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Curso Grátis

Por Vinícius Reis

penal

 

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Lei de Crimes Hediondos – Parte 1

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Washington Luís Batista Barbosa

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Sexta-Feira

sexta1

 

Cara Leitora e  Caro Leitor,

Tenho insistido todas as semanas sobre a importância de um momento de parada .

Uma rotina de trabalho e de estudos tem de ser entremeada com um momento de relaxamento e descontração.

Não adianta somente correr para cortar a lenha pois, com o tempo, o desgaste da lâmina virá e o machado ficará cego. Certamente o esforço para cortar a mesma quantidade de madeira será bem maior do que no início.

Então, dedique um momento para afiar o machado, recarregue suas energias.

Para isso, dedico, semanalmente, uma música escolhida especialmente para vocês que nos acompanham diariamente.

PARE AGORA, ESCUTE, DIVIRTA-SE

Washington Barbosa

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Legislação Penal Especial

 

Penal

LEI 7.716/89

Lei Ordinária Federal;

Disciplina o Artigo 5, XLII, CF/88:

Art.5 º, XLII, CF:

A prática de racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei.

 Inafiançável:

Não cabe liberdade provisória mediante fiança;

Cabe liberdade provisória sem fiança.

Imprescritível:

Não prescreve.

Todas as condutas da presente lei serão punidas com pena de Reclusão.

Objeto material:

Art. 1º:

Serão punidos, na forma desta Lei, os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. 

Preconceito em razão do sexo e estado civil não considera PRECONCEITO.

Lei 12966/14 – Cabe Ação Civil Pública para proteção à honra e a Dignidade de grupos raciais, étnicos ou religiosos.

Lei 7347/85 – Artigo 5º,II- Legitima a Defensoria Pública para propor Ação Civil Pública.

Art. 5 º-

 Têm legitimidade para propor a ação principal e a ação cautelar:

II – a Defensoria Pública; 

Crimes contra o Preconceito:

Todos os crimes são submetidos a Ação Penal Pública Incondicionada;

Todos na modalidade dolosa/Dolo de Tendência, por que o animus é menosprezar a pessoa em razão da sua raça, cor, etnia, religião, ou procedência nacional.

Sujeito Ativo:

Regra: Art.3º ao Art.13 – Qualidade pessoal do Agente – Crime Próprio;

Art. 14 ao Art. 20 – Qualquer pessoa – Crime Comum;

Crimes contra o Racismo/Preconceito:

Pena em Regra: Reclusão

Art. 20.

Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Pena: reclusão de um a três anos e multa.

O Sujeito Ativo é quem pratica, induz, ou incita a discriminação do preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Reclusão 01 a 03 anos e multa.

  • A ofensa é geral, referente a raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional;
  • Crime inafiançável (Reclusão de 02 a 03 anos e multa);
  • Imprescritível;
  • Ação Penal Pública Incondicionada;
  • Quanto à competência, Justiça Comum Estadual ou Federal;
  • Nenhum crime de Racismo é julgado no Juizado Especial Criminal;
  • Algumas condutas com pena mínima igual a 1 (Crime de Médio Potencial Ofensivo) cabe Suspensão Condicional do Processo;

Observação: Menor Potencial Ofensivo (Contravenção Penal) Crimes com pena máxima inferior a 2 anos).

Art. 140 §3 º, CP – Injúria qualificada preconceituosa/Discriminatória:

Se a injuria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem, condição da pessoa idoso e portadora de deficiência.

Art. 140, CP 

 Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:

§3- Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência.

Pena – reclusão de um a três anos e multa.

  • A ofensa é a uma pessoa determinada;
  • Afiançável (Pena de 01 a 03 anos de reclusão). A autoridade Policial poderá conceder fiança nos casos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 4 anos. (Art. 322, CPP);

Art. 322, CP-

 A autoridade policial somente poderá conceder fiança nos casos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não seja superior a 4 (quatro) anos. 

Parágrafo único. Nos demais casos, a fiança será requerida ao juiz, que decidirá em 48 (quarenta e oito) horas.

  • Prescritível (art. 109, IV, CP) – Prescrição 8 anos;
  • Ação Penal Pública Condicionada à Representação da vítima;

Atenção:

Artigo 6 º da Lei 7716/89.

Art. 6º- 

Recusar, negar ou impedir a inscrição ou ingresso de aluno em estabelecimento de ensino público ou privado de qualquer grau.

Pena: reclusão de três a cinco anos.

Parágrafo único. Se o crime for praticado contra menor de dezoito anos a pena é agravada de 1/3 (um terço).

Sujeito Passivo: Menor de 18 anos, agravada de 1/3;

PENAS

Efeitos Penais:

  • Reclusão de 01 a 03 anos;
  • Reclusão de 02 a 05 anos;
  • Reclusão 01 a 03 e multa;
  • Reclusão 02 a 05 e multa;
  • Reclusão de 03 a 05 anos e multa;

Efeitos Extrapenais (Constitui Efeito da Condenação):

Pessoa física: Perda do cargo ou função pública (Servidor);

Estabelecimento comercial particular: Suspensão do funcionamento do estabelecimento, prazo não superior a 03 meses;

Esses efeitos extrapenais não são automáticos devendo ser motivado na sentença.

Art. 20-§§2º e 3º – O juiz pode agir de ofício, ouvido o MP ou a pedido deste, apreensão de material, antes da instauração do Inquérito Policial e constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido.

Art. 20.

Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

 Pena: reclusão de um a três anos e multa

§ 2º Se qualquer dos crimes previstos no caput é cometido por intermédio dos meios de comunicação social ou publicação de qualquer natureza        Pena: reclusão de dois a cinco anos e multa.

§3º No caso do parágrafo anterior, o juiz poderá determinar, ouvido o Ministério Público ou a pedido deste, ainda antes do inquérito policial, sob pena de desobediência:

I – o recolhimento imediato ou a busca e apreensão dos exemplares do material respectivo;

 II – a cessação das respectivas transmissões radiofônicas, televisivas, eletrônicas ou da publicação por qualquer meio;             

 III – a interdição das respectivas mensagens ou páginas de informação na rede mundial de computadores. 

§4º Na hipótese do § 2º, constitui efeito da condenação, após o trânsito em julgado da decisão, a destruição do material apreendido.

 

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wasWASHINGTON LUÍS BATISTA BARBOSA é especialista em Direito Público e em Direito do Trabalho, MBA Marketing e MBA Formação para Altos Executivos;

Desempenhou várias funções na carreira pública e privada, dentre as quais: Assessoria Jurídica da Diretoria Geral e Assessoria Técnica da Secretaria Geral da Presidência do Tribunal Superior do Trabalho, Diretor Fiscal da Procuradoria Geral do Governo do Distrito Federal, Cargos de Alta Administração no Conglomerado Banco do Brasil.

Coordenador de Cursos Jurídicos de pós-graduação e preparatórios para concursos públicos

Editor dos blogs www.washingtonbarbosa.comwww.twitter.com/wbbarbosa, e https://www.facebook.com/washingtonbarbosa.professor.

Autor de vários artigos publicados em revistas especializadas.

Direito Empresarial

Empres

  1. Objetivos:

De: (responsabilidade limitada, subsidiária, extensão menor – Sociedade Anônima) (sistema protetivo).

Para: (responsabilidade ilimitada, não subsidiária, extensão maior – sociedades não personificadas) (sistema ampliado).

A teoria da desconsideração da personalidade jurídica não se trata de um instituto, ou mesmo uma regra de responsabilidade, mas sim uma nova interpretação das finalidades do sistema protetivo, atribuindo-lhe a sua relativização.

Por ser interpretativa ela nasceu no judiciário – teoria do abuso do direito.

Debate doutrinário acerca da necessidade de se positivar a teoria, não obstante ela ocorreu com o Código de Defesa do Consumidor, seguida pelo Código Civil de 2002 e Lei 8.884/1994 – lei Antitruste.

  1. Efeitos:

Declaração no processo judicial – caso concreto – ineficácia da autonomia patrimonial – esta se dá de maneira excepcional, transitória e específica, quando, de acordo com asregras legais que restringem a responsabilidade dos sócios

Não significa:

  • Nulidade da sociedade
  • Liquidação, dissolução ou extinção
  • Paralisação das atividades
  • Generalização da ampliação da responsabilidade dos sócios (limites subjetivos da coisa julgada)
  1. Meios Processuais de Incidência
  • Ação de conhecimento (rito ordinário, preferencialmente) contra os sócios – sócios atingidos pela execução de sentença – ideal que seja precedida por uma cautelar;
  • (STJ) Credor execução contra sociedade – petição pedindo a desconsideração – juiz acolhe permitindo que a penhora recaia sobre os bens dos sócios – embargos de terceiro ou Mandado de Segurança;
  • (STJ) Credor pedindo falência contra a sociedade – petição pedindo a desconsideração – juiz acolhe permitindo que os sócios sejam declarados falidos – agravo terceiro prejudicado ou Mandado de Segurança;
  1. Hipóteses
  • Teoria Maior Subjetiva – art. 28 Código de Defesa do Consumidor, art. 50 CCB/2002, , art. 18 da Lei n.º 8.884/94- Desvio de Finalidade – insolvência decorrente de atos culposos ou dolosos, sempre ilícitos, dos sócios; faz cair o Sistema Protetivo – tutelar os sócios contra a insolvência derivada dos riscos normais do empreendimento;
  • Teoria Maior Objetiva – Confusão patrimonial – art. 50 CCB/2002 – teoria da aparência – ato lícito – ausência de separação patrimonial entre sócio e sociedade, ou sociedade e sociedade no plano dos fatos – (STJ – Diário do ABC: gráfica, transportadora e editora)
  • Teoria Menor – crise da responsabilidade limitada- pessoa jurídica insolvente – aplica desconsideração – art. 28, § 5° CDC – (STJ REsp 279.273/SP).A justiça do Trabalho se utiliza desta teoria para desconsiderar a personalidade jurídica na execução de passivo trabalhista contra sociedade insolvente.

Bons Estudos!

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was* WASHINGTON LUÍS BATISTA BARBOSA é especialista em Direito Público e em Direito do Trabalho, MBA Marketing eMBA Formação para Altos Executivos;

Desempenhou várias funções na carreira pública e privada, dentre as quais: Assessoria Jurídica da Diretoria Geral e Assessoria Técnica da Secretaria Geral da Presidência do Tribunal Superior do Trabalho, Diretor Fiscal da Procuradoria Geral do Governo do Distrito Federal, Cargos de Alta Administração no Conglomerado Banco do Brasil.

Coordenador dos Cursos Jurídicos preparatórios para concursos públicos e de pós-graduação.

Editor dos blogs www.washingtonbarbosa.com, www.twitter.com/wbbarbosa ewww.facebook.com/washingtonbarbosa.professor

Autor de vários artigos publicados em revistas especializadas.

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Por Vinícius Reis

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Washington Luís Batista Barbosa

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Direito Constitucional

Por Carlos Mendonça

Const

  • Por ação ou por omissão:
  1. Ação: o desrespeito a CF resulta de uma conduta positiva praticada por um órgão estatal.
  2. Omissão: resulta de uma omissão do legislador que se nega a regulamentar um dispositivo constitucional.

Obs.: No caso de omissão parcial, é possível o ingresso de ADIn e ADIn por omissão, nesse caso, é possível converter a ADIn por omissão em ADIn.

 

Total ou parcial: toda a lei é inconstitucional ou apenas parte dela.

Princípio da parcelaridade: a inconstitucionalidade pode recair sobre palavra, texto ou expressão. (VETO NÃO PODE);

  • Técnicas do controle parcial:
  1. Nulidade parcial sem redução de texto: nessa técnica, o STF considera inconstitucional a aplicação da norma em uma determinada hipótese, ou seja, afasta uma das hipóteses de aplicação da lei. Ex.: afastar a cobrança de um tributo no mesmo exercício financeiro em que foi criado ( respeito ao princípio da anterioridade).
  2. Interpretação conforme a constituição: se a lei admitir mais de uma interpretação, uma de acordo e outra em desacordo com a constituição o interprete deve adotar a interpretação conforme a constituição.

Obs.: Nessa técnica, a lei é considerada constitucional, desde que interpretada em determinado sentido. Portanto, dispensa a reserva de plenário.

Inconstitucionalidade Sequencial – decorre quando a inconstitucionalidade de um determinado dispositivo recai sobre outro elemento normativo.

  • Formal e material:

- Material – é a contrariedade da norma com o texto material da CF, emerge do conteúdo da lei, ex.: uma lei que permitisse a pena de morte.

- Formal – reside no procedimento de confecção, criação da norma, é dividida nos seguintes casos:

  • formal orgânica: o ente federativo que fez a lei não tinha legitimidade para legislar sobre o assunto (artigos 22, 23 e 24 da CF), Ex.: lei estadual regulamentando mototáxi – competência federal
  • formal subjetiva (propositura): o vício reside na iniciativa da lei, ex.: lei de iniciativa parlamentar concedendo aumento ao servidores do executivo cuja competência é do poder executivo. (sansão não convalida vício de iniciativa);
  • formal objetiva: a inconstitucionalidade reside em qualquer vício posterior a iniciativa ou mesmo no procedimento.

 

Inconstitucionalidade

Momodinâmica                  X                           Monoestática

Formal                                                                       Material

 

  • Direta e indireta:
  1. Direta – ocorre entre as leis e atos normativos primários e a própria constituição.
  2. Indireta – o vicio não decorre de violação direita a CF: seria um decreto regulamentar que extrapola uma lei e acaba ferindo a CF, nesses casos para o STF haveria apenas ilegalidade e não inconstitucionalidade.

Bons Estudos!

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166709_122877097901223_177902196_nCarlos Mendonça é Procurador Federal,

Professor da Pós Graduação da UDF e

professor do Gran Cursos.

 

 

 

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Washington Luís Batista Barbosa

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Direito Empresarial

Por Washington Barbosa

socio

Não seria demais frisar que ao falar de Direito Societário fala-se da Sociedade Empresária – organização econômica dotada de personalidade jurídica e patrimônio próprio, constituída ordinariamente por mais de uma pessoa, que tem como objetivo a produção ou a troca de bens ou serviços[1].

O Direito Societário estuda as relações jurídicas, objetos, formas de organização, constituição, operação, dissolução, liquidação, mutações na estrutura societária e extinção da sociedade. Ainda e principalmente, estuda o plexo de relações jurídicas entre:

  • Sócio-sócio
  • Sócio-sociedade
  • Sócio-administrador
  • Sócio-credores sociedade
  • Sociedade-administradores
  • Sociedade-credores da sociedade
  • Administradores-credores da sociedade (atos ilícitos – excesso de poder)

Elementos

Superadas estas questões conceitos, faz-se necessário verticalizar o conhecimento na estrutura das sociedades empresárias. Existem elementos essenciais para configuração de uma sociedade, a saber:

  • Pluralidade de sócios

O Direito Empresarial brasileiro não admite a existência das chamadas sociedades unipessoais. Este instituto permite que seja constituída uma sociedade empresária com a participação de um único sócio.

Incorreto afirmar que não existem sociedades unipessoais no Brasil, pois o art. 1.033, IV, admite a permanência da atividade da sociedade com a participação de um único sócio, não obstante se trata de autorização em caráter excepcional e por prazo máximo determinado de 180 dias. No caso de sociedade empresária regida pela LSA, este prazo é de um ano, a contar da primeira assembléia geral ordinária em que se verificar a unipessoalidade (art. 206, I, “d”, da Lei n.º 6.404/1976).

Ainda, muito embora não seja objeto de estudo neste momento, existe a permissão para a criação de subsidiária integral, também conhecida como sociedade brasileira (art. 251, da Lei n.º 6.404/1976).

A premissa sempre será a de perpetuidade de atividade empresarial, desta forma o legislador nacional foi feliz ao estabelecer um prazo razoável para que a pluralidade de sócios se restabeleça.

  • Contribuição para o capital

Este elemento da sociedade empresária prevê a participação dos sócios na formação para o capital social. Esta participação pode ser dar de diversas formas: dinheiro, bens, serviços[2].

  • Participação nos resultados

Elemento clássico da sociedade empresária que visa a afastas a possibilidade de exclusão do sócio dos resultados sociais. Ao constituir uma sociedade os sócios se reúnem para, em conjunto, desenvolverem uma atividade empresarial, não há sentido em somente participar do ônus, sem que tenha a contrapartida dos bônus porventura auferidos. O contrário também é inadmissível. Neste sentido os arts. 1.007 e 1.008, do CCB/2002 estabelecem:

Art. 1.007. Salvo estipulação em contrário, o sócio participa dos lucros e das perdas, na proporção das respectivas quotas, mas aquele, cuja contribuição consiste em serviços, somente participa dos lucros na proporção média do valor das quotas.

Art. 1.008. É nula a estipulação contratual que exclua qualquer sócio de participar dos lucros e das perdas.

  • Intenção em associar-se – AffectioSocietatis

Como o próprio texto nos indica, só existe sociedade se houver a clara intenção de associar-se. Como ramo do direito privado, o Direito Empresarial fundamenta-se da liberdade das partes para expressar a vontade, não haveria sentido em existir uma sociedade na qual os sócios não tenham declarado a sua vontade em manterem-se associados.  Esta manifestação não necessariamente configurará um ato formal e escrito, é o caso das sociedades em comum e das sociedades em conta de participação ou mesmo das sociedades irregulares.

[1]BERTOLDI, Marcelo M. Curso Avançado de Direito Comercial. 4 ed. rev.atual. eampl. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2008.

[2]A permissão da contribuição para o capital social por meio da prestação de serviços está regulamentada no art. 1.006 do CCB/2002, transcreve-se: O sócio, cuja contribuição consista em serviços, não pode, salvo convenção em contrário, empregar-se em atividade estranha à sociedade, sob pena de ser privado de seus lucros e dela excluído.

 

 

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Quem é Washington Barbosa?

Washington Barbosa

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WASHINGTON LUÍS BATISTA BARBOSA é especialista em Direito Público e em Direito do Trabalho, MBA Marketing e MBA Formação para Altos Executivos; Desempenhou várias funções na carreira pública e privada, dentre as quais: Assessoria Jurídica da Diretoria Geral e Assessoria Técnica da Secretaria Geral da Presidência do Tribunal Superior do Trabalho, Diretor Fiscal da Procuradoria Geral do Governo do Distrito Federal, Cargos de Alta Administração no Conglomerado Banco do Brasil. Coordenador de Cursos Jurídicos, pós-graduação e preparatórios para concursos públicos. Editor dos blogs www.washingtonbarbosa.com, www.twitter.com/wbbarbosa e www.facebook.com/professorwashingtonbarbosa. Autor de vários artigos publicados em revistas especializadas.

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