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	<title>Washington Barbosa - Para Entender o Direito &#187; Exame de Ordem</title>
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		<title>Washington Barbosa - Para Entender o Direito &#187; Exame de Ordem</title>
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		<title>EXAME DE ORDEM E AS FACULDADES DE DIREITO</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 12:31:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concursos]]></category>
		<category><![CDATA[Exame de Ordem]]></category>

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		<description><![CDATA[Qual é a escola que mais  aprova no Exame de Ordem   A repressão estatal à escola privada — rebatizada por seus inimigos da esquerda de &#8220;ensino mercantilizado&#8221; — chegou ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). O conselho privado juntou-se aos esforços do governo e da OAB, que vivem uma cruzada pelo fechamento de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4877&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#ff6600;">Qual é a escola que mais</span></h1>
<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#ff6600;"> aprova no Exame de Ordem</span></h1>
<div>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">A repressão estatal à escola privada — rebatizada por seus inimigos da esquerda de &#8220;ensino mercantilizado&#8221; — chegou ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar). O conselho privado juntou-se aos esforços do governo e da OAB, que vivem uma cruzada pelo fechamento de escolas no Brasil. Ao examinar a publicidade da escola de direito que mais aprovou no Exame de Ordem, em São Paulo, o Conar determinou que se esclareça: a liderança se dá apenas nos números absolutos — já que, proporcionalmente, escolas com menos inscritos desfrutam de mais aprovados, percentualmente.</p>
<p style="text-align:justify;">A intenção evidente é dizer que as escolas privadas que funcionam em rede são ruins. Têm muitos alunos, mas ensinam pouco. Na vida real, essa crença absoluta esconde uma fraude relativa. A escola pública trabalha com um grupo seleto de estudantes, que chegam ao curso superior muito bem preparados. Em moldes parecidos ao de algumas escolas privadas, como a Facamp e a GV, não raro dão aula em período integral. Enquanto isso, redes como Unip, FMU, Estácio de Sá, Cândido Mendes e Anhanguera são incumbidas dos brasileiros que conseguiram chegar a curso superior graças à &#8220;mercantilização&#8221; do ensino. Os cursos não são ruins, mas os alunos não são todos bons. Chegam à escola cansados, depois de trabalhar o dia todo. E sem os alicerces do aprendizado que seus colegas das faculdades públicas adquiriram em escolas privadas no ensino básico.</p>
<p style="text-align:justify;">A escola &#8220;punida&#8221; pelo Conar foi a Unip. Doravante, a universidade terá que esclarecer, quando disser que aprova &#8220;mais&#8221;, que a base de cálculo são números absolutos e não relativos. Se levada em conta a relação entre candidatos aprovados e o total de candidatos que fizeram o Exame, a performance da Unip é bem mais modesta. Enquanto as primeiras do ranking estão acima dos 60% de aproveitamento, a Unip está mais próxima dos 10%. Na época em que seu anúncio foi contestado, atingiu 7%.</p>
<p style="text-align:justify;">Em primeira instância, o relator do Conselho de Ética do Conar “considerou que o número absoluto de aprovados não é critério de qualidade”. O emprego da palavra “brilha” no slogan “Unip brilha no exame da OAB — 3º lugar” também foi considerado exagero.</p>
<p style="text-align:justify;">Após recurso da universidade, a decisão de mandar alterar a campanha (que fora suspensa meses antes) reformada parcialmente. O relator do recurso considerou que o anúncio pretendia forçar a ideia de que fazer o curso de Direito na Unip aumenta as chance de o formando ser aprovado no exame da OAB. Para ele, porém, “o bom-senso não permite ver eficiência no índice de aprovação em torno de 7%”. Foi decidido, então, que a alteração deixe claro e explícito o critério de uso dos números.</p>
<p style="text-align:justify;">O diretor-geral da Unip, José Augusto Nasr, afirma que, como a campanha dizia respeito ao Exame de Ordem passado, ela já havia saído do ar meses antes da decisão, mas que, nas próximas campanhas, fará constar que o cálculo é feito em números absolutos. O diretor-geral destaca ainda que a Unip é (segundo ranking elaborado a partir do último Exame de Ordem) a segunda universidade que mais coloca formandos no mercado de trabalho em São Paulo, o que distorce o índice de aprovação, com a inserção de alunos que se formaram em anos anteriores e entram na contagem anual da OAB.</p>
<p style="text-align:justify;">Em termos de marketing, cada escola divulga o índice que mais a favorece. Qualquer que seja o critério adotado, ele revela apenas uma face da realidade. O critério dos números relativos não leva em conta os alunos que repetem o Exame. “Há um contingente enorme de candidatos repetentes que se inscrevem todos os anos e isso deforma o cálculo”, explica o secretário-geral do Conselho Federal da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho. Para se avaliar o desempenho da escola, o mais justo seria contar cada candidato apenas uma vez, em sua primeira tentativa no Exame. Por outro lado, o critério de números absolutos é que permite a avaliar a presença da escola no mercado de advocacia com o correr do tempo.</p>
</div>
<p style="text-align:justify;">FONTE: Revista <strong>Consultor Jurídico</strong></p>
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		<title>OAB DIVULGA RESULTADO COM APROVAÇÃO RECORD</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Jan 2012 11:05:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
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		<description><![CDATA[OAB registra recorde de aprovação no 5º Exame de Ordem: 25%       Cerca de 27 mil candidatos foram aprovados no exame que concede licença para advogar. Índice é o mais alto desde unificação A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nesta quinta-feira (12) a lista de aprovados no 5º Exame de Ordem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4868&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:right;">OAB registra recorde de aprovação no</h1>
<h1 style="text-align:right;">5º Exame de Ordem: 25%</h1>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;"><a href="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2012/01/vitoria.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4869" title="Winning the race" src="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2012/01/vitoria.jpg?w=468&h=441" alt="" width="468" height="441" /></a></div>
<div style="text-align:justify;"> </div>
<div style="text-align:justify;">Cerca de 27 mil candidatos foram aprovados no exame que concede licença para advogar. Índice é o mais alto desde unificação</p>
<p>A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgou nesta quinta-feira (12) a lista de aprovados no 5º Exame de Ordem Unificado, realizado em dezembro de 2011. Prevista inicialmente para a próxima segunda-feira, a lista já pode ser conferida pelos candidatos no site da Ordem ou da Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo processo.</p>
<p>Os resultados revelam um índice de aprovação recorde: 25% dos 108.335 inscritos no processo exigido para certificar os bacharéis em Direito que pretendem advogar foram aprovados. Os dados estatísticos gerais – resultados por instituição, por exemplo – ainda estão sendo processados pela OAB, mas o número de aprovados ficou próximo a 27 mil.</p>
<p>Já havia a expectativa de que, nesta edição, o índice de aprovação seria maior do que o dos últimos exames. Isso porque a quantidade de candidatos que participou da segunda fase foi bem maior do que a aprovada na edição anterior para esta fase.</p>
<p>No 5º Exame, mais de 50 mil candidatos foram convocados para a etapa final, quase metade dos 108.335 inscritos no processo para obtenção da carteira que permite advogar. No 4º exame, 18% passaram na primeira fase (21.840 candidatos).</p>
<p>O último Exame de Ordem foi marcado por erros em dois tipos de provas aplicadas na segunda fase. A Fundação Getulio Vargas soltou erratas das provas de Direito Penal e Direito Constitucional durante a seleção e concedeu tempo adicional a todos os examinandos.</p>
<p><span style="color:#000000;">Fonte</span> IG BRASILIA</div>
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		<item>
		<title>EXAME DE ORDEM 2012 &#8211; CALENDÁRIO</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Jan 2012 15:29:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concursos]]></category>
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		<category><![CDATA[CALENDÁRIO]]></category>
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		<description><![CDATA[&#160; CALENDÁRIO – EXAME DE ORDEM 2012 VI EXAME DE ORDEM UNIFICADO Publicação do Edital de Abertura 29/12/2011 Período de Inscrição 29/12/2011 a 13/1/2012 Prova Objetiva – 1.ª fase 5/2/2012 Prova prático-profissional – 2.ª fase 25/3/2012 VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO Publicação do Edital de Abertura 25/4/2012 Período de Inscrição 25/4/2012 a 6/5/2012 Prova Objetiva [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4846&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<h2 style="text-align:center;"><strong>CALENDÁRIO – EXAME DE ORDEM 2012</strong></h2>
<h2 style="text-align:center;"><strong>VI EXAME DE ORDEM UNIFICADO</strong></h2>
<h2 style="text-align:center;">Publicação do Edital de Abertura 29/12/2011<br />
Período de Inscrição 29/12/2011 a 13/1/2012<br />
Prova Objetiva – 1.ª fase 5/2/2012<br />
Prova prático-profissional – 2.ª fase 25/3/2012</h2>
<h2 style="text-align:center;"><strong>VII EXAME DE ORDEM UNIFICADO</strong></h2>
<h2 style="text-align:center;">Publicação do Edital de Abertura 25/4/2012<br />
Período de Inscrição 25/4/2012 a 6/5/2012<br />
Prova Objetiva – 1.ª fase 27/5/2012<br />
Prova prático-profissional – 2.ª fase 8/7/2012</h2>
<h2 style="text-align:center;"><strong>VIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO</strong></h2>
<h2 style="text-align:center;">Publicação do Edital de Abertura 1/8/2012<br />
Período de Inscrição 1/8/2012 a 17/8/2012<br />
Prova Objetiva – 1.ª fase 9/9/2012<br />
Prova prático-profissional – 2.ª fase 21/10/2012</h2>
<h2 style="text-align:center;"><strong>IX EXAME DE ORDEM UNIFICADO</strong></h2>
<h2 style="text-align:center;">Publicação do Edital de Abertura 12/11/2012<br />
Período de Inscrição 12/11/2012 a 26/11/2012<br />
Prova Objetiva – 1.ª fase 16/12/2012<br />
Prova prático-profissional – 2.ª fase 24/2/2013</h2>
<br />Filed under: <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/concursos/'>Concursos</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/concursos/exame-de-ordem/'>Exame de Ordem</a> Tagged: <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/calendario/'>CALENDÁRIO</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/edital-exame-de-ordem/'>EDITAL EXAME DE ORDEM</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/exame-de-ordem/'>Exame de Ordem</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/oab/'>OAB</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4846/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4846/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4846/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4846&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>OAB QUER GARANTIR QUALIDADE DO ENSINO JURÍDICO</title>
		<link>http://washingtonbarbosa.com/2011/11/29/oab-quer-garantir-qualidade-do-ensino-juridico/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Nov 2011 12:23:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concursos]]></category>
		<category><![CDATA[Exame de Ordem]]></category>

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		<description><![CDATA[Selo OAB luta por uma educação que atenda o mercado Por Álvaro Melo Filho “O selo de qualidade é um compromisso histórico da OAB de levar à sociedade uma referência confiável e organizada sobre as instituições de ensino que se mostram compromissadas com a oferta de um ensino em Direito sério e de qualidade”. Ophir [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4838&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#800000;">Selo OAB luta por uma educação </span></h1>
<h1 style="text-align:right;"><span style="color:#800000;">que atenda o mercado</span></h1>
<p style="text-align:right;">Por Álvaro Melo Filho</p>
<div>
<blockquote>
<p style="text-align:justify;">“O selo de qualidade é um compromisso histórico da OAB de levar à sociedade uma referência confiável e organizada sobre as instituições de ensino que se mostram compromissadas com a oferta de um ensino em Direito sério e de qualidade”.<br />
Ophir Cavalcante Junior</p>
</blockquote>
<p style="text-align:justify;">Sabe-se que qualquer avaliação institucional é tema inarredavelmente carregado de ranços, gerando contestações e resistências que, na órbita dos cursos jurídicos, ganham uma dimensão ainda maior, por força do natural instinto litigador e contestador, notadamente daquelas instituições jus-educacionais onde o foco é a quantidade de “clientes” (interesses econômicos), e não, a qualidade da aprendizagem jurídica (interesses educacionais). Ou seja, “não há preocupação com a qualidade, mas com a rentabilidade do ensino jurídico”, como incisivamente proclamou o ex-presidente Reginaldo de Castro que, durante sua gestão, criou e lançou, em 2001, o Programa OAB Recomenda.</p>
<p style="text-align:justify;">Aliás, desde a instituição do OAB Recomenda que outorga o Selo OAB de qualidade da educação jurídica, temos consciência de que este projeto é ousado e arriscado, e, jamais cessarão reações adversas e críticas falaciosas. Cabe pontuar, nesse passo, que as “pedras jogadas” contra o Selo OAB, partem de grupos de pessoas e instituições desnudadas de qualquer compromisso com uma educação jurídica de qualidade. São eles:</p>
<p style="text-align:justify;">— os que defendem interesses particulares, pouco importando se são cursos jurídico com poucos candidatos e baixa qualidade, atestando algumas vezes a promiscuidade ou concubinato entre o poder político educacional e os egoísticos interesses privados;</p>
<p style="text-align:justify;">— os que procuram desqualificar o Selo OAB para esconder o embuste jus-pedagógico dos cursos descomprometidos com a qualidade que levam o ensino do Direito à triste situação em que se encontram, como evidencia o “pornográfico” percentual de 88% de reprovados no Exame de Ordem 2010.3 que teve a participação de 106.855 formandos e bacharéis em direito.</p>
<p style="text-align:justify;">À evidência, os que vivem e se alimentam de críticas retóricas e subjetivas ao Selo OAB, movidos por interesses dos mais diversos matizes, certamente ignoram resultados da recente “tomografia computadorizada” da educação jurídica brasileira que revelam estarrecedores e impactantes números de uma realidade jus-educacional onde, progressiva e infelizmente, a quantidade sobrepuja a qualidade. Enquanto a China tem 987 cursos jurídicos para uma população em torno de 1 bilhão e 300 milhões, o Brasil, com 195 milhões de habitantes, já alcançou, desproporcionalmente, um total de 1.210 cursos de Direito. Adite-se, ainda, que só o Estado de São Paulo tem 253 cursos de Direito, enquanto em todos os Estados Unidos o contingente de Faculdades de Direito americanas é exatamente de 201 instituições. E mais, hoje são 694.731 alunos matriculados em cursos de Direito, o que corresponde a 10,9% do total de estudantes de todo o ensino superior do país. Outro número alarmante aponta que, atualmente, o Brasil está formando 87.523 profissionais do Direito por ano, o que significa 243 por dia, ou seja, surgem 10 novos bacharéis em Direito a cada hora.</p>
<p style="text-align:justify;">Esquecem os contumazes detratores do Selo OAB, e por via transversa, defensores da despudorada criação de cursos jurídicos, que o programa OAB Recomenda é resultante de um processo contínuo e objetivo de avaliação, sem dar margem a favorecimento desta ou daquela instituição. Nada obstante, cada edição gerará sempre críticas, às vezes em derredor dos critérios adotados, outras vezes sob o rótulo de injustiça cometida contra este ou aquele curso jurídico que não foi contemplado. Ou, parafraseando Maquiavel, o Selo OAB terá sempre por inimigos o expressivo contingente de cursos jurídicos que não figuram entre os aquinhoados, e, como tímidos defensores, os cursos portadores do Selo OAB que atuam como modelos eficazes de educação jurídica.</p>
<p style="text-align:justify;">De outra parte, dissipam-se e esboroam-se as críticas quando se constata que “o OAB Recomenda — não tem nem aspira a ter o sentido de um <em>ranking </em>de escolas ou cursos de direito. O objetivo é, apenas, o de indicar, no âmbito de cada unidade da federação, os cursos que, na quadra atual, estão a merecer o ‘selo de qualidade’. Entre esses, haverá, provavelmente, tal ou qual diferença de nível. Não foi nosso propósito, entretanto, medir ou dimensionar essas diferenças. Isso porque o programa não se preocupa com a excelência do ensino, mas, apenas, com a regularidade de desempenho, observada ao longo de certo período (OAB Recomenda, 2003, p. 12-3). Reforça esta posição as atualíssimas considerações do conselheiro federal Paulo Medina de que “outro propósito não há senão o de fazer do Selo OAB um instrumento por meio do qual, à luz de critérios objetivos, sejam destacados, no âmbito de cada unidade da Federação, aqueles cursos de Direito que, em dado momento, revelem melhores índices de aproveitamento, merecendo receber o selo de qualidade.</p>
<p style="text-align:justify;">“O programa não discrimina instituições, não elabora <em>rankings</em>, não classifica nem reprova cursos.” Sinale-se, ainda, que o programa não abre espaço, na dicção de Dalmo Dallari, “às instituições que são meras vendedoras de diplomas, preocupadas com os resultados econômicos, sem qualquer cuidado com a qualidade do ensino jurídico.&#8221; Em outras palavras, o Selo OAB, com lastro em critérios objetivos consistentes e sem fazer uso de juízos subjetivos de valoração, estimula às instituições a propiciar “uma educação jurídica ética, responsável, de qualidade, que promova a cidadania, favoreça a qualidade de vida e a dignidade de todos, plantando sementes e projetos educacionais bons e honestos para um país melhor”, na assertiva de Rodolfo Hans Geller, Presidente da Comissão Nacional de Educação Jurídica da OAB e da Comissão Especial do Selo OAB.</p>
<p style="text-align:justify;">É cediço que neste país onde “há carência de leis necessárias e excesso de leis desnecessárias” (Ripert) e que &#8220;fez o alforriado de ontem sair das senzalas da escravidão negra para as favelas da escravidão branca&#8221;, na contundente colocação de Paulo Bonavides, a única revolução possível e lógica no mundo de hoje é por meio da educação, inclusive jurídica. Por isso, é essencial que uma avaliação meritocrática motive o processo de qualificação do ensino jurídico, despida de qualquer propósito corporativo de reserva de mercado, cujo reconhecimento nacional opera-se pela via estreita e credibilizada do Selo OAB, a par do impacto positivo, reflexivo e construtivo que dissemina em todas as instituições jus-educacionais brasileiras, “sem um excesso de rigor e um excesso de indulgência”. Bem percuciente, nesse tocante, é a observação de Mauro Noleto:</p>
<p style="text-align:justify;">“A criação de mais um indicador da qualidade dos cursos jurídicos, o OAB recomenda, reforça o processo de reforma de ensino jurídico, porque deve servir para aprofundar efetiva implementação das diretrizes curriculares. Por outro lado, na medida em que haja sintonia entre essas diretrizes e o conteúdo programático dos exames que servem de base para recomendação da OAB — Exame de Ordem e Exames Nacional de Cursos-, esse novo indicador disponibiliza, para comunidade acadêmica e profissional, um mecanismo de acompanhamento da relação entre implantação das diretrizes e melhoria da qualidade da formação jurídica. E esse duplo aprimoramento, da qualidade do ensino, mas também da qualidade dos instrumentos de avaliação, já seria suficiente para justificar a adoção do OAB-Recomenda<em>.</em>”</p>
<p style="text-align:justify;">Nada obstante, muito se questiona sobre a competência legal da OAB para outorgar o Selo OAB, com o propósito de impedi-la de elaborar qualquer sistema de avaliação de cursos jurídicos fundada em indicadores de qualidade. Contudo, esta avaliação e outorga do selo de qualidade pela OAB não tem qualquer caráter vinculante nem peso nos processos de reconhecimento ou renovação de reconhecimento, atribuição privativa da SESu/MEC. E para derruir as críticas, tão irrazoáveis, quanto descabidas, destaca-se que:</p>
<p style="text-align:justify;">a) o ensino jurídico é serviço público e, como tal, não está infenso a qualquer juízo avaliativo, seja da sociedade, seja da OAB que a defende. Demais disso, os cursos de Direito contemplados com o selo de qualidade acabam impondo-se a si, e, a seus docentes e discentes um maior compromisso para continuar a gerar profissionais capazes de resolver os problemas cada vez mais complexos em tempos de incerteza da sociedade hodierna;</p>
<p style="text-align:justify;">b) note-se, que na ADI 3.026 (Rel. Min. Eros Grau), o STF sedimentou a tese de que “a Ordem é um serviço público independente, categoria ímpar no elenco das personalidades jurídicas existentes no direito brasileiro”, e ainda, que “não há ordem de relação ou dependência entre a OAB e qualquer órgão público”. De outro giro, não se pode olvidar a garantia legal expressa no art. 54, XV, da Lei n. 8.906/94, de que “compete ao Conselho Federal colaborar com o aperfeiçoamento dos cursos jurídicos”. Nessa perspectiva, afasta-se a mais mínima injuridicidade da OAB utilizar-se de critérios e métodos objetivos para  avaliar os cursos jurídicos. E, sem qualquer contorcionismo hermenêutico, infere-se que o Selo OAB enquadra-se como “medida de cunho meramente informativo, que, num ambiente democrático, pode legitimamente pautar a escolha de um estudante relativamente à instituição para cujas vagas pretende concorrer”, como proclamou o ministro Luiz Fux, em seu voto no RE 603.583, sobre a constitucionalidade do Exame de Ordem;</p>
<p style="text-align:justify;">Privar a OAB de apontar os cursos que lhe pareçam mais conceituados, fundada em critérios marcadamente objetivos, seria tolher o substrato de legitimidade democrática da OAB e o direito de livre manifestação constitucionalmente assegurado, sem deslembrar que até revistas, anualmente, divulgam <em>rankings</em> de cursos superiores, diversamente da OAB que não faz um <em>ranking</em>, mas sim um programa de mensuração da qualidade do ensino jurídico, sem malabarismos metodológicos e analíticos, donde ressai a evidente neutralidade avaliativa;</p>
<p style="text-align:justify;">A premiação aos cursos aquinhoados com o Selo OAB, além de reconhecer o direito à diferença no ensino jurídico ministrado é, primacialmente, indutora de sua qualidade que, na prática, implica em dar concretude ao dever legal da OAB de verificar a qualidade dos alunos egressos dos cursos jurídicos, “para que não se esqueça o passado, para que não despreze o futuro”, no dizer do Rui Barbosa;</p>
<p style="text-align:justify;">O Selo OAB exsurge da análise do desempenho dos alunos dos cursos de Direito nos Exame de Ordem e no ENADE, com o único intuito de aferir a qualidade do ensino jurídico das instituições jus-educacionais, constituindo-se, no dizer do professor de Direito e reitor da USP — João Grandino Rodas —, “num precioso instrumento para aumentar a evolução das Faculdades na busca da melhoria do ensino do Direito” compreendendo as atividades de ensino, pesquisa e extensão, que, fundadas em uma relação dialética entre teoria e prática, ensejem a vivência do real e das múltiplas dimensões em que se desdobra a realidade jurídica.</p>
<p style="text-align:justify;">Concebido para atuar como instrumento de incentivo à melhoria dos padrões de qualidade dos cursos de Direito, e, também, para que o ensino jurídico brasileiro deixe de ser uma grande fábrica de bacharéis e de mercantilização de sonhos, o Selo OAB perfaz, em dez anos, quatro edições, a saber:</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>ANO         N</strong><span style="text-decoration:underline;"><sup>o</sup></span><strong>  de Cursos                N</strong><span style="text-decoration:underline;"><sup>o</sup></span><strong> de Cursos          N</strong><span style="text-decoration:underline;"><sup>o</sup></span><strong>  de Cursos c/</strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>                    no país                         aval. OAB              Selo OAB </strong></p>
<p style="text-align:justify;"><strong>2001                 380                                 176                      52  (13%)</strong><br />
<strong>2003                 733                                 215                      60  (8%)</strong><br />
<strong>2007              1.046                                 322                      87  (8%) </strong><br />
<strong>2011              1.210                                 791                      90  (7%)</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Abra-se aqui um parêntesis para remarcar que a função do Selo OAB ganha relevância quando se verifica que a OAB, através da Comissão Nacional de Educação Jurídica, coerentemente, sempre se manteve atenta ao requisito de satisfação da necessidade social ou de qualidade diferenciada na análise dos cursos de Direito, examinando os projetos pedagógicos a partir de critérios de qualidade mínimos que justificassem a sua criação e implantação. Inobstante nossos pareceres denegatórios, as instâncias educacionais federais incumbidas de autorizar e reconhecer os cursos jurídicos perseguem metas de atendimento a expectativas abstratas de expansão quantitativa de vagas, na maioria das vezes fazendo tabula rasa da análise prévia dos padrões de qualidade ou de demanda social. Este afrouxamento ou vinculação a interesses inconfessados está retratado no aumento do número de cursos de Direito em quase 200%, na última década, tendo a OAB opinado, com parecer contrário, em 86% dos processos de autorização e reconhecimento, buscando tolher a “industrialização” e degradação da educação jurídica que tornam os alunos mais “clientes da certificação” do que “clientes de um ensino jurídico qualitativo”.</p>
<p style="text-align:justify;">Impende destacar que o OAB Recomenda, nas três primeiras versões, utilizou dados do Exame de Ordem (taxas de aprovação) e do Exame Nacional de Cursos (“Provão”), publicizando os cursos de Direito que melhor desempenharam seu papel durante cinco anos (na edição de 2001) e sopesaram três anos nas edições de 2004 e 2007.</p>
<p style="text-align:justify;">De modo simplificado, eis a metodologia aplicada (v. gráfico ao final) para chegar-se ao rol de cursos jurídicos agraciados com o Selo OAB na edição de 2011 do OAB Recomenda.</p>
<p style="text-align:justify;">Como pré-requisitos para habilitação ao Selo OAB exige-se do universo de 1.210 cursos jurídicos existentes terem participado dos três Exames de Ordem unificados (2010.2, 2010.3 e 2.011.1). Cumulativamente, impõe-se que em cada Exame de Ordem estejam inscritos, pelo menos, 20 ex-alunos oriundos do seu curso jurídico. Este último pré-requisito funciona como “cláusula de barreira” para evitar que, com somente dois alunos inscritos, onde ambos obtenham aprovação no Exame de Ordem, alcançarão o índice de 100%, ou então, ficarão com 0%, em caso de reprovação dos dois alunos. E nesta edição de 2011 somente 791 cursos jurídicos satisfizeram os pré-requisitos.</p>
<p style="text-align:justify;">Em seguida, a apuração envolveu os dois indicadores avaliativos objetivos escolhidos para aferir o resultado:</p>
<p style="text-align:justify;">— nota obtida no ENADE (2009), ao qual foi atribuído o peso 1;</p>
<p style="text-align:justify;">— média dos índices de aprovação dos Exames de Ordem unificados, realizados em 2010.2, 2010.3 e 2011.1, com peso 3.</p>
<p style="text-align:justify;">Registre-se que a atribuição de peso, antes inexistente, está atrelada a periodicidade dos instrumentos avaliativos — um (1) para o Enade e três (3) para os Exames de Ordem Unificados —, derruindo qualquer crítica de imputação arbitrária na fixação dos pesos. Adite-se, de outra parte, que a OAB concretiza parceria avaliativa com o MEC, ao acolher e sopesar o resultado do Enade, sem ficar jungida e adstrita aos resultados de seus Exames de Ordem.</p>
<p style="text-align:justify;">A etapa final do procedimento avaliativo do Selo OAB, sempre com lastro em critérios aferrados ao princípio da impessoalidade, vale dizer, pouco importando o desempenho dos entes de educação jurídica nas pretéritas nas edições do OAB Recomenda, fez nova triagem para não contemplar os cursos de Direito que:</p>
<p style="text-align:justify;">tiveram parecer desfavorável da Comissão Nacional de Educação Jurídica (CNEJ) nos processo de reconhecimento e renovação de reconhecimento; ou, estão submetidos ao regime de supervisão do MEC.</p>
<p style="text-align:justify;">A propósito da letra <strong>a</strong>, desde a primeira versão do OAB Recomenda, o <strong>parecer desfavorável</strong> da Comissão Nacional de Educação Jurídica é critério impeditivo à obtenção do Selo OAB, sobretudo por ser fruto de pormenorizada análise plurifacetária, com entrevistas e coleta de dados <em>in loco</em>.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto a letra <strong>b</strong>, igualmente inibe a outorga do Selo OAB o fato de estar o curso jurídico em <strong>processo de supervisão do MEC</strong>, vexatória situação por força do conceito baixo obtido no Enade, obrigando a instituição a firmar um Termo de Saneamento das Deficiências, assinalando-se um prazo para escoimá-las, sob pena de, se persistentes tais deficiências, reduzir-se o número de vagas ou até desativar o curso jurídico.</p>
<p style="text-align:justify;">Empós a tabulação dos dados referentes ao Enade e aos Exames de Ordem. Cada curso jurídico obtém uma nota final dentro de uma escala de variação de 0 a 7.25. E, aqueles que alcançaram nota final igual ou superior a 5,00 passaram a figurar nalista dos 90 cursos jurídicos contemplados com o Selo OAB, nesta quarta edição.</p>
<p style="text-align:justify;">É palmar que o Selo OAB, dotado de contornos específicos, tem grande repercussão e credibilidade junto às próprias instituições jus-educacionais e acatamento perante a sociedade, implica na exigência de refiná-lo cada vez mais, expungindo eventuais inconsistências detectadas nas versões anteriores, o que é essencial. E, sempre com supedâneo em critérios objetivos, elide-se qualquer julgamento subjetivo, colocando-se a margem de erro bem próximo a zero. E mais, constituindo-se num programa de premiação e não, de julgamento, repise-se, objetiva servir de referência para a sociedade, estabelecendo indicação de cursos jurídicos em cada Estado da Federação, não tendo, portanto, qualquer propósito de fazer uma classificação de abrangência nacional.</p>
<p style="text-align:justify;">Quanto ao Exame de Ordem, como critério para obtenção do Selo OAB, as restrições cingiam-se a variedade do nível de exigência e no grau de subjetividade intrínseca à diversificação da avaliação em cada Seccional da OAB, o que não permitia uma análise comparativa mais consistente entre as diferentes instituições educacionais, salvo no âmbito do próprio Estado. Com a crescente adesão de todas as Seccionais ao Exame de Ordem progressivamente unificado a partir de 2007, tem-se hoje uma aplicação uniforme em todo o território nacional, atualmente normatizada pelo Provimento 144/2011 do Conselho Federal da OAB que corrigiu a fragmentação e diversidade de conteúdos e procedimentos. Assim, sem a heterogeneidade regional, o Exame de Ordem passa a ser um instrumento ainda mais eficiente e confiável, não só de seleção de bacharéis aptos ao exercício da profissão, mas também de avaliação com vistas à outorga do Selo OAB de qualidade, permitindo a comparabilidade com lastro num rico arsenal de dados e correlações. E tudo isso é reforçado pelo fato de que o Exame de Ordem realiza-se três vezes por ano, ensejando uma atualização avaliativa permanente, o que não ocorre com o Enade, no caso dos cursos jurídicos, aplicado uma única vez a cada três anos.</p>
<p style="text-align:justify;">Induvidoso que a unificação nacional tornou o Exame de Ordem ainda mais valorizado e, consequentemente, o principal instrumento de permanente avaliação dos cursos jurídicos, ao possibilitar o exercício comparativo sobre uma base ainda mais segura e coerente, aliada ao prestígio e legitimidade de que desfruta a OAB, seja na sociedade, seja na comunidade acadêmica, o que faz do Exame de Ordem um instrumento vital para o diagnóstico avaliativo do OAB Recomenda.</p>
<p style="text-align:justify;">Averbe-se que o antigo “Provão”, utilizado nas três edições anteriores do Selo OAB, foi substituído desde 2006 pelo Enade que condensa elementos menos abrangentes e mais limitados. Com efeito, o “Provão” era um exame nacional e anual que albergava todos os alunos concluintes. Diversamente, do Enade tem uma periodicidade trienal e não inclui todos os alunos do curso ao selecionar para a prova os ingressantes (que tenham implementado entre 7% a 22% da carga horária total do curso) e, os concluintes (assim considerados os alunos que estejam com, pelo menos, 80% da carga horária implementada). De todo modo, isso não retira os méritos do ENADE onde as “<em>médias e os desvios-padrão das notas de interesse para cada curso são calculados considerando-se os pesos amostrais dos estudantes participantes</em>”. E, por se tratar de uma amostra representativa de cada IES — aplicada aos alunos ainda durante a realização do curso — permanece como indicador importante. Por isso mesmo, o Selo OAB, com a sistemática avaliativa calcada nos resultados do ENADE e do Exame de Ordem mostra-se, cada vez mais, uma outorga indicadora de qualidade da educação jurídica, estando seus critérios e metodologia depurados de subjetividade e de visão endógena da própria OAB, ao retratar, em nome da sociedade, os efeitos deletérios decorrentes da expansão desenfreada de cursos de Direito.</p>
<p style="text-align:justify;">Pondere-se, de outra perspectiva, que, comparativamente às exigências Exame de Ordem, o Enade tem um campo muito mais restrito e delimitado de conteúdos a serem aferidos. Com efeito, o Enade compõe-se de <strong>uma única prova</strong> com 85% de questões de múltipla escolha e 15% de questões discursivas. Por exemplo, no Enade 2009, o componente específico Direito albergou um total de:</p>
<p style="text-align:justify;">— 27 questões de múltipla escolha;</p>
<p style="text-align:justify;">— 3 questões discursivas.</p>
<p style="text-align:justify;">De outra feita, o Exame de Ordem desdobra-se em duas provas: <em>prova objetiva</em>, contendo atualmente 80 questões de múltipla escolha, sem consulta e de caráter eliminatório; prova prático-profissional, onde os examinadores avaliam o raciocínio jurídico, a fundamentação e sua consistência, a capacidade de interpretação e de exposição, a correção gramatical e a técnica profissional demonstrada em duas partes: redação de uma (1) peça profissional; quatro (4) questões práticas, sob a forma de situações-problema.</p>
<p style="text-align:justify;">Estes dados, por si só, são suficientes para atestar que, quantitativa e qualitativamente, o Exame de Ordem tem um espectro avaliativo flagrantemente mais abrangente e com especificidade bem maior que o Enade que, embora tenham propósitos diferentes, são instrumentos avaliativos convergentes na mensuração da qualidade da educação jurídica. Acresça-se, nesse diapasão, que as provas do Exame de Ordem, obrigatoriamente, compreendem os conteúdos previstos nos Eixos de Formação Fundamental e de Formação Profissional insculpidos nas diretrizes curriculares do curso de graduação em Direito instituídas pelo Conselho Nacional de Educação, o que reforça ainda mais seu uso como confiável e principal instrumento de mensuração e avaliação da qualidade do ensino jurídico ministrado.</p>
<p style="text-align:justify;">Cabe registrar que o Enade padece do mesmo defeito genético do “Provão”, pois o aluno para obter seu diploma precisa apenas comparecer e assinar a prova, sem qualquer obrigação de respondê-la, até porque não há nota mínima exigível. Nesse contexto, os cursos acabam reféns do desempenho do corpo discente, despidos de poderes para combater a “sabotagem”, o “boicote” e até a irresponsabilidade dos muitos alunos que entregam a prova em branco, ou, parcial e mecanicamente respondida. Ou seja, é visível o baixo compromisso dos alunos por seu desempenho no ENADE valendo-se da circunstância de que sua nota não será publicizada, não será consignada no seu histórico escolar, e, por pior que seja seu desempenho, não inibirá sua formatura, fragilizando, assim, este processo avaliativo. E, ao levar em conta o conceito obtido no Enade, a OAB dá um testemunho público de sua parceria com o MEC, ao utilizar e reforçar o Enade como instrumento relevante na avaliação da qualidade da educação jurídica.</p>
<p style="text-align:justify;">Impende não olvidar que o Selo OAB envolve vários instrumentos articulados, subsumidos e resumidos no parecer não vinculativo da CNEJ onde se sopesa todas as condições objetivas de oferta dos cursos coletadas por ocasião dos processos de autorização, reconhecimento e renovação de reconhecimento. Aqui, na maioria das vezes, ocorre visita de Comissão da OAB Seccional, quando foi averiguada a atuação docente, as instalações físicas e a organização pedagógica para identificar se o conteúdo programático ministrado está condizente com as diretrizes curriculares do CNE, bem como identificar de que maneira são abordados os conteúdos programáticos e como se efetiva a vinculação do ensino jurídico com as esferas da pesquisa e da extensão.</p>
<p style="text-align:justify;">Socorre-se, ainda, a CNEJ, com base na Instrução Normativa 1/2008, para emitir seu parecer, de entrevista ou interlocução direta, onde se mensura, em especial, o perfil do corpo docente (titulação, regime de trabalho, etc.) as instalações físicas (salas, laboratório de informática jurídica, etc.), o projeto pedagógico, o Núcleo Docente Estruturante, o Núcleo de Prática Jurídica, o acervo bibliográfico, as Atividades Complementares, os projetos e linhas de pesquisa de pesquisa e as concretas atividades de extensão, a sistemática da Monografia de Conclusão do Curso Jurídico, a publicação de revistas ou periódicos do curso jurídico e a fixação do perfil de profissionais do Direito que a IES pretende formar. E, do conjunto destes indicadores, promana o DNA educacional ou a “impressão digital” de qualidade do curso avaliado.</p>
<p style="text-align:justify;">Insta repontar, mais uma vez, para não deixar qualquer réstia de dúvidas, que a concessão do Selo OAB exsurge da conjuminação de critérios puramente objetivos e não arbitrários — Índice de Aprovação nos Exames de Ordem unificados+ Enade —, sem lançar mão de malabarismos metodológicos ou estatísticos. Ou seja, o conceito final habilita, ou não, a instituição de ensino do Direito a obter o selo de qualidade da OAB, num procedimento sem espaço para prevenções, alquimias ou artifícios enganadores, elidindo qualquer indicador subjetivo na certificação da qualidade do curso jurídico avaliado, pois, caso contrário, poria em risco a credibilidade do processo de avaliação e da própria OAB.</p>
<p style="text-align:justify;">Adite-se que o Enade e o Exame de Ordem — instrumentos principais para outorga do Selo OAB — também avaliam, por via indireta, se nos cursos jurídicos os docentes estão a adotar metodologias jus-educacionais ativas, participativas e contextualizadas, porquanto um grande desafio é que docentes e discentes substituam o conforto de posições jurídicas conhecidas e sedimentadas para ousar, com criatividade, temas e espaços não desbravados. Com efeito, é visível que as aulas de Direito não podem mais continuar a serem a mera reprodução de textos legais, em derredor dos quais repontam-se retóricos comentários doutrinários  ou apontam-se decisões judiciais, pois, como destaca Rubens Alves, não compete ao professor voar pelo aluno, mas mediar a busca do aluno pelo seu próprio modo de voar.</p>
<p style="text-align:justify;">Destacou Rui Barbosa, em famoso improviso, que <em>“uns plantam a semente da couve para o prato de amanhã; outros a semente do carvalho para o abrigo do futuro. Aqueles cavam para si mesmos. Estes lavram para o seu país</em>.” Exatamente com esta perspectiva de premiar os entes jus-educacionais que plantam <em>semente de carvalho</em> nos cursos jurídicos o OAB Recomenda foi modelado com dois objetivos primaciais:</p>
<p style="text-align:justify;">Publicizar que não se deve dar autorização e/ou reconhecimento aos cursos de Direito onde tem “habitat” um ensino jurídico precário, mediocrizado e gerador de formandos “mutilados” ou em “estado de indigência jurídica”, produzidos em escala industrial e que só causam o descrédito da Justiça como instituição e o desapreço social dos profissionais do Direito;</p>
<p style="text-align:justify;">Transfundir-se, no dizer do ex-presidente da OAB Cézar Britto, em um “<em>aferidor confiável da qualidade do ensino jurídico brasileiro</em>”, tanto para motivar a formação de profissionais na área jurídica dotados de raciocínios lógico e jurídico e com perfil interdisciplinar, teórico, crítico-emancipador e prático, quanto para diminuir a distância entre o prometido e o concretizado pelos cursos nos projetos pedagógicos.</p>
<p style="text-align:justify;">Não se afigura despiciendo aditar que, se de um lado, o Selo OAB tem em mira servir como elemento de referência e orientação da sociedade, de outro, busca mensurar a regularidade e a eficiência dos cursos jurídicos durante o triênio de avaliação, ou seja, repontando onde estão acesas as luzes em meio ao “apagão” educacional-qualitativo que assola boa parte dos cursos jurídicos no Brasil. Realce-se, aqui, o “efeito mobilizador” do Selo OAB para fomentar permanentes <em>best practices</em> na educação jurídica, especialmente na escolha do quadro docente e coordenadores com titulação de mestre ou doutor e supressão do regime de trabalho horista, na melhoria das instalações físicas e acadêmicas, na limitação do número de alunos em sala de aula, na forma de organização e implementação das questões jus-pedagógicas e em atividades como iniciação científica, monitoria, projetos de pesquisa e de extensão, estágios ofertados, visitas técnicas, no incentivo à produção acadêmica, etc., ao invés de ações momentâneas, incipientes, aparentes ou “falsas inovações” sob a retórica de qualidade, como alertou a Maria Paula Dallari Bucci, então dirigente da SESu/MEC, para quem “o problema não está na quantidade, e sim na qualidade”.</p>
<p style="text-align:justify;">Esta qualidade, aliás, fica comprometida, quando se constata que a maioria dos 1.210 cursos jurídicos hoje existentes, com raras exceções, reproduzem um modelo marcadamente homogêneo, assentado em uma insistente tradição legalista, agravada, ainda, pela omissão dos projetos pedagógicos que sequer explicitam que tipo de aluno quer e que estilo de profissional do Direito pretende formar. E isso ganha uma “contribuição de pioria” em razão da persistência de uma pedagogia jurídica vigorante onde, no dizer de Joaquim Falcão, “o estudante não é convidado a criticar, muito menos a “criar” outros valores jurídicos”. Ou, na expressão de C. Menegatti “onde o espírito crítico é desvalorizado em prol de um ensino dogmático, onde se privilegia e proliferam os relatos descritivos do direito positivo”.</p>
<p style="text-align:justify;">Remarque-se, ainda, que o Selo OAB desempenha um papel importante na consolidação simbólica e formal de parâmetros e de elementos balizadores para avaliação do ensino jurídico cuja deficiência é fato notório, funcionando como um termômetro e transcendendo à paranóia da competição predatória e mercadológica dos cursos jurídicos. Por sinal, quando do recente julgamento pelo Supremo Tribunal Federal que, unanimemente, reconheceu a constitucionalidade e eficiência prático-avaliativa do Exame de Ordem, o relator ministro Marco Aurélio criticou, sem subterfúgios, a “permissividade com que se consegue abrir cursos de Direito de baixo custo, pois restritos a “cuspe e giz”, realçando, ainda, que “<em>vende-se sonhos e entregam-se pesadelos</em>”, ou seja, não raro a alegria da formatura transmuda-se em drama pessoal do bacharel em Direito para ingressar na vida profissional.</p>
<p style="text-align:justify;">É exatamente a partir de tais evidências incontestáveis e do voto indiscrepante do ilustre e ilustrado ministro relator, referendado por todos os seus pares do STF, que o Selo OAB entra com sua lógica implícita e seu protagonismo indutor da elevação da qualidade dos cursos jurídicos. Significa dizer, o Selo OAB motiva desencadear gestões reconstrutivas, ações concretas e alterações significativas, sem falácias e disfarces semânticos, de modo a “<em>ir além dos limites do molde curricular</em>” e a “<em>revirar a práxis didática</em>”, elidindo o mau vezo pedagógico-mercantil de  cursos jurídicos que funcionam como “linha de montagem” ao entregar, a baixo custo, o Direito como um “produto acabado”. Nesse diapasão, se as disciplinas e matérias do campo jurídico não derem lugar a conteúdos curriculares inseridos e articulados em diversificados eixos do projeto jus-pedagógico, ou, se o professor (retransmissor) se limita a “dar” e o aluno (depositário) a “receber”, sendo avaliado tão apenas pela capacidade de “devolver” ou pela aptidão de “reproduzir” o conteúdo jurídico “armazenado” na memória, será impossível fazer com que o ensino jurídico qualitativo deixe de ser um sonho para converter-se em realidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Repare-se, por imperativo, que cursos jurídicos com Selo OAB servem como referência por terem índices satisfatórios e compromisso com a qualidade da educação jurídica. Isso os distingue das muitas autorizadas ou reconhecidas “officinas de sophistas que enchem o paiz todos os annos de rabulas e chicanistas” (Alberto Salles) ou “fábricas de bacharéis” responsáveis pela produção de formandos “fazedores de petições” de quarta e quinta categorias, vítimas da mercantilizada promessa de ascensão social pela obtenção de um diploma de Direito. Neste contexto, traga-se à colação a sempre atualizada advertência de Levi Carneiro, de que “as escolas superiores de Direito e o foro são vasos comunicantes. O descalabro do ensino jurídico repercute no foro; a anarquia forense reflete-se no ensino jurídico.”</p>
<p style="text-align:justify;">Insta pontuar, ainda, que o “canudo” obtido em instituição onde o ensino jurídico é meramente informativo, reprodutor e superficial, na prática, não trará aos concludentes qualquer proveito profissional, porque geradora, salvo exceções, de “bacharel sem perspectivas, aético, frustrado”, ou seja, pseudo-profissionais em “estado de indigência jurídica”, sem sonhos, sem conhecimento e sem horizonte profissional. Significa dizer que a <em>exemplaridade</em> dos cursos de Direito, num cenário de frágil e fragmentada qualidade jus-pedagógica, onde o Direito é “visualizado exclusivamente como direito posto, e não como uma <em>praxis</em> social”, ou ainda, como mero regulador de condutas, fatos e situações, coloca os cursos jurídicos qualitativos num patamar superior e inconfundível com as tabernas comercializadoras de um ensino jurídico jungido apenas ao <em>animus lucrandi</em>. E mais, acabam por materializar o “conto do vigário educacional” com dissimulações, artifícios e falácias jus-educacionais que apenas adiam frustrações profissionais de muitos dos futuros bacharéis em Direito.</p>
<p style="text-align:justify;">Sem embargo dessas situações extremas, observe-se que o Selo OAB categoriza-se como “o instrumento que criou condições para que cada curso jurídico refletisse sobre sua função social (diálogo com a realidade contextual em que se inseria), suas experiências através dos outros cursos (o diálogo pela diferença e pelas referências comuns) e sobre as relações que definem o processo de ensino/aprendizagem (diálogo consigo mesmo)”. Com esta concepção, o Selo OAB é importante instrumento avaliativo para que se possa repensar o ensino jurídico criando um terreno fértil para refletir sobre o universo de vetores que incidem sobre o seu padrão de qualidade. Nesse contexto, nada obstante não possam voltar atrás e mudar o ontem, os cursos jurídicos podem descortinar uma visão prospectiva em relação aos seus limites, possibilidades e desdobramentos, estimulando buscar-se “aquilo que pode ser real no futuro” (Haberle), substituindo retrocessos por avanços na revitalização de espaços que construam mais pontes do que muros entre docentes e discentes do Direito, além de catalisar projetos político-pedagógicos de qualidade jus-educacional.</p>
<p style="text-align:justify;">Extrai-se, então, que o Selo OAB exercita uma típica função promocional ou premial, ao mesmo tempo em que se transfigura em fonte de motivação para os cursos jurídicos adotarem atitudes inovadoras que exigem a coragem de ultrapassar o instituído e de arriscar-se no desconhecido. Sob outra ótica, robustece aos entes educacionais que queiram, na substância e no processo, operacionalizar um ensino jurídico de qualidade, sem deficiências estruturais, sem currículos e métodos pedagógicos desfuncionalizados, vale dizer, sem os vícios que infirmem a “garantia do padrão de qualidade” (CF, art. 206, VII). E mais, por via transversa, acaba sendo obstáculo ou uma alerta aos falseados cursos jurídicos que se restringem a formar limitados memorizadores e operadores do direito vigente, regra geral órfãos de densidade teórica, carentes de capacidade de raciocínio jurídico, despreparados para as polêmicas jurídicas que lançam as sementes das transformações, refratários às controvérsias que fazem o Direito nascer e renascer, a par de despidos de qualquer espírito crítico, em suma, incapazes de pensar o próprio Direito. Vale dizer, o Selo OAB com coragem e frontalidade confere direção e emulação aos cursos jurídicos no jogo dos compromissos, responsabilidades e significações da vigorante realidade jus-educacional, tornando-se um “instrumento do reconhecimento dos caminhos percorridos e da identificação dos caminhos a serem perseguidos&#8221; (Luckesi), com vistas a motivar o sonho e a fomentar a “esperança presente nas coisas futuras” da educação jurídica brasileira.</p>
<p style="text-align:justify;">Nesse passo, cabe alertar que não podemos cometer o auto-engano de entregar o ensino jurídico de graduação à tecnologia e à educação à distância, porque implica em dar um processamento industrial à educação jurídica. Com efeito, tal estratégia transforma os alunos em produtos acabados, a partir de matrizes de forma e conteúdo pré-estabelecidas, esquecendo-se que as concepções e valores jurídicos são plasmados na vivência presencial e correm o risco de serem deformados na realidade virtual.</p>
<p style="text-align:justify;">Impende aditar, de outra feita, que o Selo OABsimboliza os resultados aferidos, em cada edição, no programa OAB Recomenda. Aliás, esta expressão ‘recomenda”, por via transversa, de algum modo, transfere uma carga desvalorativa ou até depreciativa aos cursos jurídicos não integrantes da lista de recomendados, o que nunca foi, nem é, a filosofia e o <em>animus </em>da OAB. Nessa diretriz, sem a intenção de fazer retórica, talvez seja salutar, em edições futuras, alterar a nomenclatura para Selo OAB, com vista a prevenir o uso distorcidamente mercantil e propagandista de que se trata de curso jurídico “recomendado” pela OAB, fato já comprovado, em alguns casos, fruto de ações de marketing de instituições ávidas em ampliar sua clientela jus-educacional.  Com efeito, ao meu sentir, o “batismo” OAB Recomenda, com o tempo esgarçou-se e mostrou que não é o melhor ou o mais preciso, pois os cursos ausentes da listagem da OAB, ou seja, os “despossuídos” ou “excluídos” do Selo de qualidade, ficam com a sensação de “desrecomendados”, de “excomungados” ou de vítimas de <em>apartheid</em> jus-educacional por não ter atingido a qualidade desejável. Ademais, a simples designação de Selo OAB torna-se mais direta e expressiva, talvez até uma espécie de ISO da educação jurídica, para retratar um programa simbólico, ético, valorativo, provocativo e instigante que, longe de ser um <em>ranking</em> ao exercer mais um diagnóstico e menos uma classificação, incorpora a concepção de que a dignificação e a sedimentação da confiança no Direito transitam obrigatoriamente pela credibilidade e satisfação dos parâmetros que a comunidade acadêmica e profissional elencou e vinculou a padrões de qualidade.</p>
<p style="text-align:justify;">Reitere-se e insista-se que não há no Selo OAB o mais mínimo propósito de enodoar, macular e nem muito menos “punir”, sequer sub-repticiamente, as IES jurídicas não contempladas nesse “<em>juízo qualificado de acreditamento</em>”. Sobreleva repetir que o OAB Recomenda (Selo OAB) é um programa que se encaixa na missão da OAB de “<em>colaborar com o aperfeiçoamento dos cursos jurídicos” </em>(art. 54, XV, da Lei n. 8.906/94<em>), </em>despido de qualquer critério discricionário e avesso ao uso de instrumento avaliativo subjetivo.  Significa dizer que não se tem o <em>animus</em> de desqualificar os cursos de Direito não integrantes ou ausentes da lista, e sim, de estimular os entes jus-educacionais que ficaram de fora a integrar o próximo elenco de beneficiários do Selo OAB, até porque não há percentual ou número pré-definido ou limitado de cursos jurídicos destacados em cada edição. De rigor, o fato de um curso jurídico não haver obtido o Selo OAB não significa que, necessariamente, categorizam-se dentre aqueles adstritos à multiplicação de discentes reprodutores do discurso legal oficial e clones da visão jurídica subjetiva de seus professores, ou seja, formam bacharéis que são meros processadores e regurgitadores do conhecimento jurídico acumulado e memorizado. Mas, com certeza, os cursos jurídicos não portadores do Selo OAB formam discentes que, na sua maioria, restringem-se a memorizar meia dúzia de leis ou a centrar-se tão apenas na análise legalista e burocrática dos códigos, mas inabilitados para interpretar as estruturas sócio-econômicas e o contexto político onde incidirá o vigente ordenamento jurídico. Ou seja, quadram-se dentre aqueles que, sem uma visão prospectiva, buscam apenas respostas prontas e acabadas para todas as questões jurídicas,  que os colocam, de algum modo, como permissionários do “amordaçamento do Direito às verdades preestabelecidas”. Por isso, nas instituições de educação jurídica onde não há <em>habitat</em> para a participação crítico-construtiva dos alunos e onde não se pratica a relação dialógica entre docentes/discentes na resignificação normativa e jurisprudencial e na decodificação dos desafios do mundo jurídico, dificilmente haverá espaço para venham a ostentar o Selo OAB.</p>
<p style="text-align:justify;">Por outro prisma, o Selo concedido pela OAB não está jungido apenas ao conceito de excelência, mas de regularidade de desempenho com qualidade mínima que justifique a conceituação atribuída, ou seja, constituindo-se num respeitável e respeitado selo de referência de qualidade, credibilizando os cursos jurídicos agraciados aos olhos da sociedade. Nesse diapasão, o Selo OAB está desvestido de qualquer interesse de estimular um duelo jus-educacional, e, sua aplicação, não tem qualquer “sentido maniqueísta, não pretendendo, pois, contrapor cursos bons a outros supostamente maus”.</p>
<p style="text-align:justify;">Outrossim, a partir da concepção de que “não é real a realidade que conhecemos, mas também a de que necessitamos” (Eduardo Galeano), o Selo OAB representa um prêmio, um destaque e um reconhecimento público a cada um dos cursos de Direito que apresentem melhores índices de qualidade no ensino e aprendizagem de conteúdos jurídicos, dando um contributo para instigar e sedimentar o compromisso com a qualidade e a evolução inteligente da educação jurídica na busca permanente de um patamar de excelência. Estamos hoje diante de estratégias enganosas e precariedades dos cursos jurídicos por falta de elaboração e execução de qualitativos projetos político-pedagógicos, onde as “idéias novas não passam de roupagens também novas para fórmulas sempre antigas”.</p>
<p style="text-align:justify;">E, neste cenário, não se pode conferir o Selo OAB aos cursos jurídicos que se cingem às cosméticas correções de deficiências ou às meras operações de maquiagem na educação jurídica brasileira, num processo que atribui título a profissionais com “rasa profundeza” jurídica, atingindo todo o espectro da Justiça, e, repercutindo no próprio conceito de cidadania e de democracia. A propósito, o ex-presidente da OAB Roberto Busato é mais explícito: “Em regra, há imensa desproporção entre o que recomendamos (Selo OAB) e o que o governo aprova. Somos bem mais restritivos. E a razão é simples: temos compromisso estatutário com a qualidade da prestação jurisdicional no país. E sabemos que há relação direta entre as duas coisas: qualidade do ensino jurídico e qualidade da justiça.”</p>
<p style="text-align:justify;">Destaque-se, por imperioso, que o Selo OAB integra o arsenal da entidade nacional de advogados na luta em prol de uma educação jurídica que cristaliza uma sólida base humanística e propicia ao aluno competências e habilidades profissionais ajustadas às crescentes exigências e desafiadoras demandas da realidade do mercado jurídico. À evidência, o Selo OAB é destinado às instituições que ensinamdireito o Direito, tornando seus egressos escultores do próprio cérebro, habilitados a “pensar juridicamente”, fruto de uma jus-pedagogia bem mais participativa e bem menos autista, propiciando credibilidade e segurança jurídico-metodológica na ministração de disciplinas insculpidas nos eixos de formação geral, profissional e prática dos cursos de Direito.</p>
<p style="text-align:justify;">Em suma, nestes “tempos de tormenta e de vento esquivo” da educação jurídica, onde nem sempre vivemos de sonhos que se realizam, mas sempre viveremos de realidades que nunca sonhamos, a <em>raison d’être</em> do Selo OAB — premiação simbólica que serve de referência e sinalização qualitativa de cursos jurídicos para a sociedade — é motivar e induzir as IES a propiciar uma educação jurídica qualitativa que possa “transformar as utopias em topias” e gerar impacto positivo no próprio conceito de cidadania, construindo e sedimentando, diuturnamente, o Estado Democrático de Direito e de Justiça, até porque de nada vale o Direito sem Justiça. </p>
</div>
<p style="text-align:justify;">Álvaro Melo Filho é professor de Direito, advogado e membro das Comissões de Educação Jurídica e do Selo OAB do Conselho Federal da OAB.</p>
<p style="text-align:justify;">FONTE: CONJUR</p>
<br />Filed under: <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/concursos/'>Concursos</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/concursos/exame-de-ordem/'>Exame de Ordem</a>  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4838/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4838&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>EXAME DE ORDEM É CONSTITUCIONAL DIZ OAB DF</title>
		<link>http://washingtonbarbosa.com/2011/08/17/exame-de-ordem-e-constitucional-diz-oab-df/</link>
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		<pubDate>Wed, 17 Aug 2011 13:10:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Advogados]]></category>
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		<description><![CDATA[OAB-DF elabora parecer sobre a constitucionalidade do Exame de Ordem  O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal, Francisco Caputo, e a Comissão de Assuntos Constitucionais apresentaram ao presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante, parecer sobre reafirmando a constitucionalidade do Exame. De acordo com o documento, &#8220;o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4762&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:right;">OAB-DF elabora parecer sobre a</h1>
<h1 style="text-align:right;">constitucionalidade do Exame de Ordem</h1>
<div>
<p style="text-align:justify;"> O presidente da Seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Distrito Federal, Francisco Caputo, e a Comissão de Assuntos Constitucionais apresentaram ao presidente do Conselho Federal da OAB, Ophir Cavalcante, parecer sobre reafirmando a constitucionalidade do Exame. De acordo com o documento, &#8220;o Exame para ingresso nos quadros da OAB não viola a Constituição Federal de 1988 estando seu fundamento de validade em norma legal que simplesmente dá efeito a dispositivo constitucional de eficácia contida&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Para Ophir Cavalcante, trata-se de um trabalho que ajuda a cidadania no Brasil. &#8220;O Exame de Ordem é realizado em favor do cidadão, não da advocacia em geral&#8221;. A análise entregue pela OAB-DF será encaminhada ao Supremo Tribunal Federal em conjunto com outros pareceres, no sentido de dar mais subsídios aos ministros quando forem apreciar a matéria.</p>
<p>(C<a href="http://www.oabdf.org.br/sites/1600/1678/00006892.pdf">lique aqui</a>) e confira o parecer na íntegra.</p>
<p style="text-align:justify;">FONTE: OAB</p>
</div>
<br />Filed under: <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/concursos/'>Concursos</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/concursos/exame-de-ordem/'>Exame de Ordem</a> Tagged: <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/advogados/'>Advogados</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/concursos/'>Concursos</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/exame-de-ordem/'>Exame de Ordem</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/oab/'>OAB</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/stf/'>STF</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4762/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4762/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4762/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4762&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>SÃO PAULO APOIA EXAME DE ORDEM</title>
		<link>http://washingtonbarbosa.com/2011/08/12/sao-paulo-apoia-exame-de-ordem/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Aug 2011 14:20:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concursos]]></category>
		<category><![CDATA[Exame de Ordem]]></category>
		<category><![CDATA[OAB]]></category>
		<category><![CDATA[SÃO PAULO]]></category>
		<category><![CDATA[UNIVERSIDADES]]></category>

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		<description><![CDATA[  O EXAME DA OAB É DEFENDIDO PELAS  UNIVERSIDADES DE SÃO PAULO   Por Alessandro Cristo   As principais faculdades de Direito do estado de São Paulo se alinharam à Ordem dos Advogados do Brasil na defesa do Exame de Ordem. Em manifesto assinado no início do mês, os diretores das instituições na PUC-SP, USP, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4759&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<h1 style="text-align:right;">O EXAME DA OAB É DEFENDIDO PELAS</h1>
<h1 style="text-align:right;"> UNIVERSIDADES DE SÃO PAULO</h1>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:right;">Por Alessandro Cristo</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">
<p style="text-align:justify;">As principais faculdades de Direito do estado de São Paulo se alinharam à Ordem dos Advogados do Brasil na defesa do Exame de Ordem. Em <a href="http://s.conjur.com.br/dl/manifesto-principais-faculdades-direito.pdf" target="_blank">manifesto</a> assinado no início do mês, os diretores das instituições na PUC-SP, USP, Mackenzie, FGV, São Bernardo do Campo e São Judas Tadeu afirmaram ratificar &#8220;irrestrito apoio à realização do Exame de Ordem pelo Conselho Federal da OAB, que deve ser feito com toda a qualidade e rigor necessários&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">Os destinatários do recado são o Legislativo e o Judiciário, que analisam questionamentos à avaliação feita pela OAB para ingresso na advocacia. A Ordem atribui à prova &#8220;a defesa da qualidade do ensino jurídico no país&#8221;, como afirmou o presidente da seccional paulista da entidade, Luiz Flávio Borges D’Urso, em <a href="http://www.conjur.com.br/2011-ago-10/otimista-advocacia-enfrenta-desafios-vislumbra-futuro" target="_blank">artigo</a> publicado nesta quarta-feira (10/8) pela <strong>ConJur</strong>.</p>
<p style="text-align:justify;">Assinam o documento os professores Marcelo Figueiredo (PUC-SP), Antônio Magalhães Gomes Filho (USP), Nuncio Theophilo Neto (Mackenzie), Oscar Vilhena Vieira (FGV-SP), Marcelo José Ladeira Mauad (FDSBC) e Fernando Herren Aguilar (USJT).</p>
<p style="text-align:justify;">Para eles, além de avaliar a capacidade dos candidatos a advogados, o Exame de Ordem também põe à prova &#8220;a qualidade das próprias faculdades&#8221;. O argumento vai de encontro ao defendido por organizações como o Movimento Nacional dos Bacharéis em Direito (MNDB), de que os cursos de Direito deveriam formar advogados, assim como as faculdades de Medicina ou Engenharia colocam médicos e engenheiros já habilitados no mercado, sem a necessidade de qualquer avaliação.</p>
<p style="text-align:justify;">A nota ainda desqualifica o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) — aplicado pelo Ministério da Educação para medir a qualidade do ensino superior — como forma de avaliar os alunos de Direito. O exame, na opinião dos diretores, é &#8220;sabidamente desprestigiado pelos estudantes&#8221;, o que prejudica a credibilidade dos seus resultados. Para eles, o Enade fiscaliza o ensino superior, mas não a profissão da advocacia, o que cabe à OAB. Os professores afirmam ainda que a prova protege os cidadãos e seus direitos, &#8220;que só poderiam ser confiados a profissionais tecnicamente qualificados&#8221;.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;Qualquer postura contrária ao Exame, sem dúvida, olvida a norma constitucional que qualifica a advocacia como função essencial à Justiça, ao lado das demais carreiras jurídicas, todas, sem exceção, acessíveis por intermédio de rigoroso processo seletivo ou de concurso público de provas e títulos&#8221;, diz o documento, assinado no dia 3 de agosto.</p>
<p style="text-align:justify;">Em <a href="http://www.conjur.com.br/2011-jul-17/entrevista-joao-grandino-rodas-advogado-reitor-usp">entrevista</a> à <strong>ConJur</strong> publicada em julho, o reitor da USP João Grandino Rodas já se manifestava a favor da avaliação. &#8220;Não sou fã irreversível do Exame do Ordem. No entanto, na atual conjuntura, ela serve como uma porteira mínima. Nós temos um número grande de bacharéis em Direito que não sabem ler ou escrever&#8221;, disse. A USP teve uma reprovação de 37% no último Exame. </p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Apertado no córner<br />
</strong>O Exame é contestado no Supremo Tribunal Federal pelo Recurso Extraordinário 603.583, ajuizado por um estudante. Em <a href="http://www.conjur.com.br/2011-jul-21/parecer-mpf-sustenta-exame-ordem-inconstitucional">parecer</a> do subprocurador-geral da República Rodrigo Janot Monteiro de Barros, a Procuradoria-Geral da República opinou pela inconstitucionalidade da prova como única forma de se conceder inscrição profissional. O caso, sob relatoria do ministro Marco Aurélio, teve a repercussão geral reconhecida, mas ainda não tem data para entrar na pauta da corte.</p>
<p style="text-align:justify;">Em <a href="http://www.conjur.com.br/2011-jul-28/jose-eduardo-cardozo-considera-constitucional-exame-ordem">entrevista</a> concedida no mês passado, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, se mostrou favorável ao Exame. &#8220;Não vejo problema nenhum de a lei estabelecer certos tipos de critérios de aferição para o exercício de uma profissão em que é necessário um mínimo de habilitação técnica para bem desenvolvê-la&#8221;, afirmou.</p>
<p style="text-align:justify;">A Câmara dos Deputados discute o fim da obrigatoriedade do Exame como forma de ingresso. Em maio, a Comissão de Educação e Cultura organizou <a href="http://www.conjur.com.br/2011-mai-12/exame-ordem-destroi-familias-afirmam-bachareis-direito">audiência pública</a>, que ouviu opiniões contra e a favor. A audiência foi feita a pedido dos deputados Domingos Dutra (PT-MA) e Antonio Carlos Biff (PT-MS). Em defesa do Exame, falou o secretário-geral do Conselho Federal da Ordem, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, que esteve na audiência acompanhado do tesoureiro da OAB, Miguel Cançado, e do assessor legislativo Maurício Neves. Contra, foram representantes de diversas entidades mais ou menos conhecidas, como o MNBD, a Ordem dos Acadêmicos e Bacharéis em Direito do Brasil (OABB), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e o Movimento Democrático Estudantil (MDE).</p>
<p style="text-align:justify;">O <a href="http://s.conjur.com.br/dl/pl-12842011.pdf">Projeto de Lei 1.284/11</a>, de autoria do deputado federal Jorge Pinheiro (PRB-GO), já propõe que a OAB seja obrigada a cuidar da elaboração, aplicação e correção do Exame de Ordem em parceria com o Ministério Público, a Defensoria Pública e entidades que representam bacharéis em Direito.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Carreira no funil<br />
</strong>Dados do <em><a href="http://www.portalexamedeordem.com.br/">Portal Exame de Ordem</a></em>, um dos mais respeitados sites que se dedica à discussão do tema, revelam que o número de inscritos no exame nos últimos três anos cresceu muito mais do que o de candidatos aprovados. No primeiro exame de 2008, por exemplo, foram 39.357 inscritos. Do total, 11.063 foram aprovados (29%). Já o segundo exame de 2010 teve 106.041 inscritos e 16.974 aprovados (16%). Apesar de a aprovação ter crescido substancialmente em números absolutos, o percentual caiu muito.</p>
<p style="text-align:justify;">Resultados da última prova aplicada no primeiro semestre <a href="http://www.conjur.com.br/2011-jul-05/faculdades-publicas-melhor-desempenho-exame-ordem">mostram</a> que, das 20 instituições que mais aprovaram em termos proporcionais no último exame, 19 são públicas. Por outro lado, as faculdades privadas são as que hoje mais colocam profissionais da advocacia no mercado. No ranking das 20 faculdades que mais aprovaram em números absolutos, os cinco primeiros lugares são ocupados por instituições particulares.</p>
<p style="text-align:justify;">Ao todo, bacharéis de 747 das 1.174 faculdades de Direito se submeteram às provas. No total, prestaram o exame 104.126 alunos formados ou que estudam no último ano do curso de Direito. Apenas 12.534 se tornaram advogados, o que representa um índice recorde de desaprovação de 88%.</p>
<p style="text-align:justify;"><strong>Clique</strong> <a href="http://s.conjur.com.br/dl/manifesto-principais-faculdades-direito.pdf" target="_blank"><strong>aqui</strong></a><strong> para ler o manifesto.</strong></p>
</div>
<p style="text-align:justify;"><a href="mailto:alessandro%40consultorjuridico.com.br">Alessandro Cristo</a> é editor da revista <strong>Consultor Jurídico</strong></p>
<p style="text-align:justify;">Revista <strong>Consultor Jurídico</strong></p>
<br />Filed under: <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/concursos/'>Concursos</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/concursos/exame-de-ordem/'>Exame de Ordem</a> Tagged: <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/concursos/'>Concursos</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/exame-de-ordem/'>Exame de Ordem</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/oab/'>OAB</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/sao-paulo/'>SÃO PAULO</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/universidades/'>UNIVERSIDADES</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4759/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4759/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4759/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4759&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>OAB, EXAME DE ORDEM E AS UNIVERSIDADES</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Aug 2011 13:32:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concursos]]></category>
		<category><![CDATA[Exame de Ordem]]></category>
		<category><![CDATA[direito]]></category>
		<category><![CDATA[OAB]]></category>
		<category><![CDATA[UNIVERSIDADES]]></category>

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		<description><![CDATA[  A forma de Estudar o Direito tem de Mudar Por Gleibi Pretti   O índice de reprovação no Exame da Ordem vem apresentando-se bastante elevado nos últimos tempos. De quem é a culpa? Dos estudantes, faculdades, OAB ou da sociedade? Essa resposta será dada por você mesmo no final desse singelo texto. Nos últimos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4755&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<h1 style="text-align:right;">A forma de Estudar o Direito tem de Mudar</h1>
<p style="text-align:right;">Por Gleibi Pretti</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">O índice de reprovação no Exame da Ordem vem apresentando-se bastante elevado nos últimos tempos. De quem é a culpa? Dos estudantes, faculdades, OAB ou da sociedade? Essa resposta será dada por você mesmo no final desse singelo texto.</p>
<p style="text-align:justify;">Nos últimos 10 anos houve um aumento assombroso da quantidade de cursos de Direito nas faculdades, sem a devida fiscalização e cuidado com a qualidade do ensino. Matérias que não são úteis para o dia a dia do advogado, ou ainda, teóricas ao extremo, fazem com que o curso de Direito fique subjetivo e o formado sem condições de exercer a profissão que escolheu para sua vida.  </p>
<p style="text-align:justify;">Ainda sobre as faculdades, com raras exceções, pelo Brasil, são poucas as que tratam o curso de Direito de forma prática e voltada para a profissão. Existem dois extremos nos cursos que formam advogados, sendo eles: as novas tendências do Direito e o conservadorismo de algumas áreas. Entretanto, o mercado de trabalho exige somente aquilo que é utilizado no cotidiano do advogado – como atender clientes e participar de audiências nas áreas de maiores conflitos da sociedade.</p>
<p style="text-align:justify;">Diante dessa problemática, o bacharel em Direito termina seu curso na universidade, mas não sabe redigir uma petição, o quanto cobrar do cliente ou mesmo como se portar no fórum ou audiência, pois não recebeu a formação prática, salvo alguns poucos gatos pingados. Perante essa realidade o bacharel deve fazer o Exame da Ordem para exercer sua profissão e, ante a formação incompleta na faculdade, é obrigado a passar por duas provas. </p>
<p style="text-align:justify;">A primeira tem 80 questões, das mais variadas matérias. Para poder realizar a segunda, que inclui a redação de uma petição e quatro questões dissertativas, o candidato deve acertar ao menos metade da primeira prova. Desta forma, como podemos avaliar cinco anos de faculdade em duas provas, com questões de múltipla escolha de áreas que o candidato jamais aprendeu na faculdade? E mais, uma segunda prova na qual deve demonstrar a redação e o raciocínio do advogado numa ação judicial, sem acesso a Internet, colegas de profissão, tempo e demais doutrinas a respeito, além do fato de que só é possível consultar um livro com lei sem comentários, no dia do Exame. Isto tudo em se tratando que a maioria dos candidatos jamais trabalhou na área jurídica e tendo em vista que não há condição de renunciar à sua profissão atual para ser &#8220;estagiário&#8221; de algum escritório ou empresa. Assim, como exigir do candidato a prática da advocacia?  </p>
<p style="text-align:justify;">Na atualidade podemos utilizar as palavras de Samuel Johnson, pelas quais afirma que: “Os grandes feitos são conseguidos não pela força, mas pela perseverança”. Mas numa situação fragilizada, como a que o candidato se encontra, de que maneira ele irá conseguir a aprovação? Nem todos têm condições financeiras de se preparar apenas estudando, sem precisar de um trabalho para se manter. Assim, devemos nos adequar às novas realidades da atualidade.  </p>
<p style="text-align:justify;">O Exame de Ordem é praticamente aplicado na maioria dos países, mas de forma justa. Assim, para ser justa a prova da OAB no Brasil, seria necessária uma fiscalização nos cursos de Direito, para começarmos; grade de matérias que sejam úteis para o advogado, e matérias não usuais, para serem utilizadas em pós-graduação; ensino prático, e desde o terceiro ano da faculdade iniciar a especialização do aluno na matéria que sentir-se à vontade; o Exame da Ordem deveria ser aplicado em fases, mas assim divididos: primeira fase – questões de múltipla escolha com 5 matérias que o candidato tenha maior afinidade; segunda fase – realização da peça prático-profissional com acesso a Internet (notebook pessoal), telefone e demais livros que tenha afinidade, visto que estas são práticas comuns ao trabalho do advogado; caso o candidato seja reprovado, na segunda fase, não precisará retornar à primeira fase, em exame subsequente; abrir mão da cobrança da anuidade nos dois primeiros anos de profissão, até o profissional se fixar na área.  </p>
<p style="text-align:justify;">Assim, teríamos profissionais prontos para o mercado, e os clientes e o tempo certamente escolherão os melhores profissionais, excluindo os advogados não competentes, mas isso quem deve fazer é a sociedade e não o órgão de classe. A OAB é uma grande instituição e sempre atuou pela democracia, igualdade e fraternidade de todos e não será diferente para o Exame da Ordem, em face da nova realidade do século XXI.  </p>
<p style="text-align:justify;">Assim, meus caros bacharéis, uni-vos em prol de seus direitos e vamos partir das palavras do grande Ruy Barbosa, quando afirma: “A força do Direito deve superar o direito da força”, desta forma, com inteligência mas com união, temos que mudar a forma da aplicação do Exame.  </p>
<p style="text-align:justify;">Como o aluno pode mudar essa situação? Estudando em cursos preparatórios, tendo em vista que o escopo dessas instituições é aprovar os alunos e suprir as deficiências jurídicas dos candidatos. Por fim, do jeito que a prova da OAB vem sendo aplicada estamos diante de um conflito que apenas se compara a de Davi e Golias. Isso tem que acabar e já, tendo em vista que o candidato não tem poderes mágicos para vencer essa batalha desproporcional e precisa de ajuda. </p>
</div>
<p style="text-align:justify;"><a href="mailto:prof.gleibe%40yahoo.com.br">Gleibe Pretti</a> é advogado trabalhista, professor de Direito e Processo do Trabalho no Complexo de Ensino Andreucci e presidente da Associação Paulista dos Advogados Trabalhistas.</p>
<p style="text-align:justify;">Revista <strong>Consultor Jurídico</strong></p>
<br />Filed under: <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/concursos/'>Concursos</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/concursos/exame-de-ordem/'>Exame de Ordem</a> Tagged: <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/concursos/'>Concursos</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/direito/'>direito</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/exame-de-ordem/'>Exame de Ordem</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/oab/'>OAB</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/universidades/'>UNIVERSIDADES</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4755/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4755&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Exame de Ordem &#8211; Análise dos Resultados</title>
		<link>http://washingtonbarbosa.com/2011/07/06/exame-de-ordem-analise-dos-resultados/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Jul 2011 10:46:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concursos]]></category>
		<category><![CDATA[Exame de Ordem]]></category>
		<category><![CDATA[EXAME DE ORDEM 2010.3]]></category>
		<category><![CDATA[MEC]]></category>
		<category><![CDATA[OAB]]></category>
		<category><![CDATA[Resultado]]></category>

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		<description><![CDATA[FACULDADES DE DIREITO POR UM FIO     Veja brilhante artigo do jornalista e amigo Rodrigo Haidar que traz um panorama detalhado sobre o desempenho dos alunos das Faculdades de Direito públicas e privadas no último Exame da OAB &#8211; 2010.3. Não se pode deixar a situação como está, são 1,2 mil instituições de ensino [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4739&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:right;">FACULDADES DE DIREITO POR UM FIO</h1>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Veja brilhante artigo do jornalista e amigo Rodrigo Haidar que traz um panorama detalhado sobre o desempenho dos alunos das Faculdades de Direito públicas e privadas no último Exame da OAB &#8211; 2010.3.</p>
<p style="text-align:justify;">Não se pode deixar a situação como está, são 1,2 mil instituições de ensino e mais de 660 mil alunos matriculados em cursos de Direito em todo o Brasil. Uma verdadeira máquina de fazer dinheiro sem qualquer preocupação com a qualidade dos conteúdos passados.</p>
<p style="text-align:center;">Washington Luís Batista Barbosa</p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.washingtonbarbosa.com">www.washingtonbarbosa.com</a></p>
<p style="text-align:center;"><a href="http://www.twitter.com/wbbarbosa">www.twitter.com/wbbarbosa</a></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<h1 style="text-align:right;">Faculdades públicas têm melhor desempenho na OAB</h1>
<p style="text-align:right;">Por Rodrigo Haidar</p>
<p style="text-align:justify;">Os alunos de faculdades de Direito mantidas por universidades públicas têm melhor desempenho no Exame de Ordem do que os que se formaram em instituições privadas de ensino. Das 20 instituições que mais aprovaram em termos proporcionais no último exame, 19 são públicas. A única faculdade particular que aparece no ranking das que mais aprovaram bacharéis é a Faculdade Baiana de Direito e Gestão, que ocupa o 20º lugar da lista.</p>
<p style="text-align:justify;">Por outro lado, as faculdades privadas são as que hoje mais colocam profissionais da advocacia no mercado. No ranking das 20 faculdades que mais aprovaram em números absolutos, os cinco primeiros lugares são ocupados por instituições particulares de ensino: Universidade Estácio de Sá, Mackenzie, Universidade Paulista (Unip), PUC de Minas Gerais e PUC de São Paulo. Juntas, as cinco universidades formaram 1.345 novos advogados.</p>
<p style="text-align:justify;">O número é três vezes maior do que o de bacharéis formados pelas cinco universidades públicas com melhor desempenho em termos proporcionais. As campeãs Universidade de Brasília (UnB), Universidade Federal de Juiz de Fora, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Federal do Piauí formaram 424 advogados.</p>
<p style="text-align:justify;">As estatísticas (<em>clique </em><a href="http://s.conjur.com.br/dl/desempenho-estado-exame-ordem-20103.xls"><em>aqui</em></a><em> para ver o levantamento completo, por estado</em>) se referem ao Exame de Ordem 2010.3, o último aplicado, e foram feitas pelo Conselho Federal da OAB, que repassou os dados às seccionais. Bacharéis de 747 das 1.174 faculdades de Direito se submeteram às provas. No total, prestaram o exame 104.126 alunos formados ou que estudam no último ano do curso de Direito. Apenas 12.534 se tornaram advogados.</p>
<p style="text-align:justify;">A UnB é a campeã em desempenho. Dos 43 alunos formados pela universidade que fizeram as provas, 29 receberam a carteira da Ordem dos Advogados. Índice de 67,4% de sucesso. Apenas universidades públicas obtiveram aprovação acima de 50% no exame.</p>
<p style="text-align:justify;">O segundo e terceiro lugares são de universidade federais mineiras. A Federal de Juiz de Fora obteve índice de 67,3% de aprovação e a Federal de Minas Gerais, 65,3%. A USP aparece em quarto lugar (63,4%), seguida da Federal do Piauí (60,9%).</p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2011/07/tabela-instituicoes-porcentagem.png"><img class="aligncenter size-full wp-image-4740" title="tabela-instituicoes-porcentagem-" src="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2011/07/tabela-instituicoes-porcentagem.png?w=468&h=370" alt="" width="468" height="370" /></a></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">A tabulação feita pela revista <strong>Consultor Jurídico</strong> desconsiderou as faculdades que não tiveram pelo menos de dez candidatos nas provas. Há um único caso de 100% de aprovação, da Faculdade Alvorada, de Maringá (PR). Apenas um aluno da faculdade se submeteu ao exame, e foi aprovado.</p>
<p style="text-align:justify;">A Universidade Estácio de Sá, do Rio de Janeiro, foi a campeã de aprovação em números absolutos. Tornaram-se advogados 390 alunos formados em Direito pela instituição. O índice de aprovação foi de quase 14%.</p>
<p style="text-align:justify;">O Mackenzie tem o segundo lugar em números absolutos de aprovados, com 285 advogados. A terceira universidade que mais aprova é a Unip (230 bacharéis), seguida da PUC de Minas Gerais (224) e da PUC de São Paulo (216).</p>
<p style="text-align:justify;">No total, as 20 instituições de ensino que mais aprovaram em números absolutos colocaram no mercado 3.510 novos advogados. Apenas três universidades públicas figuram nesse ranking: USP (191 novos advogados), Universidade Federal do Rio de Janeiro (127) e Universidade Federal de Minas Gerais (113).</p>
<p style="text-align:justify;"><a href="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2011/07/tabela-instituicoes-absolutos-04.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4741" title="tabela-instituicoes-absolutos-04" src="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2011/07/tabela-instituicoes-absolutos-04.jpg?w=468&h=386" alt="" width="468" height="386" /></a> </p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;">Dez universidades tiveram mil ou mais alunos inscritos no Exame de Ordem. A média de aprovação entre essas instituições é de 11,2%. A campeã em número de bacharéis é a Unip, com 3.202 inscritos candidatos a exercer a advocacia. A universidade obteve índice de 7,2% de sucesso.</p>
<p style="text-align:justify;">A Unip é seguida pela Estácio de Sá (2.844 candidatos), pela FMU (1.360), pela PUC de Minas Gerais (1.324) e pela Universidade de Fortaleza (1.282).</p>
<p style="text-align:justify;"> <a href="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2011/07/tabela-instituicoes-bacharel-040.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-4742" title="tabela-instituicoes-bacharel-040" src="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2011/07/tabela-instituicoes-bacharel-040.jpg?w=468&h=241" alt="" width="468" height="241" /></a></p>
<p style="text-align:justify;">Para o presidente do Conselho Federal da OAB, <strong>Ophir Cavalcante Junior</strong>, os números revelam que o Exame de Ordem só se torna um obstáculo intransponível para quem teve um ensino jurídico deficiente. &#8220;As faculdades que têm um ensino com a qualidade necessária para que o futuro profissional possa exercer bem seu ofício conseguem bons índices de aprovação&#8221;, afirma.</p>
<p style="text-align:justify;">O presidente da OAB rechaça o argumento de que o exame funciona como uma reserva de mercado para os advogados que estão em atividade. &#8220;A Ordem se sustenta do pagamento da anuidade. Fala-se que há mais de um milhão de bacharéis que não exercem a profissão por causa do Exame de Ordem. Logo, com o fim do exame, teríamos mais de um milhão de novos advogados que passariam a pagar imediatamente a anuidade. Para a OAB, seria ótimo&#8221;, diz. Segundo Ophir, contudo, a entidade tem de zelar pela qualificação da advocacia, não pelo seu caixa.</p>
<p style="text-align:justify;">O secretário-geral da OAB, <strong>Marcus Vinícius Furtado Coêlho</strong>, chancela as palavras do presidente. &#8220;O problema não está no Exame de Ordem, mas sim no ensino jurídico&#8221;, sustenta. De acordo com o secretário-geral, há hoje uma oferta de mais de 600 mil vagas em cursos de Direito e cabe à OAB aferir se os bacharéis que se formam nestes cursos têm condições de exercer a profissão.</p>
<p style="text-align:justify;">&#8220;O que nos move não é o interesse financeiro, mas sim o interesse da sociedade, que não pode ficar refém de profissionais sem a formação jurídica adequada para exercer a profissão. Isso causaria um abalo muito grande na imagem da advocacia&#8221;, conclui Furtado Coêlho.</p>
<p style="text-align:justify;">É preciso lembrar que as escolas públicas com maior índice de aprovação são mais tradicionais e até por serem gratuitas reúnem os melhores alunos. Há escolas não tradicionais que oferecem ensino de qualidade. No entanto, como recebem alunos com formação educacional precária, aprovam menos no Exame de Ordem.</p>
<p style="text-align:justify;">FONTE: CONJUR</p>
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	</item>
		<item>
		<title>FRAUDE NO EXAME DE ORDEM DEVE SER RESSARCIDA</title>
		<link>http://washingtonbarbosa.com/2011/06/02/fraude-no-exame-de-ordem-deve-ser-ressarcida/</link>
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		<pubDate>Thu, 02 Jun 2011 11:46:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concursos]]></category>
		<category><![CDATA[Exame de Ordem]]></category>
		<category><![CDATA[AGU]]></category>
		<category><![CDATA[CESPE]]></category>
		<category><![CDATA[Fraude]]></category>

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		<description><![CDATA[AGU defende ressarcimento do Cespe/UnB em R$ 2,1 milhões por fraude detectada na 2ª fase Exame Nacional da OAB em 2010 A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma ação na Justiça Federal de São Paulo para pedir o ressarcimento de valores gastos pela Fundação Universidade de Brasília (CESPE/UNB) na reaplicação da 2ª fase do [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4699&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1 style="text-align:right;">AGU defende ressarcimento do Cespe/UnB</h1>
<h1 style="text-align:right;">em R$ 2,1 milhões por fraude detectada na 2ª fase</h1>
<h1 style="text-align:right;">Exame Nacional da OAB em 2010</h1>
<p style="text-align:justify;">
<p>A Advocacia-Geral da União (AGU) entrou com uma ação na Justiça Federal de São Paulo para pedir o ressarcimento de valores gastos pela Fundação Universidade de Brasília (CESPE/UNB) na reaplicação da 2ª fase do 3º Exame Nacional da OAB, do ano de 2010, além de indenização por danos morais no valor total de R$ 2.161.110,15. A prova foi reaplicada depois que a Operação Tormenta da Polícia Federal constatou que uma organização criminosa teve acesso ao caderno de questões e revendeu aos candidatos.</p>
<p>Na ação, protocolada pela Procuradoria-Seccional Federal (PSF) em Santos contra 35 pessoas e o Instituto de Educação Superior Santa Cecília, os procuradores sustentam que todos os envolvidos devem ser punidos pela prática de Improbidade Administrativa.</p>
<p>De acordo com o processo, somente com a reaplicação da prova o Cespe/UnB teve prejuízo no valor de R$ 1.578.283, além de terem sido registrados dos danos à imagem da Instituição. Os procuradores solicitaram o pagamento dos danos materiais, morais e honorários advocatícios, além do bloqueio judicial dos bens de todos os envolvidos para garantir o ressarcimento dos cofres públicos.</p>
<p>O caso</p>
<p>Durante a aplicação da 2ª fase do Exame de Ordem, no dia 28/02/2010, um candidato foi flagrado pelos fiscais com um livro que continha manuscritos com as respostas da prova. Por esse motivo a Polícia Federal iniciou uma investigação intitulada &#8220;Operação Tormenta&#8221; que detectou várias práticas criminosas de desvio e venda do caderno de questões do 3º Exame Nacional da OAB.</p>
<p>De acordo com a investigação, as provas eram armazenadas em um departamento da Polícia Rodoviária Federal onde um dos agentes teve acesso ao material e desviou um caderno de questões, vendendo o material a um particular, que repassou cópia o caderno para terceiros.</p>
<p>A Operação também descobriu que o Instituto de Educação Superior Santa Cecília recebeu o caderno de questões e organizou um curso preparatório dos alunos para garantir que o maior número de candidatos que estudasse lá fosse aprovado no exame.</p>
<p>Com a constatação de várias ocorrências de práticas ilícitas foram ajuizadas ações penais, distribuídas na 3ª Vara Federal em Santos, com denúncias por práticas criminosas e que simultaneamente configuram atos de improbidade administrativa.</p>
<p>Improbidade Administrativa</p>
<p>Advocacia-Geral destacou na ação que o art 1º, da Lei nº 8.429/92 determina aa apuração e punição dos atos de improbidade realizados por qualquer agente público contra a administração direta, indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios, de Território, de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade cuja criação ou custeio dos cofres públicos haja concorrido ou concorra com mais de cinquenta por cento do patrimônio ou da receita anual deve ser punida.</p>
<p>Aqueles que, mesmo não sendo agentes públicos, induzam ou concorram para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma, direta ou indireta, também devem responder pelas práticas ilegais.</p>
<p>As medidas judiciais visando o combate à corrupção e a improbidade administrativa, como ocorreu neste caso envolvendo o exame aplicado pelo Cespe/UnB, são ajuizadas a nível nacional pela Procuradoria-Geral Federal, que é um órgão da AGU. O objetivo é defender a probidade administrativa e recuperar o patrimônio público das Autarquias e Fundações Públicas Federais.</p>
<p>Ref.: Ação de Improbidade Administrativa 0004422-34.2011.4.03.6104 &#8211; Subseção Judiciária de Santos/SP</p>
<p style="text-align:justify;">FONTE: AGU</p>
<br />Filed under: <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/concursos/'>Concursos</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/category/concursos/exame-de-ordem/'>Exame de Ordem</a> Tagged: <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/agu/'>AGU</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/cespe/'>CESPE</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/exame-de-ordem/'>Exame de Ordem</a>, <a href='http://washingtonbarbosa.com/tag/fraude/'>Fraude</a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4699/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/washingtonbarbosa.wordpress.com/4699/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4699/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/washingtonbarbosa.wordpress.com/4699/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4699/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/washingtonbarbosa.wordpress.com/4699/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4699/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/washingtonbarbosa.wordpress.com/4699/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4699/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/washingtonbarbosa.wordpress.com/4699/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4699/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/washingtonbarbosa.wordpress.com/4699/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4699/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/washingtonbarbosa.wordpress.com/4699/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4699&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>SAIU O RESULTADO DO EXAME DE ORDEM 2010.3</title>
		<link>http://washingtonbarbosa.com/2011/05/24/saiu-o-resultado-do-exame-de-ordem-2010-3/</link>
		<comments>http://washingtonbarbosa.com/2011/05/24/saiu-o-resultado-do-exame-de-ordem-2010-3/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 May 2011 10:00:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Washington Barbosa</dc:creator>
				<category><![CDATA[Concursos]]></category>
		<category><![CDATA[Exame de Ordem]]></category>
		<category><![CDATA[EXAME DE ORDEM 2010.3]]></category>
		<category><![CDATA[OAB]]></category>
		<category><![CDATA[RECURSOS OAB]]></category>

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		<description><![CDATA[  Como Passar no Exame de Ordem Washington Luís Batista Barbosa*        O EXAME DE ORDEM   O Exame de Ordem é obrigatório para o exercício da profissão de Advogado – veja box lateral –, sendo hoje um dos maiores tormentos dos alunos egressos das faculdades de Direito de todo o Brasil. Os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=washingtonbarbosa.com&#038;blog=8948748&#038;post=4680&#038;subd=washingtonbarbosa&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h1> </h1>
<h1><span style="color:#0000ff;"><strong><em><span style="font-family:Calibri;">Como Passar no Exame de Ordem</span></em></strong></span></h1>
<p><em><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">Washington Luís Batista Barbosa*</span></span></em></p>
<p style="text-align:justify;"> </p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-family:Calibri;font-size:small;"><a href="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2011/05/washington2.jpg"><img class="alignright size-full wp-image-4682" title="washington2" src="http://washingtonbarbosa.files.wordpress.com/2011/05/washington2.jpg?w=468" alt=""   /></a> </span></em></p>
<table cellspacing="0" cellpadding="0" width="100%">
<tbody>
<tr>
<td></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align:justify;"><strong><em> </em></strong> </p>
<p style="text-align:justify;"><strong><em><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">O EXAME DE ORDEM</span></span></em></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><em><span style="font-family:Calibri;font-size:small;"> </span></em></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">O Exame de Ordem é obrigatório para o exercício da profissão de Advogado – veja box lateral –, sendo hoje um dos maiores tormentos dos alunos egressos das faculdades de Direito de todo o Brasil.</span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Os índices de reprovação no Exame são absurdos, remontam a 80%, a matéria é muito extensa e o nível de exigência da prova assemelha-se ao de um concurso público de primeira linha. </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">O debate acerca da legalidade e da constitucionalidade de sua exigência é pauta nas rodas políticas, jurídicas e acadêmicas. Mas não se pode fugir dessa realidade que, ao contrário, tem caminhado no sentido de se tornar uma tendência, com outros cursos buscando a criação de certames similares para as suas profissões, como foi o caso do curso de Ciências Contábeis.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">A ESTRATÉGIA</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">O título deste artigo é Como Passar no Exame de Ordem. O primeiro passo é analisar as estratégias possíveis e optar por uma delas!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Não adianta espernear, ou mesmo ser contra o Exame. Ele existe. É FATO. Temos de enfrentá-lo&#8230;</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">a)</span>      <span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Estudo seletivo</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Esta estratégia acredita que o conteúdo do Exame de Ordem é demasiado extenso e que não haveria a possibilidade de apreendê-lo por completo. Ainda, quem a defende salienta que não é necessário um número mínimo de acertos por disciplina, mas tão somente alcançar os 50% da prova.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Os adeptos desta abordagem <em>kamikaze</em> escolhem as disciplinas que pretendem estudar, considerando a quantidade de questões usualmente cobradas e a extensão do conteúdo das mesmas. Assim, fatalmente, chegar-se-ia a um núcleo de concentração de estudos entre as disciplinas: Administrativo, Constitucional, Tributário, Trabalho, Processo do Trabalho, Estatuto, Ética e Legislação Especial e Empresarial.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Costumo falar que esta é a estratégia do desesperado. Sabe aquela pessoa que não se preparou, não tem disposição para estudar o suficiente, mas a prova já está marcada?</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Este não é o melhor dos mundos&#8230; Mas se você está nesta situação e não há tempo para se preparar, não adianta querer estudar tudo, o mais adequado é fazer a opção por um grupo de disciplinas.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">b)</span>      <span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Planejamento para ver todo o edital</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">De outro lado, e espero que seja a sua situação, existe a possibilidade de abordar todo o edital do Exame de Ordem, de maneira adequada e com profundidade.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">O planejamento é a palavra chave para o sucesso! Estudar para Ordem é um empreendimento e, como todo projeto, envolve sacrifícios financeiros, pessoais e acima de tudo emocionais. Nada é conquistado ao acaso, para se ter sucesso faz-se necessário um investimento. Eu tive um professor e amigo que sempre falava: <em>“Washington, passar em uma prova é questão de sorte; mas quanto mais eu estudo, mais sorte tenho!”</em></span></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Aqui, importante destacar os passos que devem ser seguidos para uma maior efetividade em seu projeto: a) analise o programa; b) defina as fontes de estudo; c) verifique o tempo disponível; d) aloque as matérias para estudo; e) monte seu cronograma de estudo; f) avalie e reveja o seu planejamento periodicamente.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Invista um tempo importante para planejar e traçar seus objetivos, sem pressa. Você verá o resultado bem à sua frente.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Desta forma você conseguirá estabelecer um cronograma adequado e, com o tempo e metodologia necessários, abordar todo o programa do Exame.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">QUANDO COMEÇAR</span></span></strong></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">A pergunta que não quer calar, <em>quando começo a estudar?</em> </span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Alguns dirão que você deve começar no primeiro dia da faculdade, que somente um curso bem feito fará que a sua carteira de advogado esteja mais próxima. Realmente, uma boa faculdade te trará uma base consistente de conhecimentos e fará toda e qualquer aprovação em concurso bem mais simples e possível. Sem falar que um curso bem feito é a obrigação de todo profissional que se preze e que busque sua realização.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">De outro lado, e independente de você ter sido um aluno de ponta na sua faculdade, haverá um momento que terá de parar e se preparar para o Exame de Ordem. Não há necessidade, tampouco seria provável, que você tenha tido a maturidade e determinação de começar a estudar para a OAB no primeiro semestre do curso de direito.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Ressalte-se que hoje podem se inscrever para o Exame os alunos matriculados no 9º e 10º semestres, bem como os bacharéis.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Desta forma, sugiro que você inicie seu planejamento e estudos a partir do oitavo semestre da faculdade. Explico. A esta altura, o núcleo duro das disciplinas já foi sedimentado, restando poucas a serem abordadas nos próximos semestres. Mais do que isto, você ainda não estará envolvido com o Trabalho de Conclusão de Curso, ou mesmo com as festividades da Colação de Grau, coisas que tomarão muito do teu tempo no 9º e 10º semestres.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Começar no 8º semestre te possibilitará um ano inteiro de preparação, tempo mais do que suficiente para se aprofundar em todo o conteúdo que será cobrado nas provas. Ainda, permitirá que você possa fazer uma primeira tentativa entre o 9º e 10º semestres, bem mais tranquila e sem aquela pressão de quem já está formado e tem de “passar logo no Exame!”</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Não esqueça, o seu estudo tem de atender ao seguinte trinômio: <strong>CADEIRA/CURSO/CANETA</strong>.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">O momento <strong><em>cadeira</em></strong> é o seu momento sozinho, com a legislação e doutrina selecionados para estudo. O momento <strong><em>curso</em></strong> é o tempo dedicado aos cursos preparatórios, onde você atualizará seus conhecimentos e entenderá melhor “o que” e “como” está sendo cobrado. Por fim, o momento <strong><em>caneta</em></strong> é a hora de testar os seus conhecimentos e desenvolver técnicas de resolução de prova. A hora dos exercícios.</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Bons estudos e até a cerimônia de entrega da tão almejada e acessível carteira da Ordem!!!</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">LEIA MAIS:</span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">Exame de Ordem Vai Mudar Novamente!?: <a href="http://t.co/dfDQqvS">http://t.co/dfDQqvS</a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">EXAME DE ORDEM &#8211; A POLÊMICA CONTINUA: <a href="http://t.co/Ka5q18K">http://t.co/Ka5q18K</a></span></p>
<p style="text-align:justify;"><span style="font-family:Calibri;font-size:small;">_____________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________</span></p>
<div>
<p style="text-align:justify;">* <strong>WASHINGTON LUÍS BATISTA BARBOSA</strong> é especialista em Direito Público e em Direito do Trabalho, <em>MBA Marketing</em> e <em>MBA</em> Formação para Altos Executivos;</p>
<p style="text-align:justify;">Desempenhou várias funções na carreira pública e privada, dentre as quais: Assessoria Jurídica da Diretoria Geral e Assessoria Técnica da Secretaria Geral da Presidência do Tribunal Superior do Trabalho, Diretor Fiscal da Procuradoria Geral do Governo do Distrito Federal, Cargos de Alta Administração no Conglomerado Banco do Brasil.</p>
<p style="text-align:justify;">Coordenador dos Cursos Jurídicos do Gran Cursos – Escola para Concursos Públicos.</p>
<p style="text-align:justify;">Editor do blog <a href="http://www.washingtonbarbosa.com/"><span style="color:#59708c;">www.washingtonbarbosa.com</span></a> e <a href="http://www.twitter.com/wbbarbosa"><span style="color:#59708c;">www.twitter.com/wbbarbosa</span></a>.</p>
<p style="text-align:justify;">Autor de vários artigos publicados em revistas especializadas.</p>
<p style="text-align:justify;">** Este artigo utilizou trechos adaptados da obra do Amigo e Professor Rogério Neiva.</p>
<p style="text-align:justify;">NEIVA. Rogério: Como se preparar para concursos públicos com alto rendimento: prepare-se com estratégia, eficiência e racionalidade &#8211; Rio de Janeiro: Forense; São Paulo: Método 2010.</p>
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