeferiu a liminar. Salientou que, enquanto Estado-acionista, o Estado poderia, em coerência com a normatividade federal vigente, dispor norma estatutária, o que não seria viável impor à sociedade na condição de Estado-poder. Bastaria, para tanto, que determinasse, no estatuto social, que um dos membros da diretoria da sociedade seria escolhido — pela Assembléia Geral ou pelo Conselho de Administração, conforme o caso — entre seus empregados. Assim, nada impediria que o estatuto contivesse norma como tal, que nele subsistiria enquanto o Estado mantivesse a qualidade de majoritário na sociedade. Considerou, que, no caso, o modelo societário definido pela normatividade federal não teria sido afrontado pela lei estadual. Observou que a partir da vigência da CF/67 (art. 158, V), ter-se-ia garantido aos trabalhadores integração na vida e no desenvolvimento da empresa, com participação na sua gestão. Afirmou que a gestão democrática, embora na CF/88 contemplada no preceito atinente aos direitos trabalhistas (art. 7º, XI), seria instrumento de participação do cidadão — do empregado — nos espaços públicos de que faria parte, sendo desdobramento do disposto no seu art. 1º, II, que elege a cidadania como fundamento do Estado brasileiro. Por fim, atento à distinção entre empresas estatais que prestam serviços públicos e empresas estatais que desenvolvem atividade econômica em sentido estrito, não verificou razão para deixar de aplicar o preceito aos servidores das primeiras. Após, pediu vista dos autos a Min. Cármen Lúcia.<br />
<a href="http://www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoAndamento.asp?numero=1229&amp;classe=ADI&amp;origem=AP&amp;recurso=0&amp;tipoJulgamento=M"><strong>ADI 1229 MC/SC, rel. Min. Carlos Velloso, 17.6.2010. (ADI-1229)</strong></a><a href="http://www.radiojustica.jus.br/radiojustica/programacao!listarAudioRelacionado.action?menuSistema=mn325&amp;entity.id=126480" target="_blank"> </a><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE JURÍDICA INVERSA. </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Discute-se, no REsp, se a regra contida no art. 50 do CC/2002 autoriza a chamada desconsideração da personalidade jurídica inversa. Destacou a Min. Relatora, em princípio, que, a par de divergências doutrinárias, este Superior Tribunal sedimentou o entendimento de ser possível a desconstituição da personalidade jurídica dentro do processo de execução ou falimentar, independentemente de ação própria. Por outro lado, expõe que, da análise do art. 50 do CC/2002, depreende-se que o ordenamento jurídico pátrio adotou a chamada teoria maior da desconsideração, segundo a qual se exige, além da prova de insolvência, a demonstração ou de desvio de finalidade (teoria subjetiva da desconsideração) ou de confusão patrimonial (teoria objetiva da desconsideração). Também explica que a interpretação literal do referido artigo, de que esse preceito de lei somente serviria para atingir bens dos sócios em razão de dívidas da sociedade e não o inverso, não deve prevalecer. Anota, após essas considerações, que a desconsideração inversa da personalidade jurídica caracteriza-se pelo afastamento da autonomia patrimonial da sociedade, para, contrariamente do que ocorre na desconsideração da personalidade propriamente dita, atingir, então, o ente coletivo e seu patrimônio social, de modo a responsabilizar a pessoa jurídica por obrigações de seus sócios ou administradores. Assim, observa que o citado dispositivo, sob a ótica de uma interpretação teleológica, legitima a inferência de ser possível a teoria da desconsideração da personalidade jurídica em sua modalidade inversa, que encontra justificativa nos princípios éticos e jurídicos intrínsecos à própria disregard doctrine, que vedam o abuso de direito e a fraude contra credores. Dessa forma, a finalidade maior da disregard doctrine contida no preceito legal em comento é combater a utilização indevida do ente societário por seus sócios. Ressalta que, diante da desconsideração da personalidade jurídica inversa, com os efeitos sobre o patrimônio do ente societário, os sócios ou administradores possuem legitimidade para defesa de seus direitos mediante a interposição dos recursos tidos por cabíveis, sem ofensa ao contraditório, à ampla defesa e ao devido processo legal. No entanto, a Min. Relatora assinala que o juiz só poderá decidir por essa medida excepcional quando forem atendidos todos os pressupostos relacionados à fraude ou abuso de direito estabelecidos no art. 50 do CC/2002. No caso dos autos, tanto o juiz como o tribunal a quo entenderam haver confusão patrimonial e abuso de direito por parte do recorrente. Nesse contexto, a Turma negou provimento ao recurso. Precedentes citados: REsp 279.273-SP, DJ 29/3/2004; REsp 970.635-SP, DJe 1°/12/2009, e REsp 693.235-MT, DJe 30/11/2009. REsp 948.117-MS, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 22/6/2010.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>GARANTIA. PATRIMÔNIO. S/A. SÓCIO. </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>O crédito penhorado em ação em que se litiga a respeito da sobrepartilha de bens de um dos acionistas da sociedade anônima pertence, exclusivamente, a ela; consequentemente, não pode servir de garantia ao pagamento de dívida do sócio acionista, uma vez que as responsabilidades e patrimônios não se confundem. RMS 19.149-GO, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 20/4/2010.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>A recorrente, sociedade empresária industrial, alega que o acórdão recorrido violou os arts. 143, IV, 144, caput e parágrafo único, e 159 da Lei n. 6.404/1976, ao não considerar a existência de legitimidade ativa para a propositura da ação ordinária de indenização por ato ilícito movida contra os recorridos. Afirma que o estatuto da companhia outorga ao diretor-presidente todos os poderes necessários para gerir a empresa e adotar as ações cabíveis na esfera administrativa e judicial na defesa dos seus interesses. Aduz, ainda, que os requeridos não eram administradores da companhia, o que dispensaria a necessidade de prévia autorização da assembléia-geral para a propositura da ação de indenização por ato ilícito. Porém, o Min. Relator destacou que o art. 159 da mencionada lei estabelece, com clareza, em seu caput, a necessidade de prévia autorização da assembléia-geral para que a companhia possa mover ação contra um de seus administradores. O fato de o requerido ter-se, segundo a requerente, indevidamente, intitulado diretor-presidente, quando era somente diretor-tesoureiro, e outorgado procuração para venda de bem da empresa, não retira a necessidade de prévia deliberação da assembléia-geral autorizando a companhia a ingressar com ação contra ele. Não havendo prova de tal autorização por parte da assembléia-geral, o Min. Relator entendeu correta a decisão do tribunal a quo ao extinguir o feito sem julgamento do mérito, por ausência de legitimidade ativa (art. 267, VI, do CPC). Diante disso, a Turma negou provimento ao recurso. REsp 882.782-RN, Rel. Min. Massami Uyeda, julgado em 20/4/2010.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Maus administradores podem responder solidariamente, mesmo com condutas individualizadas </strong></p>
<p style="text-align:justify;">A condenação por má administração de entidades pode, sim, ser solidária, ainda que as condutas de cada participante nos atos ilícitos possam ser individualizadas, inclusive com a delimitação do prejuízo causado por cada um. A conclusão é da Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que não conheceu o recurso especial de um médico, diretor financeiro de uma associação da categoria profissional em Brasília.</p>
<p style="text-align:justify;">Segundo a denúncia, o presidente, o vice-presidente e o diretor financeiro da associação desviavam valores da entidade, fazendo gastos com aquisição de bens e serviços alheios aos propósitos da associação. Ainda segundo a acusação, as verbas supostamente recebidas em adiantamento de honorários médicos foram concedidas aos próprios diretores da associação, em ofensa às normas estatutárias. Uma empresa também foi denunciada, por ter havido irregularidade no recibo emitido em seu nome.</p>
<p style="text-align:justify;">Em primeira instância, os três foram condenados por má administração geral, devendo ressarcir solidariamente à entidade os valores indevidamente recebidos. A responsabilidade da empresa foi afastada, por ter conseguido provar, por meio de testemunhas, que houve contraprestação pela quantia recebida, não obstante a irregularidade no recibo emitido em seu nome.</p>
<p style="text-align:justify;">Houve apelação, mas o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) manteve a condenação, dando parcial provimento à apelação. “No que se refere aos gastos com a aquisição de bens e serviços alheios aos propósitos da associação, embora não haja dúvida de que foram efetuados, conforme a perícia técnica, não há a identificação dos beneficiários de tais verbas, não havendo, pois, como condenar os réus, sem a comprovação do respectivo proveito”, ressalvou o relator do caso no TJDFT.</p>
<p style="text-align:justify;">O desembargador afirmou ainda que a solidariedade decorre das ilegalidades praticadas pelos réus, “em flagrante abuso das funções administrativas que desempenhavam frente à associação, inclusive utilizando-se das verbas da entidade para pagamento de contas particulares”.</p>
<p style="text-align:justify;">Inconformado, o diretor financeiro recorreu ao STJ, alegando ofensa aos artigos 896 e 1.518 do Código Civil de 1916. Segundo afirmou, o tribunal malferiu a lei ao responsabilizar solidariamente os réus, a despeito de ter havido individualização do prejuízo que cada um causou à associação autora. A defesa argumentou que tal entendimento faz presumir uma responsabilidade não prevista em lei e nem decorrente da vontade dos agentes.</p>
<p style="text-align:justify;">A Quarta Turma, por unanimidade, não conheceu do recurso especial, entendendo que a imputação foi de má administração geral, devendo os gestores responder em conjunto pelos prejuízos causados à associação, cuja direção estava sob suas responsabilidades.</p>
<p style="text-align:justify;">“Pelo princípio da especificidade, tem-se que a solidariedade disposta no artigo 1.518 encontra suas bases na ilicitude do ato (Obrigações por atos ilícitos) e não na impossibilidade de individualização das condutas ilícitas e danosas de cada agente”, afirmou o ministro Aldir Passarinho Junior, relator do caso.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao votar pelo não conhecimento, o ministro observou que a redação da norma não deixa dúvidas. “Se a solidariedade estivesse vinculada à possibilidade ou impossibilidade de individualização das condutas, ou mesmo do benefício auferido pelos respectivos agentes, por razões lógicas nenhuma das pessoas designadas no artigo 1.521 poderia responder, a menos que fossem partícipes diretos nas condutas, o que não é a situação”, concluiu Aldir Passarinho.</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong>MORTE. SÓCIO. DESCONSIDERAÇÃO. PERSONALIDADE JURÍDICA. </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Trata-se de REsp em que a controvérsia reside em saber se, em uma ação de cobrança movida contra uma sociedade limitada, ocorrendo a morte de um dos sócios, a firma é automaticamente extinta, ficando autorizada a superação da personalidade jurídica da pessoa moral, de modo a atingir os bens pessoais da sócia remanescente. A Turma entendeu, entre outras questões, que o falecimento de um dos sócios, embora possa gerar o encerramento das atividades da empresa, em função da unipessoalidade da sociedade limitada, não necessariamente importará em sua dissolução total, seja porque a participação na sociedade é atribuída, por sucessão causa mortis, a um herdeiro ou legatário, seja porque a jurisprudência tem admitido que o sócio remanescente explore a atividade econômica individualmente, de forma temporária, até que se aperfeiçoe a sucessão. Observou-se que a desconsideração da personalidade jurídica é medida de caráter excepcional que somente pode ser decretada após a análise, no caso concreto, da existência de vícios que configurem abuso de direito, desvio de finalidade ou confusão patrimonial, o que não se verificou na espécie. Assinalou-se que a jurisprudência pátria, embora dispense ação autônoma para levantar o véu da pessoa jurídica, somente permite tal providência em casos de abuso de direito cujo delineamento conceitual encontra-se no art. 187 do CC/2002, desvio de finalidade ou confusão patrimonial. Adota-se, assim, a teoria maior da desconsideração da personalidade jurídica, a qual exige a ocorrência objetiva dos referidos requisitos para sua configuração, afastando-se a teoria menor, segundo a qual bastaria a insuficiência de bens da sociedade para que os sócios fossem chamados a responder pessoalmente pelo passivo da pessoa jurídica. Precedente citado: REsp 66.812-DF, DJ 22/6/1998. REsp 846.331-RS, Rel. Min. Luis Felipe Salomão, julgado em 23/3/2010.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>LEGITIMIDADE. DESCONSIDERAÇÃO. PERSONALIDADE JURÍDICA. </strong></p>
<p style="text-align:justify;">A desconsideração da pessoa jurídica consiste na possibilidade de ignorar a personalidade jurídica autônoma de entidade sempre que essa venha a ser utilizada para fins fraudulentos ou diversos daqueles para os quais foi constituída. Quando houver abuso, desvio de finalidade ou confusão patrimonial entre os bens da sociedade e dos sócios, caberá a aplicação do referido instituto. Assim, uma vez que desconsiderada a personalidade jurídica, tanto a sociedade quanto os sócios têm legitimidade para recorrer dessa decisão. Precedente citado: REsp 170.034-SP, DJ 23/10/2000. <a href="http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%20715231" target="new"><strong>REsp 715.231-SP</strong></a><strong>, Rel. Min. João Otávio de Noronha, julgado em 9/2/2010.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>EXCLUSÃO. SÓCIO. LTDA. </strong></p>
<p style="text-align:justify;">É cediço que a jurisprudência deste Superior Tribunal já firmou o entendimento, na generalidade dos casos, de que a retirada de sócio de sociedade por quotas de responsabilidade limitada dá-se pela ação de dissolução parcial, com apuração de haveres, para a qual têm de ser citados os demais sócios e a sociedade. No entanto, o Min. Relator, pelas peculiaridades do caso concreto, em que a inicial, datada de 1998, coloca a questão com outra causa de pedir: ação ordinária de indenização cumulada com danos patrimoniais decorrentes da exclusão anterior do autor da sociedade empresária, concluiu que não seria necessário anular o processo para inclusão da sociedade como litisconsorte necessário, pois se trata de processo muito antigo, em que os sócios excluíram o autor por unanimidade, e a sociedade jamais sustentaria o contrário. Ressaltou, entretanto, que o recurso liga-se à decisão interlocutória e, superado o incidente, a sentença encontrará a solução mais adequada para a questão de fundo. <a href="http://www.stj.gov.br/webstj/processo/justica/jurisprudencia.asp?tipo=num_pro&amp;valor=REsp%20788886" target="new"><strong>REsp 788.886-SP</strong></a><strong>, Rel. Min. Sidnei Beneti, julgado em 15/12/2009.</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>FONTES: STF/STJ</strong></p>
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		<title>Pauta STF para 04/08</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 15:28:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[JURISPRUDÊNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[STF]]></category>
		<category><![CDATA[Ação Direta de Inconstitucionalidade]]></category>
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		<description><![CDATA[  Legitimidade do MP para Propor Ação Civil  em Matéria Tributária é um dos Destaques   Confira, abaixo, o resumo dos julgamentos previstos para a sessão plenária desta quarta-feira (4), no STF. Informamos que a pauta está sujeita a mudança sem aviso prévio. Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3944   Relator: Ministro Ayres Britto Partido Socialismo e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=3941&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:justify;"> </p>
<h1 style="text-align:right;">Legitimidade do MP para Propor Ação Civil</h1>
<h1 style="text-align:right;"> em Matéria Tributária é um dos Destaques</h1>
<p style="text-align:right;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Confira, abaixo, o resumo dos julgamentos previstos para a sessão plenária desta quarta-feira (4), no STF. Informamos que a pauta está sujeita a mudança sem aviso prévio.</p>
<p style="text-align:justify;" dir="ltr"><strong>Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 3944</strong>  <br />
Relator: Ministro Ayres Britto<br />
Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) x Presidente da República<br />
Interessada: Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão – Abert<br />
A ação contesta dispositivos do Decreto 5.820/2006, o qual dispõe sobre a implantação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD) e estabelece diretrizes para a transição do sistema analógico para o digital. Alega o PSOL que o decreto fere a Constituição que veda o monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação. Sustenta ainda que a TV Digital é um novo serviço de radiodifusão e não continuidade do serviço atual e que por isso deveria haver nova concessão pelo Congresso Nacional.<br />
Em discussão: Saber se os atos dispositivos impugnados violam a Constituição. <br />
AGU opina pelo não conhecimento da ação e, no mérito, pela sua improcedência.<br />
PGR opina pela procedência da ação.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Recurso Extraordinário (RE) 117809</strong><br />
Relatora: Ministra Cármen Lúcia<br />
Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) x Prefeitura de Maringá<br />
O recurso da Sanepar foi interposto em 19 de abril de 1988, contra acórdão da Terceira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná. O Tribunal deu provimento à apelação “e ao reexame necessário para reformar, em parte, a sentença recorrida, para então restabelecer a eficácia do Decreto Municipal de Maringá 111/84, referente à estipulação de tarifas de serviços de água e esgoto.<br />
Alega a companhia que houve violação de dispositivos da Emenda n. 1/1969.<br />
Em discussão: Saber se, à luz da Emenda Constitucional n. 1/1969, teria o município ampla e exclusiva competência para fixar as tarifas remuneratórias dos serviços públicos de água e esgoto, e, em conseqüência, se ele poderia prescindir do cumprimento de legislação nacional que estabeleceu critérios para balizar a estipulação dos valores dessas tarifas.<br />
PGR: Pelo não conhecimento do recurso.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2566</strong><br />
PL x Presidente da República e Congresso Nacional<br />
Relator: ministro Cezar Peluso<br />
ADI, com pedido liminar, contesta dispositivo da Lei Federal 9.612/98 que “institui o Serviço de Radiodifusão Comunitária. A norma veda “o proselitismo de qualquer natureza na programação das emissoras de radiodifusão comunitária”. O partido político alega que “com tal proibição, as rádios comunitárias também deixam de prestar um grande serviço para a comunidade que representam e a quem devem servir”. O Tribunal, em sessão plenária, indeferiu a medida cautelar.<br />
Em discussão: Saber se a vedação na programação das rádios comunitárias afronta princípios constitucionais da liberdade de manifestação de pensamento e da liberdade de informação. A PGR opinou pela improcedência da ação.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Recurso Extraordinário (RE) 576155 </strong>– Repercussão Geral<br />
Relator: Ministro Ricardo Lewandowski<br />
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios X Brink Mobil Equipamentos Educacionais Ltda e Distrito Federal<br />
Neste Recurso Extraordinário, a discussão gira em torno da legitimidade do Ministério Público para propor ação civil pública em matéria tributária. Segundo o MPDFT, há mais de setecentas ações civis públicas em que questionou a redução do ICMS nos chamados Termo de Acordo de Regime Especial. O STF em questão de ordem determinou o sobrestamento das causas. Decidiu também que a partir desse julgamento, os sobrestamentos poderiam ser determinados pelo relator em decisão individual.<br />
Em discussão: Saber se o Ministério Público tem legitimidade para impugnar, mediante ação civil pública, acordos firmados entre os estados e empresas beneficiárias da redução fiscal. PGR opina pelo provimento do recurso extraordinário.<br />
Até o momento o julgamento está empatado por 3 votos a 3. Os ministros Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Ayres Britto votaram pelo provimento do recurso. Já os ministros Menezes Direito, Cármen Lúcia e Eros Grau negaram provimento ao recurso. O julgamento será retomado com o voto-vista da ministra Ellen Gracie.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Recurso Extraordinário (RE) 474132</strong> – Repercussão Geral<br />
Inlogs Logística Ltda. X União<br />
Relator: Gilmar Mendes<br />
Recurso extraordinário da empresa contra decisão do TRF da 4ª Região que manteve a denegação do mandado de segurança em que se pleiteava a não incidência da CSLL e da CPMF sobre as receitas oriundas de exportação. A União, por sua vez, visa manter a incidência das duas contribuições para o setor exportador.<br />
PGR opina pelo conhecimento e desprovimento do recurso.<br />
Em discussão: Saber se a incidência da CSLL e da CPMF sobre receitas oriundas de exportação viola, ou não, o artigo 149, § 2º, inciso I, da Constituição.<br />
O relator, ministro Gilmar Mendes votou no sentido de excluir a incidência da CSLL sobre as exportações, mas de manter a cobrança sobre a CPMF. Os ministros Eros Grau e Cármen Lúcia acompanharam integralmente o relator. Já o ministro Marco Aurélio teve entendimento diverso e reconheceu a imunidade quanto à CPMF e não à CSLL. O ministro Menezes Direito manteve a incidência das duas contribuições, enquanto que Ricardo Lewandowski e Ayres Britto negaram provimento ao recurso. O julgamento será retomado com o voto-vista da ministra Ellen Gracie. </p>
<p style="text-align:justify;">* Sobre o mesmo tema serão votados em conjunto os Recursos Extraordinários (REs) 566259 e 564413</p>
<p style="text-align:justify;">FONTE: STF</p>
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		<title>FRASE DO SECULO</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 14:21:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;Brasília é uma cidade afogada, seca, onde você não é uma pessoa, você é um cargo.&#8221; Eros Grau Ministro Aposentado do STF Fonte: CONJUR/Estado de Sao Paulo Filed under: JURISPRUDÊNCIA, OPINIÃO, Política, STF Tagged: ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA, Advogados, AGU, CESPE, Direito Constitucional, Exame de Ordem, Judiciário, OAB, STF<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=3928&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:center;"><strong>&#8220;Brasília é uma cidade afogada, seca, onde você não é uma pessoa,</strong></h1>
<h1 style="text-align:center;"><strong> você é um cargo.&#8221;</strong></h1>
<p><a href="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2010/08/erosgrau.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-3936" title="erosgrau" src="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2010/08/erosgrau.jpg?w=468" alt=""   /></a></p>
<p>Eros Grau</p>
<p><strong>Ministro Aposentado do STF</strong></p>
<p><strong>Fonte: CONJUR/Estado de Sao Paulo</strong></p>
<br />Filed under: <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/jurisprudencia/'>JURISPRUDÊNCIA</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/opiniao/'>OPINIÃO</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/politica/'>Política</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/jurisprudencia/stf-jurisprudencia/'>STF</a> Tagged: <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/administracao-publica/'>ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/advogados/'>Advogados</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/agu/'>AGU</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/cespe/'>CESPE</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/direito-constitucional/'>Direito Constitucional</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/exame-de-ordem/'>Exame de Ordem</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/judiciario/'>Judiciário</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/oab/'>OAB</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/stf/'>STF</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/washingtonbarbosa.wordpress.com/3928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/washingtonbarbosa.wordpress.com/3928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/3928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/3928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/3928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/3928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/3928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/3928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/3928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/3928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/washingtonbarbosa.wordpress.com/3928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/washingtonbarbosa.wordpress.com/3928/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/3928/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/3928/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=3928&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Intervençao no DF na Pauta do STF</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2010 12:27:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na última semana de julgamentos deste semestre, STF analisa intervenção no DF Está na pauta de julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF) de quarta-feira (30) o pedido de Intervenção Federal no Distrito Federal (IF 5179). O pedido é assinado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que defende a medida como forma de resgatar a normalidade [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=3879&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:right;"><strong><span style="color:#003300;">Na última semana de julgamentos  deste semestre, </span></strong></h1>
<h1 style="text-align:right;"><strong><span style="color:#003300;">STF analisa intervenção no DF</span></strong></h1>
<p><strong><span style="color:#003300;"><br />
</span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2010/06/peluzo.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-3880" title="Peluzo" src="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2010/06/peluzo.jpg?w=468" alt=""   /></a>Está na pauta de julgamentos do Supremo Tribunal Federal  (STF) de quarta-feira (30) o pedido de Intervenção Federal no Distrito Federal  (IF 5179). O pedido é assinado pelo procurador-geral da República, Roberto  Gurgel, que defende a medida como forma de resgatar a normalidade institucional  e a própria credibilidade das instituições e dos administradores públicos no  Distrito Federal.</p>
<p style="text-align:justify;">Já na quinta-feira (1º), o Supremo realiza, a partir das 9  horas da manhã, a última sessão plenária antes das férias dos ministros. A pauta  prevê, entre outros, os julgamentos de uma extradição, cinco Ações Diretas de  Inconstitucionalidade (ADIs), e ainda um Recurso Extraordinário (RE 537427), em  que se discute a legalidade da condenação da empresa Souza Cruz S/A por dano  material – em função da dependência causada pelo cigarro – pela Justiça  especializada de São Paulo.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Intervenção</strong></p>
<p style="text-align:justify;">O pedido de intervenção no DF foi ajuizado em fevereiro  deste ano por Roberto Gurgel, após a crise política instaurada na capital  federal a partir de investigação da Polícia Federal. A operação apurou denúncias  de corrupção, formação de quadrilha, desvio de verbas públicas e fraude em  licitações no DF. O escândalo culminou nas renúncias do governador do DF, José  Roberto Arruda, e do vice-governador, Paulo Octávio, e no afastamento de  integrantes do governo e do Legislativo distrital supostamente ligados ao  caso.</p>
<p style="text-align:justify;">Em maio, o ministro Cezar Peluso – presidente da Corte e  relator do processo, abriu prazo para a Câmara Legislativa apresentar  informações complementares no pedido de intervenção e facultou ao governador do  DF o cumprimento da solicitação. Tais informações foram solicitadas pelo  presidente do STF depois que a Procuradoria-Geral da República especificou a  forma e a extensão da intervenção federal no âmbito do Poder Legislativo do  DF.</p>
<p style="text-align:justify;">Durante a tramitação do processo no Supremo, a Câmara  Legislativa do DF realizou eleições indiretas, elegendo o distrital Rogério  Rosso para o cargo de governador.</p>
<p style="text-align:justify;">fonte: STF</p>
<br />Filed under: <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/jurisprudencia/'>JURISPRUDÊNCIA</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/politica/'>Política</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/jurisprudencia/stf-jurisprudencia/'>STF</a> Tagged: <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/administracao-publica/'>ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/advogados/'>Advogados</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/agu/'>AGU</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/brasilia/'>Brasília</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/cespe/'>CESPE</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/direito-constitucional/'>Direito Constitucional</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/exame-de-ordem/'>Exame de Ordem</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/oab/'>OAB</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/politica/'>Política</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/washingtonbarbosa.wordpress.com/3879/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/washingtonbarbosa.wordpress.com/3879/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/3879/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/3879/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/3879/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/3879/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/3879/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/3879/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/3879/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/3879/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/washingtonbarbosa.wordpress.com/3879/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/washingtonbarbosa.wordpress.com/3879/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/3879/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/3879/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=3879&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>STF EXTINGUE CARGOS COMISSIONADOS</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Jun 2010 15:02:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[STF derruba lei que criou 35 mil cargos comissionados em Tocantins e dá 12 meses para Estado realizar concursos O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, na tarde da quinta-feira (10.06), o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI nº 4.125) e considerou inconstitucional a Lei tocantinense nº 1.950/08, que criou cerca de 35 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=3758&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#800000;">STF derruba lei que criou 35 mil cargos </span></h1>
<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#800000;">comissionados em Tocantins e dá 12 meses </span></h1>
<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#800000;">para Estado realizar concursos</span></h1>
<p style="text-align:right;"><span style="color:#800000;"><br />
</span></p>
<p style="text-align:justify;">O Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu, na tarde da quinta-feira (10.06), o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI nº 4.125) e considerou inconstitucional a Lei tocantinense nº 1.950/08, que criou cerca de 35 mil cargos comissionados. Os ministros decidiram, ainda, conceder ao Estado de Tocantins o prazo de 12 meses para substituir todos os servidores comissionados por servidores aprovados em concursos públicos.</p>
<p style="text-align:justify;">O julgamento teve início na tarde de quinta-feira, quando a relatora do caso, Ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha, reconheceu a inconstitucionalidade da norma questionada, e propôs que fosse estipulado um prazo para que o Estado se adequasse à Constituição Federal, provendo os cargos com aprovados em concurso público, para que a administração pública estadual não sofresse solução de descontinuidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Na sequência do julgamento nesta quinta, todos os ministros acompanharam a relatora quanto à inconstitucionalidade da norma. Também foi unânime, entre os ministros presentes, o entendimento de que foi afrontosa a atitude do Governador cassado de Tocantins, Marcelo Miranda, que, segundo os ministros, editou essa lei em agosto de 2008 com o claro intuito de substituir normas semelhantes que o STF tinha acabado de declarar inconstitucionais no julgamento das ADIs nºs 3.232, 3.983 e 3.990. Para o Ministro Celso de Mello, o ato de Miranda seria uma verdadeira transgressão, que poderia até mesmo caracterizar crime de responsabilidade. Trata-se de um caso patológico, concluiu o ministro ao acompanhar o voto da relatora.</p>
<p style="text-align:justify;">Divergência</p>
<p style="text-align:justify;">Apenas os Ministros Marco Aurélio e Cezar Peluso discordaram da relatora quanto à modulação dos efeitos da decisão. Para estes ministros, que também consideraram a norma inconstitucional, a decisão do STF “há de ser observada de imediato”, conforme frisou o Ministro Marco Aurélio.</p>
<p style="text-align:justify;">O presidente da Corte arrematou que o Estado deveria apenas verificar quais cargos se enquadram no que prevê o inciso 9 do art. 37 da Constituição Federal de 1988, que dispõe sobre a possibilidade de “contratação por tempo determinado para atender a necessidade temporária de excepcional interesse público”, para não causar descontinuidade nos serviços essenciais prestados pelo Estado.</p>
<p style="text-align:justify;">Comunicação</p>
<p style="text-align:justify;">Além de declarar a inconstitucionalidade da norma e dar o prazo de 12 meses para o Estado realizar concurso público para substituir os comissionados, os ministros concordaram em comunicar a decisão, oficialmente, ao Ministério Público (MP) estadual e ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), para que essas instituições possam atuar de forma incisiva para coibir atos dessa natureza, agindo na defesa destes princípios fundamentais, nas palavras do Ministro Gilmar Mendes.</p>
<p style="text-align:justify;">Fonte: STF</p>
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