Exame de Ordem Vai Mudar Novamente!?

 

Mudanças no Exame de Ordem

Conselho da OAB tem de Pensar mais antes de Agir

Por Washington Luís Batista Barbosa*

 

 Ainda sem uma confirmação oficial, os meios acadêmicos e jurídicos têm debatido a possibilidade da Ordem dos Advogados do Brasil reduzir a quantidade de exames realizados em cada ano.

Atualmente, existe a previsão da realização de 3 certames anuais, compostos de 2 fases. A praxe sempre foi a realização de um exame a cada quadrimestre – fevereiro, junho e outubro. Não obstante, após a unificação nacional das provas e a alteração da banca examinadora – CESPE para FGV – esse calendário está completamente maluco.

Alguns pontos têm de ser analisados acerca de uma possível redução na quantidade de exames anuais.

O primeiro aspecto diz respeito à efetiva redução da possibilidade dos candidatos conseguirem sua aprovação e, principalmente, a tão almejada carteira de advogado. Em caso de reprovação, o examinando teria de esperar um semestre inteiro para uma nova tentativa, ao contrário dos quatro meses atuais.

De outro lado, pode-se pensar que a redução do número de exames proporcionaria uma melhor preparação dos candidatos, que teriam um prazo dois meses mais extenso que o hoje existente.

A situação é bem mais complexa do que se possa depreender em uma primeira análise. A redução de exames impactaria as receitas da Ordem dos Advogados e da própria banca examinadora. Fala-se na redução de 1/3 da receita anual de ambas as entidades. Considerando uma média de 95 mil inscritos e uma taxa de inscrição de R$ 200,00, chegar-se-ia ao montante de R$ 19 milhões. Isto é muito dinheiro em qualquer lugar do mundo!

Mais do que isso, a redução para dois exames anuais aumentaria a quantidade de bacharéis em Direito no chamado estágio “casular”. Mesmo com o canudo na mão, e após 5 anos de faculdade, eles engrossariam a horda de desempregados. Somente para ilustrar: 95 mil inscritos, índice de reprovação de 80%, ter-se-ia 76 mil novos “casulos” por semestre, ou seja, 76.000 pessoas formadas na profissão que escolheram, mas impossibilitadas de exercê-la.

Os Ilustres Conselheiros da OAB tem de ter a real noção de onde estão mexendo!

Exame de Ordem é coisa séria e não pode ser alterado ao sabor de vontades pessoais. Qualquer modificação no certame gera sérios impactos para a Ordem… para os examinandos… para o mercado de trabalho… para a advocacia!

Senhores Conselheiros PENSEM MAIS ANTES DE AGIR!

 

 

 

* WASHINGTON LUÍS BATISTA BARBOSA é especialista em Direito Público e em Direito do Trabalho, MBA Marketing e MBA Formação para Altos Executivos;

Desempenhou várias funções na carreira pública e privada, dentre as quais: Assessoria Jurídica da Diretoria Geral  e Assessoria Técnica da Secretaria Geral da Presidência do Tribunal Superior do Trabalho; Diretor Fiscal da Procuradoria Geral do Governo do Distrito Federal, Cargos de Alta Administração no Conglomerado Banco do Brasil.

Coordenador dos Cursos Jurídicos do Grancusos – Escola para Concursos Públicos e editor do blog www.washingtonbarbosa.com e www.twitter.com/wbbarbosa

Autor de vários artigos publicados em revistas especializadas.

74 Respostas

  1. [...] Conselho da OAB tem de Pensar mais antes de Agir [...]

  2. É bem verdade.A melhor solução ainda é reduzir o número de faculdades de Direito e aumentar a exigência sobre as que rstarem funcionando.O atual modelo cria uma industria paralela e secundária constituída por cursinhos.Não deveriam existir cursos para passar no exame de ordem eis que na realidade a formação de 5 anos deveria, por óbvio, propiciar ao aluno condições de passar?Ou não?

  3. Que essa atitude de questionar a OAB seja uma iniciativa de âmbito nacional.
    Parece que alguém de peso está começando a enxergar as arbitrariedades da OAB.
    Depois de tantos erros em relação ao exame o bacharel já não sabe mais nem o que pensar.
    A OAB tem que entender que o exemplo vem dela, se a própria entidade faz o que quer, sem um mínimo de ética, o que exigir de gerações de futuros advogados.
    Obrigada Dr. washington Barbosa por ao menos ter coragem de questionar um orgão que se acha acima de tudo e todos.

  4. Não pedimos prova fácil. Só pedimos prova TRANSPARENTE! Que seja siguido o EDITAL. Estudar somente não adianta. A segunda fase é obscura, devido ao gabarito só ser publicado 2 meses depois. Porque na 1º fase que são em média 106.000 provas, sai praticamente no dia seguinte e na 2º fase tanto tempo depois?????????
    TRANSPARÊNCIA É PEDIR DE MAIS???????

    Por gentileza, estamos com um movimento pela transparência do exame no twitter. Adicionem @justicaOAB

  5. Pois é Dr Washington, nós também achamos que as mudanças devem ser no mínimo discutidas.
    Mas quem fará isso ? Nós, bacharéis burros segundo a OAB….nós ? , que não conseguimos nem ter o gabarito de respostas da prova, ele só será publicado em 20/05 sendo que a prova foi realizada em 27/03/2011.
    Que outras pessoas possam enxergar o que o Senhor está enxergando, porque ao bacharel só resta estudar para realizar o próximo exame, se é que a OAB vai deixar….estamos até com dúvida se vamos ter direito a isso após o novo provimento.

  6. cada Estado deveria fazer seu prorpio exame de ordem, sera que nao existem proficionais competente para faze-lo, ja diminuirira um pouco esse grande conflito, pois cada Seccional teria que cuidar do seu proprio exame, diminuiria ate a taxa, oque vcs acham, ou sera que cada Estado nao e competente e competente e so FGV, CESP etc

    • Olá Júnior, não é querendo desmerecer, mas você deu uma de “FGV” agora, não é “proficionais”, mas sim “profissionais”. ok?

      Mas, no geral, antigamente quando o Exame não era unificado, a incidência de fraudes eram gigantescas, filhos e conhecidos de advogados famosos, ou de advogados que faziam/fazem parte dos quadros das Seccionais “passavam” no Exame sem ao menos prestar!

      Então, é de se pensar! Não que isso não ocorre hje (acredito que ocorra ainda), mas é mais dificil. Então, a idéia de “voltar como era antes” é falida!

      Esse atual Exame de Ordem é “um nojo”. Parabéns Washington por demonstrar sua posição contra essas arbitrariedades que ocorrem no Exame, praticadas pela OAB. Eu, particularmente, estou “em casulo” a 3 anos… me formei em no final de 2007, e desde 2008 tento aprovação no Exame! Conhecimento suficiente eu tenho, faço petições para advogados “das antigas”, ajudo em questões jurídicas e faço algumas consultas e ajudo a peticionar no JEC (quando não é necessário advogado para a parte), mas, mesmo assim, tenho que trabalhar em algo que não tem nada haver com minha área (trab. no departamento financeiro de uma empresa), pois não tenho a bendita “carteirinha”. Sou totalmente frustrada, e já entrei em depressão profunda por causa disso (principalmente após as provas 2010.1 e 2010.2).

      • Cara Polly,
        Realmente algo está muito errado. Não há sentido em passar cinco anos na faculdade e ficar no “estágio casular” por três anos. Tudo deve ser revisto, a forma de aplicação do exame, o modelo de correção, mas, acima de tudo, a comunidade jurídica deve participar efetivamente do debate, não se pode permitir que a decisão seja de poucos em detrimento de muitos.
        Washington Luis Batista Barbosa
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      • Polly, tenta não ficar muito nervosa na hora de prestar o exame. Sei que é difícil, mas tenta ficar nervosa o menos possível. Vejo que o teu maior problema com o exame de ordem é emocional e não conhecimento, pois vc tem de sobra. Tenha fé em vc e em Deus! Abraços.

  7. Parabéns pelo blog e pela opinião. Concordo 100%. Abs.

  8. Dr.WASHINGTON LUÍS BATISTA BARBOSA . Quero parabenizá-lo pela lucidez de seu artigo Mudanças no Exame de Ordem Conselho da OAB tem de Pensar mais antes de Agir. Tal posicionamento fornece-me esperanças quanto ao momento de conturbações que envolve o exame de ordem, conturbações que já somam diversos exames, os bacháreis em sua grande maioria não são contra o exame, apenas desejam que o processo de feitura e correção da segunda fase seja probo. É decepcionante presenciar inúmeras falhas sucessivas, o total desrespeito ao edital quanto aos prazos,quanto a correção, que gera inseguraça a cada exame.Ficando apenas a certeza que próximo exame da ordem será pautado pela imprevisibilidade, e pelo inesperado,participa-se do exame já convicto de que grave falha surgirá mais uma vez. E espanto causa as justifictivas esdrúxilas que afrontam o senso e a inteligência daqueles que particiapam do certame.

  9. BRASÍLIA URGENTE TEMPO REAL .

    Por falta de interesse, descaso e irresponsabilidade de certas figuras (autoridades) convidadas que até ontem (27.04) não confirmaram presenças, nem indicaram representantes, segundo informações colhidas por telefone junto a Câmara dos Deputados,a Audiência Pública requerida pelos nobres Deputados Federais Domingos Dutra e Antônio Carlos Biffi ,foi ADIADA. PREVISÃO: para o dia 17 de maio de 2011 às 14:00

    horas.

    Afinal ninguém quer abrir mão dos R$ 66 milhões extorquidos vergonhosamente dos bolsos e dos sacrifícios de milhares de Bacharéis em Direito, devidamente qualificados pelo Estado (MEC), soterrados em dívida do Fies, aptos paro exercício da advocacia, gerando fome, aumento desemprego e doenças psicossociais (BULLYING SOCIAL).

    O STF deverá cumprir com zelo, dedicação, pertinácia e denodo e com absoluta independência moral, os elevados objetivos norteadores de sua criação, inclusive tem que dar um basta nesse leviatã, (OAB), julgando urgentemente o Recurso Extraordinário (RE) 603583, que visa extirpar esse câncer (Exame da OAB), do nosso ordenamento jurídico, essa máquina de arrecadar trata-se de e pura reserva de mercado, em respeito à Constituição Federal ao Estado de Direito e aos Direitos Humanos.

    Enfim que os Nobres Ministros do Egrégio Supremo Tribunal Federal – STF mirem-se na celeridade, seriedade, inteligência, honradez e no exemplo humanitário e moralizador do Tribunal Constitucional de Portugal, que num gesto de extrema grandeza, declarou inconstitucional o famigerado Exame de Ordem de Portugal, em respeito à Constituição, ao Estado de Direito e aos Direitos Humanos. Vamos respeitar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, notadamente art. XXIII -1 – Toda pessoa tem o direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, (…) e à proteção contra o desemprego. Afinal a função primordial dos Direitos Humanos é proteger os indivíduos das arbitrariedades, do autoritarismo, da prepotência e dos abusos de poder.

    VASCO VASCONCELOS

    Analista e Escritor

    BRASÍLIA-DF

    E-mail:vaso.vasconcelos@brturbo.com.br

  10. Dois erros de digitação peço desculpas: esdrúxulas e participam

  11. Dr Washington, o que deveria mudar era a forma de aplicação e correção da prova. No exame 2009.3 fui reprovado por 0,4, fiz a 2ª fase direito do trabalho, em 3 quesitos eu respondi conforme o gabarito, sem botar e nem tirar uma vírgula, e ainda tive que me contentar com as justificativas esfarrapadas da banca, exemplo “além do que em nenhum momento o candiato se referiu a isso ou aquilo” o que me irritou e me irrita foi a expressão EM NENHUM MOMENTO porque eu havia respondido e não consideraram a minha resposta. Isso não é um caso isolado. E a culpa ainda é dos estudantes e das faculdade, é brincadieeera

    • Caro colega, em 2010.2 fui reprovado na segunda fase, após recurso por 0,2, dois decimos, sendo que uma pergunta nem mesmo foi analisada, estndo correta e valendo 0,2.
      Sem ter a quem recorrer entrei em contato com um advogado, “renomado”, Drº XXXXXX, o qual entraria com um MS,, pois bem ele recebeu e nunca entrou com o MS,, e nem mesmo nunca mais atendeu meus tel, emails.
      Pois ai eu pergunto Estes são os adv. da OAB?

    • Caro Danilo,
      Certamente, concordo contigo. Realmente não há sentido em ter de refazer a primeira fase do exame. São duas provas independentes e que, perfeitamente, podem ser consideradas individualmente.
      Washington Luis Batista Barbosa
      http://www.washingtonbarbosa.com
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  12. Parabéns Dr., precisamos que os grandes pensadores também nos ajudem nessa luta, afinal acreditamos que a justiça existem sim, ela pode tardar, mas temos fé que não irá falhar…
    Eu não sou a favor de ter apenas 2 ou 3 provas anuais, alías, as provas deveriam ser no mínimo a cada 2 meses, pois assim aproveitariamos mais o que foi estudado, o tempo longo entre uma prova e outra esta atrapalhando muito a todos que estão na luta para conseguir a tão sonhada carteirinha, que hoje, para consegui-la, não se mede mais conhecimento e sim sorte….
    Além de tudo a OAB, já caiu no conceito, não acreditamos que ela tenha idoneidade e nem mesmo a credibilidade, com tantas falcatruas, não acreditamos mais nesse orgão, dessa forma a prova não poderia ficar nas mãos de apenas 1 orgão, cada seccional tem que aplicar a sua prova, dai sim tenhamos certeza que teremos mais transparencia, assim, coo tal prova era aplicada antigamente, época em que não tinha tanta confusão em relação ao exame de ordem. Diga-se de passagem exame da desordem.
    Sem contar que a cada prova aumenta uma materia e infelizmente, nenhum de nos somos especialistas em 15 ou mais materias…..
    A prova deveria auferir o conhecimento basico do aluno, até porque o aprendizado vem com os longos anos de trabalho e nessa area cada dia aprendemos mais e mais e cada um procura se aprofundar no que mais lhe interessa, dessa forma exigir uma prova para quem é doutor em todas as matérias, é humanamente impossível passar. E tenho certeza que 80 mil inscritos não são burros, alguma coisa de errado tem, VAMOS ESPERAR O BOM SENSO E PENSAR QUE A 2ª FASE DESE EXAME É FALHA A OAB CORRIGI DE ACORDO A QTOS CANDIDATOS ELA DESEJA PASSAR. Então que fique apenas a prova objetiva pois essa ele não tem como alterar o gabarito. e nem mesmo a correção.

  13. VAMOS BOICOTAR O EXAME.

  14. Esse exame de ordem é um “búlingui” contra os bachareis em Direito

  15. A OAB não está preocupada com a arrecadação oriunda do exame de ordem, pois para ela uma vez deveria bastar, tendo em conta que esse exame nada mais é do que uma RESERVA DE MERCADO da OAB, que não tem interesse em viabilizar o exercício da advocacia a todos os Bacharéis em Direito.

    • A redução para dois exames anuais não precisa causar prejuizos financeiros a OAB. Basta aumentar o valor da inscrição em 50% que estará resolvida a questão.

      Quanto aos outros problemas, o lobby da OAB é muito forte, além do mais, todos os magistrados serão futuros advogados, e não querem desagradar Ordem, visto que podem não ter aceitas as suas inscrições em seus quadros.

      Quanto aos políticos, até uma criança sabe como se compra um.

  16. A OAB não pensa em nada. Só querem mostrar que quem manda é ela, não tem TJ,STJ e nem STF, já provou isso a todos. Então esqueçam e os bachareis que se f…………………………Viva a democracia e vica a CF.

  17. Caro Dr. Washington Barbosa….
    Teria alguma explicação para adiar o espelho de correção da oab 2010.3 ?
    Com sua experiencia o q aconteceu? O número de reprovados foi alarmante? o número de aprovados está fora do previsto?

  18. Existem alguns comentários a respeito do texto que penso interessantes apresentar. Um deles é quanto a suposta perda de receita que a OAB teria com a diminuiçaõ de provas. Penso que não procede visto que os alunos continuariam aguardando para se inscrever, porque quem quer advogar vai esperar de qualquer jeito. Grandes concursos não tem previsão de publicação de edital e nem por isso as pessoas deixam de estudar ou de se inscrever. Portanto as provas semestrais iriam culminar num número maior de inscritos que no final das contas geraria praticamente a mesma receita que é gerada hoje. Será que o Senhor está mesmo preocupado com a diminuição da receita da oab ou a preocupação seria com a diminuição da receita dos cursos preparatórios?
    Quanto ao comentário acerca da quantidade de desempregados que ficariam esperando a prova também penso que não procede. Ora, de que adianta 76 mil pessoas empregadas a tirar o emprego de outros que já estão na área ou que começam a advogar e no primeiro ano desistem e vão fazer concursos como muitos que conheço, ou que se submetem a fazer audiências por 30 reais para a insinuante? Sei que é frsutrante se formar e não poder trabalhar, mas o mercado realmente tem que ser protegido e uma das coisas que me entristecem é ver pessoas que estudarão comigo no ensino fundamental e médio que faziam seis recuperações todos os anos e hoje são formadas em Direito nessas faculdades particulares. Não vejo graça alguma em dizer que me formei em Direito porque hoje qualquer um que saiba ler e escrever consegue cursar Direito. O problema é o comércio que se fez com a educação, onde ninguém está preocupado em saber ou ensinar, mas sim em ostentar um diploma e ser chamado erroneamente de Doutor, e as faculdades se encherem de dinheiro. Vocês acham que o governo está preocupado com isso? com tantas possibilidades de se cursar uma faculdade, daqui a 10 anos teremos um mar de formados frustados exercendo outras profissões e outros tantos talentosos profissionais saindo de suas áreas por causa dessa avalanche de graduados que na maioria são incompetentes. O problema não está na prova, mas na liberação de cursos e mais cursos de Direito sem o controle que deveria existir. Diminuir a quantidade de provas é o início das tentativas para tirar inúmeras pessoas do mercado de trabalho advocatício. Acredito que no futuro bem próximo também aumentará o mínimo de questões para a primeira fase e até o mínimo de pontos na segunda fase, isso tá visível para quem quiser enxergar. Enquanto isso abrem-se novas faculdades e o governo injeta mais dinheiro pra todo mundo se formar! Infelizmente depois eu ainda tenho que ouvir: Advogado fazendo concurso para gari!! Que absurdo!! Pois é, vai piorar muito mais!!!
    Abraço.

    • Onde tem escrito estudarão leia-se estudarAM, no passado!

    • Caro João Neto,
      Em primeiro lugar obrigado pelos comentários.
      Muito interessantes as ponderações realizadas, principalmente no momento em que destaca a importância da revisão do sistema de ensino superior no Brasil. Realmente não há sentido na ploriferação de faculdades de Direito sem o mínino de controle e supervisão das autoridades competentes.
      No que diz respeito a redução de receitas da OAB e das Bancas, ela é clara. A uma pelo fato de, ao haver mais certames por consequencia imediata haverá maior arrecadação. Lembre-se que os examinados precisam de 2 a 4 tentativas para conseguir a sua aprovação. Por isso não há de se falar em simples adiamento das inscrições, mas sim de uma efetiva redução no número de possibilidade de aprovação.
      Washington Luis Batista Barbosa
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      • Basta aumentar de R$200,00 para R$300,00 a inscrição, e o problema econômico se resolve. (E ainda dará mais lucro, pois não irá gastar com aluguel de espaço, fiscais, etc.)

    • Incrível !!!

      Quer dizer que seus amigos ESTUDARÃO contigo no ensino fundamental e já são bacharéis em Direito !!!!

      Seu colégio é bom mesmo !!!

      São ADEVOGADOS como você que precisam defender o exame de ordem para sobreviver !!!

      • Logo abaixo tem uma correção, foi um ato falho que acontece com qualquer um que escreve um texto grande e sem revisa-lo, mas não se preocupe pq eu me formei em faculdade pública e sou funcionário público federal, quanto a você não sei né! abraço

      • Ah, tá explicado !!!

        É mais um recalcado que não tendo inteligência e iniciativa optou por se encostar.

        Até justifica o erro grave, ao qual denominou de normal.

      • João Netto,

        Faça o favor de pegar seus carimbos e ir trabalhar, pois o contribuinte não paga o seu salário para você ficar aqui falando abobrinhas sobre um assunto que sequer lhe diz respeito.

        Vai trabalhar !!!

      • Que figura é essa? Grande “DOTOR”!

  19. Perfeito o entendimento do Dr. Washington. Agora, algo que aprece que não se discutiu ainda, é que, pela facilidade de acesso às Intituições Privadas de ensino(hj em dia o que se avalia é a capacidade de pagamento não a aptidão para determinada profissão), muitíssimas pessoas que não tem vocação para o direito estão a ocupar os bancos acadêmicos, e , mais cedo ou mias tarde concluem o curso, engrossando as filerias dos reprovaods no exame. O que o governo deveria fazer era direcionar esse povo para outros cursos: precisamos de engenheiros, médicos, contadores, químicos, físicos, filósofos, professores, enfim, uma gama enorme de profissões que não recebem a devida atenção porque as autiridades, repetindo o infausto histórico brasileiro, desdenham da educação do país em todos os níveis. A despeito de todas as patacoadas, sem o Exame teríamos mais advogados que flanelinhas atuando nas ruas, então o correto é usar de bom senso na avaliação.

    • e o pior Régio é que tem muita gente que só faz o curso pra ser chamado de Doutor. uma vez conversei com um conhecido que disse que não sabia qual curso fazer, mas que se não passasse numa plública que faria Direito porque prefere pagar pra cursar Direito do que outro curso. Acho que hoje ele ja se formou ou está bem perto.

      • Tem médico que cobra R$30,00 na consulta, enquanto outros cobram R$1000,00 !!!

        Por esta razão os que cobram R$30,00 deveriam perder o registro ?

        Não, porque é problema deles.

        Da mesma forma os advogados, quem quiser fazer audiências por R$30,00 que faça, quem não quiser, que estude mais e se especialize.

        É a livre concorrência !!!

      • Pois é, João, eu estudei muito na faculdade para que tivesse um conhecimento razoável quando em formr, graças principalmente á ajuda de Deus que me colcou diante de um exame difícil, mas pelo menos não muito confuso, logrei passar na primeira vez. Muitos colegas de grande capacidade não passarm até hoje, mas a imensa maioria não se prepara adequadamente e depois inventa todo tipo de desculpa contra a OAB. O que fazem hoje em dia com os candidatos é absurdo, concordo, temos de acabar com essa desorganização, mas a manutenção do exame é vital para nossa profissão. Pessoalmente, a pessoa que acha que ser “doutor” é muita coisa precisa ver o quanto a gente rala para poder pagar as contas. Seria preferível nos chamar direto pelo nome e trazer mais dignidade à nossa profissão.Tudo de bom

  20. Gostaria que um advogado me dissesse qual a peça adequada a solução do problema proposto na prova prático-profissional de D. Civil 2010.3.

    Indenizatória em face do advogado;
    Rescisória da partilha;
    Anulatória da partilha;
    Declaratória de nulidade da renúncia ?

    Fundamente !!! (agora quero ver quem responde)

    • Faça suas tarefas de faculdade sozinho! ok?

      • huauhahuahuahuahu… essa foi boa demais!!

      • Duas mulas já se manifestaram, agora gostaria de que alguém competente e corajoso desse a resposta.

      • Eu, pessoalmente, optaria pela Rescisória da partilha.

      • Concordo com a Rescisória

      • Luiz Paulo e Menezes,

        Aqui é o Carlos Mendes, tive minha palavra cassada por este Blog. Por isto, mudei o nome. (Grande coisa me bloquear pelo nome ou e-mail)

        Voltei só para parabenizá-los pela coragem de responder a minha pergunta.

        Abraços

    • Carlos,

      Nós estamos estragando com a diversão dos advogados incompetentes com esta pergunta. Assim eles ficam tristes e começam a partir para a ignorância.

      É claro, que os advogados competentes sabem responder a esta questão, no entanto, eles não perdem seus tempos em blogs.

      • eu acho q nem a OAB e a FGV sabem da resposta correta, tanto que estão demorando cerca de 3 meses para divulgarem o gabarito, que já deveria estar pronto ANTES da prova ser aplicada…
        não há adjetivos para ilustrar esse quadro perverso do exame de ordem

        primeiro aquela história de “disciplinas do eixo fundamental” que sequer foram cobradas mas constavam no edital, alguns cursos como o LFG realizaram 1 semana de aula sobre essas disciplinas

        depois a “polêmica” dos direitos humanos, que dizia expressamente no edital que deveria totalizar 15% da prova somado à matéria do estatuto, algo totalmente ignorado, não há argumentos para dizer que não houve a violação do edital… só sendo muito cego ou tapando os olhos (que foi o que os juízes fizeram no julgamento das acp´s)

        e agora, para finalizar, a cobrança de jurisprudência do tribunal do RJ na prova NACIONAL no que tange à segunda fase de trabalhista, essa bizarrice de questão de civil, aonde qualquer “advogado competente” ou qualquer boçal com o mínimo de senso iria interpor duas ações distintas, uma indenizatória e uma anulatória ou rescisória (depende do que se vai argumentar) , até hoje não sei se a família sabia que o advogado sabia que o pai tinha um filho…

      • José e Bruno,

        Vocês estão certissímos !!!

        A advocacia tem medo dos novos bacharéis, pois a maioria dos advogados ficam assustados com a capacidade dessa nova geração, como eu mesmo me assusto com a capacidade de meu filho de 17 anos em resolver problemas sem precisar sequer tocar em livros.

        O mundo está mudando, os seres humanos estão nascendo com um inteligência superior, e os mais antigos, ao invés de se esforçarem para tentar acompanhar a mente dessa nova geração, preferem fazer este tipo de covardia que o Bruno bem demonstrou.

        É o medo do fim do papel e do carimbo; da burocracia e da morosidade; do acesso ao aprendizado apenas para as elites. Hoje a molecada aprende inglês sem professores, já nasce usando computador e telefone celular. (meu filho de 4 anos já instala aplicativos no meu Iphone [o que por sinal me prejudica bastante, pois estou com o telefone cheio de bichinhos falantes] !!!

        É a vida, é a evolução !!!

        Enquanto isso, advogados choram o fim da monarquia !!! (lamentável)

  21. Parabéns Dr., realmente o exame de ordem tem se mostrado uma afronta contra todos.

    Trabalho as margens do direito, prestei essa segunda fase do Trabalho e apesar de saber TUDO da prova, não tive tempo para que, a minha prova, ficasse do jeito que a FGV e a OAB querem, realmente é uma covardia.

    Eles dizem que, a culpa é da Faculdade, mas quando passamos pela 1ª e 2ª fase estamos qualificados e preparados,sim!!!

    Os professores de cursinho atestam isso, e percebendo isso a OAB aplica provas sem parâmetros, com o intuito de apenas REPROVAR.

    Trabalho em um escritório de advocacia, sou chamada de Dra., sou cobrada como Dra., minhas responsabilidades são de Dra., meu raciocínio jurídico é de Dra., porém meu salário é de ESTAGIÁRIA.

    E uma reserva de mercado descarada e uma forma de ter, mão de obra qualificada a preço de BANANA. E o que fazemos, ou desistimos e seguimos outras carreiras?

    Muito triste, ver a OAB que defendem tantos os direitos”alheios” fazer isso com os seus colegas, pq na hora que interessa sou tratada como colega e cobrada como tal.

  22. O NEGÓCIO AQUI É QUENTE…. CALMA PESSOAL

  23. a palavra ‘orda’ é escrita com ‘h’

  24. VAMOS PENSAR DA SEGUINTE MANEIRA: DIMINUIR O NÚMERO DE PROVAS SE EXISTISSE GRANDE NUMERO DE APROVAÇÃO ESTARIA CERTO, MAS TIRAR ESSA ESPECTATIVA DE TRÊS PROVAS ANO É ABSOLUTAMENTE INACEITÁVEL.
    ESPERO QUE NESTA MUDANÇA DO PROVIMENTO ACRESCENTEM QUE APÓS LOGRAR ÊXITO EM SER APROVADO , NINGUEM MAIS PODERÁ QUESTIONAR A ATUAÇÃO DO JOVEM ADVOGADO QUE PASSOU NESTA PROVA!!!!!!!!!!!!!!!!! O QUE ADIANTA SER APROVADO EM UMA PROVA SE NO LABOR JURÍDICO DIÁRIO SEMPRE QUE COMETERMOS ERROS TEREMOS REPRESENTAÇÕES PERANTE A OAB?

    OBSERVE ESSES PONTOS DE INIMENSURÁVEL IMPORTÂNCIA:
    1- O NÚMERO DE FACULDADES AUMENTOU EXAGERADAMENTEEEEEEEE
    2- A FACULDADE EM FORMAÇÃO DE UM BACHAREL NÃO TEM RESPONSABILIDADE PELA SUA REPROVAÇÃO, MAS FOI ELA QUE O FORMOU??????????
    3- A DEUSA DA JUSTIÇA PESANDO EM SUA BALANÇA, DE UM LADO O EXAME OAB DE OUTRO LADO FACULDADES??????
    4- OS ESTÁGIOS OBRIGATÓRIOS ADMINISTRADOS PELAS FACULDADES? SERVEM PARA QUE SE PARA ADVOGAR TEM QUE SER APROVADO NO EXAME ?????????????????????
    5- SEM BACHAREL PARA EXAME SEM ARRECADAÇÃO ABSURDA!!!!!
    E TENHO MAIS DE 158 QUESTIONAMENTOS………………………….

  25. Quase todos os bacharéis que se submetem ao exame da ordem, defendem que o mesmo deve existir, todavia com a natureza de avaliação e não de eliminação.

    - O que fica perceptível com tantas pegadinhas…

    Não é possível que 5 anos de faculdade, fazendo Núcleo de Prática Jurídica, estágios extracurriculares e tantas outras atividades não sejam levadas em consideração.

    Tenho a certeza que muitas questões exigidas neste exame, levariam vários bons profissionais do Direito a pesquisarem antes e só depois solucionar o problema e também a seguirem correntes diferentes.

    Hoje, além de termos que saber muito e muito do Direito, temos que conhecer muito bem a banca.

    Quero conhecer uma OAB diferente, quero uma entidade atuante de maneira honesta e transparente.

    Fica aqui o meu desabafo.

  26. Parabéns ao Dr.Washington pela análise lúcida com que nos brinda mais uma vez. Os bacharéis precisam do apoio de expoentes de peso que não se curvem aos ditames da ONIPOTENTE oab(minúsculo). É incrível como nós bacháreis já estamos adquirindo verdadeiro asco em relação ao comportamento da ordem. A questão não é o exame em si, a questão é a forma arbitrária e desrespeitosa de quem o conduz. Queremos a prova, mas queremos muito mais a justiça e a transparência em sua condução. No exame de 2010.2 minha esposa foi reprovada na segunda fase por 0,5 ponto, após apresentar recurso onde questionava o gabarito de correção que colocava como resposta “o juiz agiu incorretamente” sendo que sua resposta foi ” o juiz não agiu corretamente”. O recurso não foi sequer analisado. Alguém por favor esclareça tamanha falta de sensibilidade.SDS

  27. ESTAMOS NO TWITTER! VAMOS NOS UNIR!
    @justicaOAB
    Nossa causa é a mesma!!!!!

  28. E a falta de equidade no grau de dificuldade e TAMANHO entre provas disciplinas distintas??? tem prova absolutamente mal dimensionada em relação ao tempo disponibilizado, como chamar isso senão de covardia e extrema má fé?

    A homogeneidade plena sabemos ser utopia, todavia as discrepâncias ostentadas são vergonhosas!!

  29. Parabéns Dr. Washington pela lucidez e clareza de idéias. Concordo com suas palavras.

    Não sou contra o exame. Mas que seja realizado com critérios e formas justas que possa avaliar a capacidade real de aprendizado do aluno.

  30. Existe um movimento contra o exame de ordem que se tornou uma indústria arrecadatória e que não mede o conhecimento de ningués. Segue matéria sobre essa mobilização: http://materiasjuridicas.com/2011/01/04/liminar-que-concedia-inscrio-na-oabce-sem-aprovao-em-exame-suspensa/

  31. Cade o MP para impedir o enrquecimento sem causa da OAB?

  32. Interessantes pesquisas em http://juscivilis.blogspot.com/

    Vale a pena conferir !!!

  33. Aquele que é a favor do exame da OAB prova que não tem condições de operar o Direito, visto que nessa questão não se trata de opiniões, ou seja, se é bom ou ruim e sim de inconstitucionalidade, onde, a partir do momento que um operador do direito defende uma inconstitucionalidade, é certo que não poderá ser de confiança, pois, se nem mesmo seu juramento feito para defender e repeitar a constituição tem valor, imagine para com o cliente.

  34. Dr.Washington e a todos que participam deste blog.
    O que vejo hoje no que tange ao assunto em questào, onde cada um coloca as suas ideias e opiniões, algumas marcadas por desabores diante da malfadada nota no certame e outras já pela relevancia e da necessidade em ter o seu direito de exercer a profissão escolhida, onde cada vez fica como uma luz la no fim do tunel.
    Ate quando nos seres pensantes, inteligentes que somos, iremos deixar que uma entidade controlada por poucos, que sá por um, como o presidente federal o ilustrissimo Dr.Ofhir cavalcante, dite e coloque aquilo que ele entende como o perfeito para a OAB, nenhum de vocês ate agora comentou sobre a malfadada Audiência Pública requerida pelos nobres Deputados Federais Domingos Dutra e Antônio Carlos Biffi ,foi ADIADA. PREVISÃO: para o dia 17 de maio de 2011 às 14:00 que o colega Vasco vasconcelos teceu seus comentarios sobre o assunto, será que vocês caros amigos deste blog entendem o que realmente esta acontecendo aqui nos bastidores do planalto central, creio que não!
    Todavia irei dizer o seguite deichem suas confortáveis posições por alguns momentos e reflitam no que e que você poderiam fazer para transformar tudo o que se esta aqui discutindo.
    Digo que somente com a união de todos os bachareis ou interessados neste assunto reunidos nesta data, desta audiencia publica fazendo com que a midia divulgue toda a arbitrariedade que cada um aqui deste blogue sente e repuguina, vamos estar presentes a este evento que e da maior importancia para o futuro advogado, pois e neste momento que você tera a sua oportunidade de realmente mudar aquilo que hoje você apenas discute e no final volta para o seu casebre e chora.
    Chega disso vamos mudar definitivamente esta historia seja você um participante presencial e mude a sua historia fazendo a historia.
    O RE 603583 que esta hoje parado no STF por saberem eles que terá repercussão nacional e nossa esperança de realmente termos uma justiça sendo feita, e claro desde que ela a decisão seja favorável.
    Lembrem de que as leis começaram por ocasião das necessidades dos povos que as foram construindo e aperfeiçoando deichem de lamentações e vamos somar nossos esforços para realmente mudar .
    Sou também um como todos os que aqui estão, avidos para trabalhar me formei já ha alguns anos e não consegui ate agora tenho 51 anos e ainda teho esperança de me tornar um advogado sei que no inicio não estava realmente preparado, mas apos passar em primeira fase e não conseguir na segunda e realmente desmotivador, acredito que somente com a união de todos. poderemos mudar o todo.

    Eliezer

  35. DIVERGÊNCIAS MARCAM AUDIÊNCIA PÚBLICA NO DEBATE SOBRE A OBRIGATORIEDADE DO EXAME DA OAB NA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO E CULTURA

    A audiência pública solicitada pelo Deputado Domingos Dutra (PT/MA) que debateu a obrigatoriedade do Exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), promoveu uma profunda reflexão de ordem jurídica e prática sobre a avaliação. Representantes estudantis e das entidades que representam os bacharéis de Direito defenderam a extinção da prova, cuja aprovação é obrigatória para o exercício da advocacia no País e foram unânimes ao alegar a inconstitucionalidade do exame, relacionando leis que a OAB estaria infringindo ao impedir o exercício da profissão pelos bacharéis, além dos impactos socioeconômicos e de ordem psicológica sobre o grande contingente de reprovados no Exame de Ordem.
    O presidente da Organização dos Acadêmicos e Bacharéis em Direito do Estado de São Paulo (OABB/SP), Reinaldo Arantes, utilizou o alto índice de reprovações para criticar a avaliação. “São 85 a 90% dos bacharéis que depois do investimento de cinco anos não podem desempenhar a profissão. Está claro que o problema não é o conhecimento do bacharel, mas o modelo da prova”, disse. Já o presidente do Movimento Nacional dos Bacharéis de Direito (MNBD), Willyan Johnes, desafiou que algum dos presentes provasse a legalidade do Exame de Ordem. “Até que tragam aqui uma fundamentação que prove a constitucionalidade desta prova, não nos calaremos”, em seguida acusou a OAB de ferir princípios constitucionais. “A exigência pela aprovação no exame fere os princípios de isonomia, legalidade, dignidade humana e razoabilidade, além de promover uma arrecadação às custas de desemprego”.
    O Ministério da Educação (MEC) também foi criticado ao permitir a proliferação e o funcionamento de cursos de Direito de baixa qualidade, além da omissão diante do exame que seria de sua responsabilidade. Para o vice-presidente da UNE, Tiago Ventura, o crescimento desenfreado do ensino privado está condicionando os cursos dentro da lógica de mercado. “O estudantes e os professores passam todo o período da graduação somente trabalhando para a aprovação do Exame de Ordem”. Ventura lembrou do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) o qual os estudantes são submetidos no final do curso, para depois encaminharem-se aos cursinhos para fazer nova prova. “O MEC deve medir a qualidade do ensino privado, não a OAB”, opinião endossada pelo presidente do Movimento Democrático Estudantil, Ildercler Ponce de Leão.

    MEC evitou o debate
    Muito criticado por retirar-se logo após a sua explanação, ausentando-se da sessão dos debates, o diretor de Regulação e Supervisão da Educação Superior do MEC, Paulo Roberto Wollinger, destacou o controle do ministério diante dos resultados do Enade. “O Enade permite um parâmetro qualificador: o MEC mantém ofertas nos cursos melhor avaliados e reduz oferta de vagas dos menos qualificados”. Wollinger, que representou o ministro Fernando Haddad, limitou-se a citar os aperfeiçoamentos recorrentes do Enade, reconhecendo a especificidade do Exame de Ordem. “A Comissão de Avaliação aprimora a cada ciclo de três anos a avaliação dos cursos, inclusive de Direito. Entendemos o exame da OAB como forma de permitir a atividade profissional a qual o MEC pode discutir e colaborar”.
    OAB: Discussão beneficia somente o mercado
    Afirmando que a exigência pela qualidade dos profissionais que entram no mercado beneficia o país, o secretário-geral da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, procurou desmistificar que a arrecadação sobre as taxas de inscrição seriam a razão para manter o alto índice de reprovações. “Em termos de custos seria conveniente defender o fim do exame, para a OAB seria mais vantajoso financeiramente receber a anuidade dos novos advogados que hoje custa R$ 600 reais. A realização do exame é muito mais onerosa”. Furtado também justificou que o alto índice de reprovação seria um reflexo de que 25% dos avaliados não são formados. “A OAB permite que estudantes conheçam o sistema da prova e dispensa a taxa de inscrição de bacharéis comprovadamente carentes, logo, em números absolutos o índice de aprovados vem crescendo: realizamos três exames anuais que colocam e 45 mil novos advogados no mercado, isso não soa como reserva de mercado”, defendeu.
    O secretário-geral afirmou que boas faculdades públicas e privadas mantém aprovações acima de 60% e 80% e advertiu que o fim da obrigatoriedade do Exame de Ordem seria bom apenas para o mercado. “O fim do exame beneficiaria unicamente as universidades privadas que vendem um sonho para ofertar, na prática, um curso de baixa qualidade. Salvo as boas universidades privadas, teremos a venda do curso como um ticket de ingresso incondicional ao mercado”.
    Ao final da audiência pública, o Deputado Domingos Dutra encaminhou ao representante da OAB que conduza as sugestões do debate ao conselho da entidade. O parlamentar defende a redução da taxa de inscrição do Exame de Ordem para permitir o acesso de pessoas mais humildes; o aumento da quantidade dos exames (atualmente três por ano) mediante calendário para que bacharéis não sejam pegos de surpresa; o estabelecimento de um canal de mediação entre OAB com estudantes e entidades representativas de bacharéis. Domingos Dutra defende ainda a universalização do exame para outras profissões, desde que seja aplicada pelo Estado. “É incoerente que a OAB enquanto entidade fiscalizadora realize a prova, esta deve ser feita pelo MEC”, considera.

    Gabinete do Deputado Domingos Dutra
    Brasília: Câmara dos Deputados – Praça dos Três Poderes – Gabinete 806 – CEP: 70160-900
    Fone (61) 3215-5806/3806 Fax (61)3215-2806

    • Caro Eliezer,
      Obrigado pelas informações complementares ao artigo. É sempre bom poder contar com o apoio das Assessorias Parlamentares.
      Aproveita para parabenizar a oportunidade da audiência pública para discutir o tema, ao tempo em que sugiro escolher melhor os palestrantes em uma próxima oportunidade, de forma a elevar o nível dos debates, que, naquela ocasião, mostraram-se bem aquem do esperado para um assunto desta magnitude.
      Atenciosamente,
      Washington Luís Batista Barbosa
      http://www.washingtonbarbosa.com
      http://www.twitter.com/wbbarbosa

  36. Acho que a discussão é plausível e acredito que a redução no número de provas anuais, se faz necessária, devido ao grande número de pessoas não qualificadas para pegar a carteira da ordem.

  37. Quanta asneira. Simples: inconstitucional – reserva de mercado – estelionato educacional –Mentiras absurdas do presidente da OAB – Incapacidade da FGV fazer um prova sem erros, sendo estes erros argüidos pelos candidatos (aí fala que estão despreparados), E FIM DO EXAME.
    OBS: Vai ser o caos o formado em Direito exercendo a advocacia. Antes de 94 não tinha o exame o presidente da OAB não fez o exame. Os melhores advogados que a população procura NÃO FEZ O EXAME DA ORDEM. Pergunto O QUE ESTA HAVENDO – ENREQUICIMENTO ILÍCITO DA OAB. PRONTO.

    • ao meu ver, tem é que se acabar com esta pouca vergonha que é o famoso exame de ordem, que vergonha, acorda presidente da oab.

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